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Fiúza lança, na próxima quinta seu primeiro longa-metragem

Desde o “cara do cafezinho”, ele trilhou seu caminho como bom belo-horizontino que é: sem se apressar, agora lança seu primeiro grande trabalho solo

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Fiúza lança, na próxima quinta (19) seu primeiro longa-metragem
PUBLICADO EM 12/06/14 - 19h12

“Sou um sujeito franciscano”, conta o homem que prefere colecionar amigos a objetos – à exceção de brinquedos antigos, só para confirmar a regra. Diretor do filme “O Menino no Espelho”, que entra em cartaz na próxima quinta (19), Guilherme Fiúza Zenha, 45, caminha sem pressa e preza pelo belo, pelo coletivo e pelo bom humor.

O menino que passava as tardes nos cinemas de rua admirando os blockbusters norte-americanos (“‘ET’ é uma das coisas mais maravilhosas já feitas”) cresceu fã de Scorsese, Copolla e Jim Jarmush e, de repente, se pegou abandonando a engenharia civil para servir café nos sets do Rio de Janeiro. Desde 1993, o mineiro Fiúza ensaia o que culmina com a estreia na próxima semana.

Sete anos separaram a ideia da execução do filme que adapta a obra homônima do também filho de Belo Horizonte, Fernando Sabino (1923-2004). “O Sabino tem um traço que eu acho genial: a ligação com a amizade. Me encanta muito. Amigo é irmão que a gente escolhe”, conta Fiúza, que confessa ter sido levado também pela identificação regionalista e pelo jeito mineiro de ser sempre criança retratado pelo escritor – que tem registrados em sua lápide os dizeres “Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino!”.

“Quando li ‘O Encontro Marcado’, me intrigou muito ler uma história que se passava em BH. Eu pensava que a qualquer momento eu podia cruzar com o Eduardo (personagem principal do livro de 1956) na rua. Aquelas ruas eram as minhas ruas. Aquilo que eu lia era um retrato de tudo que o meu pai me contava. Fazer e consumir cultura sobre a sua própria cidade é uma coisa muito especial”, observa o diretor, que após ter negados pela Prefeitura de Belo Horizonte vários pedidos para gravar na praça da Liberdade, onde o escritor viveu, recorreu à cidade de Cataguases para ambientar a fantástica história do menino que traz à vida seu reflexo <FI10>(leia mais na página 5)


A produção, segundo Fiúza, vem para suprir a lacuna de mercado no segmento infanto-juvenil. O diretor, que aprendeu a fazer humor com Renato Aragão, a ser político com Eduardo Coutinho, a ser objetivo com Helvécio Ratton e a ser leve com Nelson Pereira dos Santos, abandonou, certa vez, trabalhos que fazia com a apresentadora Xuxa Meneghel por não concordar com a preocupação extrema em vender produtos em detrimento da diversão e da informação.

“Nunca tivemos uma produção grande voltada para esse mercado. Tivemos ‘Os Trapalhões’, que faziam dois filmes por ano, e mais tarde, a Xuxa. Cheguei a preparar dois filmes dela, mas rompi com tudo porque não tinha muita paciência com aquilo. Eles mudavam tudo e enfiavam coisas só pelo apelo comercial. Os filmes, que já tinham sérias limitações artísticas, iam virando monstros. Entendo tudo aquilo e os semelhantes como coisas que não perduram. Em compensação, ‘Os Trapalhões’ estão no YouTube e até hoje são um fenômeno”, afirma Fiúza, revelando seu cuidado com forma e conteúdo.

“O critério foi: não entra gente chata no filme. A pessoa chata é a que se preocupa primeiro consigo. Cinema é coletividade e energia. É meio ‘odara’ esse papo, mas isso é mesmo visível na tela. Não funciona quando tem vaidade. Queríamos que as pessoas se divertissem, que fosse aventura. E acabou sendo o set mais divertido em que já trabalhei”, exalta o diretor, que admite ter adicionado pitadas de sua própria infância na história. “Escrever para a criança é se projetar. Por mais que seja adaptação, a gente tem que se basear em outra coisa, nem tudo está escrito”.

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