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MÚSICA

O Carnaval de Ouro Preto em CD 

Grupo Candonguêro lança o álbum “Era Uma Vez um Carnaval” com obras de compositores modernos de Ouro Preto

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CANDONGUERO
O grupo Candonguêro (com Chiquinho ao centro), que lança o CD
PUBLICADO EM 10/02/18 - 04h00

Além do conjunto arquitetônico que a alçou ao patamar de patrimônio da humanidade, Ouro Preto também concentra uma leva inspirada de compositores que, no curso da história recente da cidade, tratou de elaborar letras que caíram no gosto de seus moradores. “É como se tivéssemos, aqui, uma espécie de Buena Vista Social Club”, diz o compositor e pesquisador ouro-pretano Chiquinho de Assis, referindo-se ao grupo de artistas cubanos que alcançou visibilidade mundial a partir do registro de suas performances em disco e documentário, décadas após o apogeu do estabelecimento homônimo. 

Empenhado em garantir que essa riqueza não se perdesse com o tempo, Chiquinho se juntou ao maestro Rodrigo Toffolo (Orquestra Ouro Preto) e ao diretor teatral Flaviano Souza Silva para dar início a uma pesquisa que, neste primeiro momento, deságua no CD “Era Uma Vez um Carnaval” (Ultra Music) – o lançamento em BH será na próxima sexta (16), na Autêntica. 
 
O álbum reúne 13 faixas que, graças ao recurso do pot-pourri, permitem o repasse de 16 músicas – escolhidas em um universo de aproximadamente 40. Produzido por Barral Lima, que, junto a Chiquinho, também assina a direção musical, o CD coloca em foco o grupo Candonguêro. Criado em 2006, a banda mescla, em seu repertório, músicas autorais a releituras, com ênfase na MPB. 
Além de Chiquinho (voz e violões), o Candonguêro abarca: Chico Bastos (cavaquinho e flauta), Pablo Malta (guitarras, bandolim e violão de 7 cordas), Christiane Cordeiro (vocais, zabumba e triângulo), Pedro Gomes (baixo), Gustavo Grieco (bateria) e Fábio Martins (percussão). O CD “Era Uma Vez um Carnaval” traz, ainda, as participações de Sílvia Gomes (voz) e de Leonardo Brasilino (trombone). 
 
 
Processo
 
A pesquisa que resulta agora no disco teve início há 13 anos. “Em 2005, o Angelo Oswaldo assumia a prefeitura de Ouro Preto e nos pediu um projeto de registro de manifestações culturais”, lembra Chico, referindo-se ao hoje secretário estadual de Cultura. 
 
Neste processo, veio a percepção de que músicas como “Amanhã” (1969, a mais antiga do CD), de Edmundo Guedes, mesmo sem registro, é um fenômeno na cidade. “Todo mundo sabe na ponta da língua. Ficamos nos perguntando de onde vem essa força”, lembra Chiquinho. 
Mas sim, o álbum também traz músicas compostas especialmente para o projeto, caso de “Enche o Saco do Véio”, de Seu Walter das Latinhas. “É uma figura conhecida daqui, um típico cidadão de lugares históricos, que vive entre o sacro e o profano”. 
 
Como, aliás, o próprio sítio histórico. “Por girar em torno de um patrimônio desse vulto, Ouro Preto acaba sendo uma cidade cosmopolita. Além de atrair estudantes e turistas do mundo inteiro, sempre foi parada de nomes como Vinícius de Moraes ou João Bosco, que estudou aqui, o que gera uma atmosfera cultural muito rica. A ideia, pois, foi mostrar a produção musical do Carnaval ouro-pretano tentando fazer um disco para todo o país, abrangendo gêneros presentes também em outras regiões, como o carimbó, o afoxé, a marcha-rancho, o frevo e a ciranda, entre outros”, enumera Chiquinho.
 
 
Grupo Candonguêro 
Lançamento do disco “Era Uma Vez um Carnaval”
A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Dia 16 (sexta), a partir das 22h. Entrada franca. 

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