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ARTES VISUAIS

África sob a ótica dos africanos

Mostra reúne recorte contemporâneo da produção artística de afro-brasileiros e africanos, "Ex-África" traz performances, músicas, instalações, fotografias, videoarte, pinturas e palestras ao CCBB

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.Exposição Et Cetera de Arjan Martins: obras. foto: Pedro Agil
PUBLICADO EM 07/10/17 - 03h00

 

Um oceano separa o Brasil da África. E, ainda que muitas das raízes nacionais estejam lá, historicamente o diálogo com esse continente tem sido tão afastado quanto a geografia impõe. Uma nova oportunidade de aproximação ocorre a partir da próxima quarta (11), quando o CCBB-BH recebe uma exposição inédita, que faz recorte contemporâneo da arte africana.
 
Boa parte da produção em “Ex-África” tem cunho sociocultural. Por um período de 70 dias, artistas nigerianos, sul-africanos, angolanos e afro-brasileiros trarão performances, músicas, instalações, fotografias, videoarte, pinturas e palestras. Ao todo, são 18 africanos e dois afro-brasileiros, e mais de 80 obras. “A escolha dos artistas segue sempre o mesmo critério: qualidade da obra, relevância do artista dentro do discurso contemporâneo e afinidade com o tema”, diz o curador Alfons Hug, ex-diretor do Instituto Goethe do Rio e de Lagos, na Nigéria.
 
No caso dos brasileiros, foram convidados Arjan Martins e Dalton Paula, que recentemente fizeram pesquisas e montaram uma exposição no Brazilian Quarter (bairro brasileiro) de Lagos, construído por ex-escravos, retornados.
 
 
Entre os africanos, estão o cantor e compositor Nástio Mosquisto, o artista visual e performer Jelili Atiku, e os fotógrafos Leonce Raphael Agbodjelou e Kudzanai Chiurai. Alguns trabalhos, como a instalação de grande porte com objetos achados em BH desenvolvida por Ibrahim Mahama Ade Bantu, foram criados exclusivamente para a mostra. “Outro destaque é a sala ‘Clube Lagos’ com música popular da maior metrópole africana”, diz Hug.
 
A exposição se subdivide em quatro áreas: ecos da história, corpos e retratos, o drama urbano e explosões musicais. “Como em toda parte, também na África a arte contemporânea encontra-se em um permanente processo de renovação criativa. Ainda que não possam ser ignorados os efeitos do colonialismo, não deve ser subestimada a importância do intercâmbio artístico verificado na passagem do período colonial ao pós-colonial e, nesse contexto, a reação dos artistas em relação ao período que antecedeu a independência”, explica Hug, que observa a fotografia, o vídeo e a escultura como principais suportes desenvolvidos lá, atualmente. 
 
Na opinião do curador, a exposição ocorre em um momento em que a herança africana no Brasil volta a estar em evidência. “Basta lembrar as recentes escavações do antigo mercado de escravos no Cais do Valongo, ou a descoberta do Cemitério dos Pretos Novos e da Pedra do Sal, ambos no centro histórico do Rio”, nota. Depois de BH, “Ex-África” segue para o Rio, São Paulo e Brasília.
 
Ex-África
Centro Cultural Banco do Brasil (praça da Liberdade, 450). Quarta a segunda, das 9h às 21h. De 11/10 a 30/12. Gratuito. 

 

 

 

 

 

 

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