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Um brinde diferente 

Nas festas para celebrar a chegada do novo ano, é possível deixar o espumante de lado e festejar com a cerveja, sem perder o charme

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Bière brut e a fruit beer são opções de cerveja que podem substituir o espumante no brinde de réveillon

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PUBLICADO EM 23/12/17 - 04h00

Erguer a taça, agradecer pelo ano que passou e desejar um futuro sempre melhor. Celebrar em grande estilo as festas deste período do ano é um ritual do qual muitos não abrem mão. Mas ele não precisa ser sempre igual. E se no lugar do espumante estiver, por exemplo, uma cerveja? A bebida, que é preferência entre os brasileiros, pode participar e com glamour. Porém, especialistas reforçam: para surpreender os convidados, é preciso escolher uma opção diferente da trivial acompanhante do churrasco.

Nesse sentido, dois estilos da bebida destacam-se: a bière brut e a fruit beer. A primeira é produzida pelos métodos champenoise ou charmat, mesmos dos espumantes, e pode ser servida até mesmo nas taças flute. Já as fruit beer, como o nome sugere, têm frutas incluídas à receita tradicional da cerveja. Ambas têm a cara do nosso verão.

No mercado, há opções nacionais e importadas, mas são poucas as bière brut, já que o processo de produção é caro e dispendioso (veja alguns exemplares nacionais dos dois estilos na página ao lado). As bière brut, após passarem pelo processo de fermentação, vão para um segundo momento em adegas (champenoise) ou tanques (charmat) com leveduras próprias dos espumantes. As feitas pelo método champenoise ainda ficam meses em guarda, sendo giradas diariamente para que as leveduras se movam para o bico (rémuage). Todas recebem rolhas – item que não é exclusividade do estilo bière brut, vale dizer, já que também pode ter a simples função de aprisionar o gás ou apenas ser decorativa.

“Essas cervejas têm características bem próximas do vinho. Por causa desse modelo de produção, são bastante complexas e leves, apesar de geralmente serem mais alcoólicas. Possuem aromas florais e de frutas, não são amargas e são refrescantes”, afirma o mestre-cervejeiro sócio da Lamas Brew Shop, José Bento Vargas, um dos fundadores da Acerva Mineira. “As feitas pelo método champenoise também costumam ter notas de manjericão, algo característico da refermentação, desse processo da levedura do espumante em contato com a receita da cerveja”, completa o sommelier do Haus München, Pablo Carvalho.

Em Minas Gerais, apenas uma cervejaria produz cervejas bière brut: a Wäls. “A Brut foi lançada em 2011 e, no meio deste ano, lançamos a Evita, feita pelo método charmat”, conta a gerente de marketing da marca e sommelier de cerveja, Ludmila Brumer. “No caso da Brut, são nove meses de guarda em adega. Enquanto a Evita leva 30 dias para ficar pronta, uma cerveja convencional, da marca, gasta metade do tempo”, comenta ela.

Frutas

As fruit beer, por sua vez, Vargas explica, também são leves, mas com teor alcoólico baixo. “São cervejas ácidas, que se aproveitam do dulçor da fruta, desse residual. No geral, elas têm boa aceitação porque o que incomoda ao paladar é o amargor, não a acidez”, ensina. Tanto para as bière brut quanto para as fruit beer, Vargas recomenda que sejam servidas geladas. “Por volta dos 3ºC é o ideal”, completa.

“Para harmonização perfeita, vale seguir a recomendação que os fabricantes colocam no rótulo”, posiciona-se Carvalho em relação a uma dúvida corriqueira entre iniciantes. Mas, em geral, Vargas explica que tanto bière brut quanto fruit beer combinam com peixes, como bacalhau, aves, frutos do mar, saladas com molhos e doces. “Alguns pratos mais gordurosos também caem bem com as fruit beer, inclusive as receitas típicas da nossa ceia tradicional”, diz.

Outras opções cervejeiras

Veja mais sugestões de especialistas para fazer bonito nas festas 

Trippel “As bebidas desse estilo são bastante complexas e aromáticas. O momento do ano pede algo assim”, afirma Pablo Carvalho, sommelier do Haus München. 

Kölsch “É um estilo alemão bastante leve e tem cara do verão”, explica o mestre-cervejeiro sócio da Lamas Brew Shop, José Bento Vargas.

Quadrupel “Um exemplo é a da Leopoldina (Belgian Quadrupel) que vai muito bem com as carnes da ceia e também tem um rótulo bonito, pode ser um presente”, comenta Vargas. 

IPA “As novas queridinhas dos brasileiros podem ser interessantes por serem complexas e o amargor equilibrar bem com sabores típicos do período”, diz Vargas. 

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