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ARTES CÊNICAS

O misterioso sumiço de Lili

“Gente, a Lili Sumiu”, de Eraldo Fontiny celebra 20 anos de carreira do ator e 15 da personagem, estreia da montagem contece na próxima terça-feira (14)

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Sem limites: “Quero que os pais refletam sobre a criação dos filhos”
PUBLICADO EM 11/11/17 - 04h00

 

Assim como o espetáculo de Cacau Protásio, “Gente, a Lili Sumiu”, de Eraldo Fontiny, não se destina ao público infantil – embora em cena esteja uma criança, a citada no título. Uma menina que, vale dizer, não tem muita intimidade com a palavra “limite”. Lili é, na verdade, uma das várias personagens criadas pelo ator e comediante mineiro. Ocorre que, neste ano, Eraldo está comemorando 20 anos de carreira. E Lili, nada menos que 15. Para juntar o útil ao agradável, ele resolveu subir aos palcos – a estreia acontece na próxima terça-feira (14), no Cine Theatro Brasil Vallourec. “Já tinha, há algum tempo, o desejo de montar um espetáculo com meus personagens, que foram nascendo de forma espontânea. Acontece que a Lili acabou se destacando na mídia, e pelo Brasil inteiro. Então, por um bom período, fiquei meio que só por conta dela”, lembra.
 
De tão envolvido, veio à sua mente um episódio do extinto “TV Pirata”, no qual o personagem Barbosa, um dos mais emblemáticos no programa humorístico global, era assassinado. Era uma brincadeira, mas consta que Ney Latorraca já não aguentava mais ser sugado por Barbosa.
 
E a peça foi se delineando. “Eu queria trabalhar com os outros personagens, e vi que, na peça, eles poderiam estar dentro da história, como suspeitos (pelo sumiço de Lili). É, pois, uma investigação com comédia”. 
 
Lili, na verdade, tem como espinha dorsal uma crítica aos pais que “deixam a criança fazer tudo o que quiser”. “Mesmo que você não seja, por exemplo, mãe ou pai de uma Lili, pode, um dia, topar com ela. A Lili pode ser a pessoa que vai se casar com seu filho (a), ou qualquer outra pessoa sem limite que possa vir a fazer parte da sua vida. Quis falar dessas pessoas sem limites, porque sempre questionei o preconceito de que humorista não pode falar de coisas inteligentes. Muitas vezes, somos tachados de bobos, de chulos. Mas por que não questionar com humor e tentar despertar uma reflexão?”, argumenta.
 
A identificação por parte do público, entende ele, é notória, “muito rápida”. “Porque existe esse lado um pouco cruel em todos nós, na infância. Não adianta colocar a criança só num lugar de poesia, ela não é um boneco, tem defeitos, como todo mundo. Por isso, a identificação é imediata, tanto que é a personagem mais popular na minha carreira”.
 
O bordão de Lili – “minha mãe deixa” –, vale lembrar, chegou a ser proferido por Ivete Sangalo. Não raro, Eraldo, que também trabalha seus personagens em rádio, é abordado nas ruas. “O engraçado é que querem a voz da Lili. As pessoas entram no lado lúdico da personagem”. Além de Minas e São Paulo, outros Estados nos quais Lili vem mitando são o Ceará e o Amazonas. “Você nem acredita. Cada vez que vou a Manaus, é um show da Beyoncé”, brinca. E a página de Lili no Facebook, acredite, tem mais de 1.200.000 seguidores. Sucesso pouco é bobagem.
 
 
 
Gente, a Lili Sumiu
- Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315). Dia 14 (terça), às 21h. R$ 30 (inteira). 
- Espaço Cultural Shopping Estação BH (av. Cristiano Machado, 11.833). Dias 18 (sábado), às 21h, e 19 (domingo), às 19h. R$ 32 (inteira), R$ 15 (Sinparc).

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