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ARTES CÊNICAS

A derradeira história de terror 

Ator Orã Figueiredo faz leitura dramática do conto “O Médico e o Monstro”. Após a dramatização, a filósofa e escritora Marcia Tiburi conduz bate-papo entre a diretora, o ator e o público presente.

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O ator Orã Figueiredo encerra o projeto. Histórias Extraordinárias do CCBB no próximo dia 10 com leitura dramática do conto ‘O Médico e o Monstro’, de Robert Louis Stevenson
PUBLICADO EM 23/12/17 - 04h00

Na leitura dramática do conto “O Médico e o Monstro”, do autor britânico Robert Louis Stevenson (1850-1894), que o ator Orã Figueiredo faz em 10 de janeiro, encerrando o projeto Histórias Extraordinárias no CCBB, médico e monstro se apresentam de maneira mais indissociável do que no conto original.

O clássico do terror psicológico traz o respeitado médico escocês Dr. Jekyll que, ao pesquisar os sentimentos humanos mais profundos, acaba criando uma droga que libera seus aspectos mais primitivos, quando assume a forma de Mr. Hyde. Na versão adaptada por Rodrigo de Roure, dirigida por Ana Kfouri e encenada Orã, Dr. Jekyll e Mr. Hyde se fazem ver quase que simultaneamente. 

“O cerne da questão é o embate pessoal desse personagem, Dr. Jekyll, consigo mesmo, em torno da virtude e do vício”, observa o ator. “No conto, ele é ora médico, ora monstro, de acordo com as drogas que toma. Mas, nesta leitura, isso se mistura um pouco. O médico é o monstro, o monstro é o médico. Ele está o tempo todo nesse conflito interno”.

O que torna o conto um clássico, na opinião de Orã, é sua universalidade. “Em qualquer tempo na história da humanidade o homem vai se deparar com esse dilema, entre ser absolutamente virtuoso e suas paixões. A repressão à paixão pode gerar muita dor, assim como, no outro extremo, a entrega total a ela. Então, esse equilíbrio, essa dosagem é muito difícil. Requer disciplina, sabedoria, bom senso, uma eterna vigilância nesse embate da medida de seus impulsos”, analisa.

Responsável por encerrar o ciclo do Histórias Extraordinárias, o ator louva a iniciativa do CCBB. “Acho ideia do projeto maravilhosa, a temática dentro desse universo do terror, do mistério, enfim, esse lado obscuro do ser humano, dentro da grande literatura”, observa.

Retorno a BH

Orã também comemora a possibilidade de dar continuidade à proposta, que inicialmente foi apresentada no CCBB do Rio de Janeiro, aqui em Belo Horizonte. “BH é um lugar que eu gosto bastante, acho o público daí maravilhoso. Sempre vou com peça pra cidade e fico muito feliz, é uma vibração muito boa. Um público que ao mesmo tempo é caloroso e também crítico, tem referência. Acho muito legal”, declara.

Para 2018, Orã Figueiredo tem projetos em vista na televisão, no cinema e no teatro. Protagonizará o filme “Júpiter”, de Marco Abujamra, e estará no elenco de “Os Príncipes”, de Luiz Rosemberg Filho, e “Chacrinha”, de Andrucha Waddington. Na TV, ele retorna para a segunda temporada de “Sob Pressão”, do mesmo diretor, que desta vez terá 12 episódios e começa a ser gravada em fevereiro. 

Só no teatro as coisas estão mais indefinidas. “A situação está muito ruim no Rio, o prefeito é contra teatro. Ganhei um projeto pra este ano e ele não quis pagar o fomento, aliás, a ninguém que ganhou. Tenho meus projetos, mas não sei até que ponto vou conseguir viabilizá-los”, desabafa.

Histórias Extraordinárias

CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Dia 10 (quarta), às 19h30. Entrada gratuita. 

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