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ARTES CÊNICAS

Sobre a necessidade do encontro 

Cia de dança Primeiro Ato comemora trajetória de 35 anos com programação dupla nos dias 11 e 12, no Sesc Palladium

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C-TGAU
“InstHabilidade” Movimentos inspirados na condição de estar vivo, de cair e levantar
PUBLICADO EM 07/10/17 - 03h00

 

Os festejos começaram semana passada, com uma roda de artistas, de todas as áreas, além de uma monja. “Falamos do feminino, do sagrado, das necessidades de encontro, do desejo que a gente está sentindo, o de se reinventar e trabalhar no coletivo, tentando dar uma contribuição a um todo maior”, diz Suely Machado, coreógrafa do Primeiro Ato, sobre a agenda alusiva aos 35 anos do grupo de dança.
 
No dia 11, a companhia adentra o foyer Augusto de Lima do Sesc Palladium para apresentar “Passagem”. “É um espetáculo que valoriza o olhar, o encontro, o abraço”, enfatiza Suely. A concepção foi precedida por uma pesquisa que detectou o quanto as pessoas, nos dias atuais, andam na rua olhando para o celular ou para o chão, ou com fones de ouvido. “Inclusive correndo o risco de serem atropeladas. Não estão vendo ou praticando a escuta”, prossegue a coreógrafa, lembrando que o grupo trabalhou sobre as “Quatro Estações” de Vivaldi. “Em particular, a ‘Primavera’, estação de recomeço, alegria, fertilidade. E acho que, para quem está comemorando 35 de ações ininterruptas, é muita fertilidade (risos). Porque tem que amar muito, ter muita coragem e persistência para enfrentar os altos e baixos. E em um país que não dá muito valor à arte e à cultura, é muito triste”.
 
Sobre este aspecto, ela cita cidades como Paris, Nova York e Copenhague, referências da arte e da cultura. “Uma sociedade sem arte é uma sociedade triste, que não sonha. As pessoas não têm noção do quanto a arte é importante para a sobrevivência. Arte é saúde, prevenção, educação, cultura, entretenimento, poesia, paixão e transformação”, pontua ela ressaltando a importância do contato com a arte em tempos de mudanças de paradigma e de valores, em parte decorrente do desenvolvimento do mundo digital. “Importante para não se perder em meio a tantas oportunidades. Todo esse desenvolvimento digital é maravilhoso, desde que você se tenha e não se perca, já dizia Caetano”, ri.
 
“INSTHABILIDADE”
 
Já na quinta, dia 12, será apresentado – desta vez, no palco do Sesc Palladium – o espetáculo “InstHabilidade”. “O título refere-se ao propósito de falar justamente sobre as nossas habilidades para lidar com a instabilidade – que, aliás, existe no próprio ato de caminhar e que permeia toda a história da civilização. Porque a verdade é que a gente nunca viveu um momento estável na vida – até porque, a estabilidade é a morte. A ilusão da existência da estabilidade faz com que você perca a capacidade de se reinventar todos os dias. Te paralisa, te deixa dentro da forma”.
 
As comemorações dos 35 anos do 1º Ato incluem uma série de homenagens “em pares”. Caso dos coreógrafos Alex Dias e Tuca Pinheiro, dos bailarinos Marcela Rosa e Lucas Resende e, ainda, funcionários que são braços-direito de Suely, como Renata Mares (coordenadora-geral) e Jacqueline Costa (gerente financeira).
 
1º Ato
Comemoração dos 35 anos do grupo
“Passagem”. No foyer do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420). Dia 11 (quarta), às 18h. Entrada franca.
 
“InstHabilidade”. Grande Teatro Sesc Palladium. Dia 12 (quinta), às 20h. De R$ 20 (plateia III) a R$ 40 (plateia I), valores de inteira.

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