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HOMENAGEM

Um círculo para Hilda Hilst Exposição, leituras e muito mais 

“Círculo Hilda Hilst” apresenta programação extensa em homenagem a escritora e à sua obra em diversos espaços da cidade

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HILDA
Evento tem o apoio do Instituto Hilda Hilst, mantenedor da memória e dos direitos da autora
PUBLICADO EM 02/12/17 - 04h00

 

Corria o ano de 2002 quando um trio de entusiastas da obra de Hilda Hilst na capital mineira resolveu promover, na cidade, um evento inteiramente dedicado à poeta paulista, então ainda viva (ela morreria dois anos depois, aos 73). Nascia, assim, o “Círculo Hilda Hilst”, que, vale lembrar, recebeu o aval da própria homenageada: os mentores da empreitada, os artistas-produtores Juarez Guimarães Dias, Janine Avelar e Cris Gil, chegaram a ir à célebre Casa do Sol, morada da autora em Campinas, para pedir as bênçãos da também ficcionista.
 
Passados, pois, 15 anos, o evento ganha sua segunda edição, que acontece de 7 a 9 deste mês, em vários espaços da cidade. Desta vez, Juarez e Janine dividem a curadoria com Gabriel Castro Cavalcante (Cris Gil integra os créditos da iniciativa como colaboradora). “O fato de a gente se inteirar desse marco (15 anos) nos animou a reavivar o projeto”, conta Juarez, lembrando que, naquele início dos anos 2000, Hilda Hilst tinha sua obra mais restrita a um círculo limitado de admiradores. “Aqui, em BH, era quase um extra-terrestre”.
 
Mesmo porque, havia um empecilho e tanto. “Embora ela sempre tenha encontrado editoras dispostas a publicar suas obras, eram selos pequenos, e, portanto, a distribuição era limitada. A editora Globo começava, à época, a publicar o primeiro volume de suas ‘Obras Completas’”, rememora Juarez. 
 
Não é exagero dizer, pois, que o trabalho de produzir o primeiro círculo foi hercúleo para os envolvidos. “A internet ainda era precária. E, juro, fomos simplesmente a todos os sebos de Belo Horizonte atrás dos títulos dela. Parecia uma lenda mesmo”, lembra Juarez, que, no caso desta segunda edição do evento, se deparou com uma situação totalmente distinta.
 
“Não vou dizer que hoje ela é popular. Mas o número de trabalhos na área acadêmica sobre sua obra, por exemplo, já dá a medida (do quanto mudou)”. Além da própria reedição das obras, vários artistas se debruçaram sobre este manancial no curso do tempo – caso de Zeca Baleiro. E o que Hilda Hilst tem de tão singular na visão de Juarez? “Ela sempre foi uma mulher à frente de seu tempo, libertária. Na escrita, me impactei por seu fluxo narrativo, a carga poética e filosófica, as vozes... E, claro, a própria figura dela, em torno da qual havia toda uma mitologia, de ter largado a vida de socialite para ter um estilo hippie”.
 
A programação do novo “Círculo Hilda Hilst” é fruto de um tour de force em torno do afã de ampliar o alcance da obra da autora de “A Obscena Senhora D” e “Com Meus Olhos de Cão”. “Todo mundo sempre dizia que Hilda Hilst era uma rede, por promover encontros entre pessoas, juntar amigos em sua chácara. E o que percebemos é que essa rede prossegue. Quando começamos a falar do evento, todo mundo dizia: ‘Eu quero, eu quero (participar)’”, festeja. Aliás, algumas das atrações que vieram à primeira edição voltam à cena agora. Caso do espetáculo “O Caderno Rosa de Lori Lamby”, dirigido por Ana Hadad.
 
Círculo Hilda Hilst
Memorial Minas Gerais Vale, MIS Santa Tereza, Espaço 171 e Brasil 41, entre outros. 7 a 9/12. Gratuito. Confira a programação em www.facebook/acasadasenhorah
 

 

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