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ARTES CÊNICAS

Uma princesa empoderada 

A atriz Cacau Protásio apresenta a comédia "Deu a Louca na Branca", montagem aborda questões como o conceito de beleza, cor de pele e manequim

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CACAU
Cacau Protásio, Sebastiana é uma princesa diferente: “Ela é namoradeira, assanhada”
PUBLICADO EM 11/11/17 - 04h00

 

Vai ter foto depois do espetáculo, sim. E ninguém precisa ter pressa: a atriz Cacau Protásio garante que vai atender a todos. “E, geralmente, todo mundo fica para o clique”, diz ela, mais do que feliz com o sucesso de “Deu a Louca na Branca”, comédia que estreou em julho, em Vitória, e que traz agora à capital mineira – as sessões acontecem nos próximos sábado (17) e domingo (18), no Teatro Bradesco.
 
No palco, como a foto ao lado revela, Cacau dá vida a uma das mais conhecidas heroínas dos contos de fada – no caso, com o figurino à la versão Disney. Mas a história original dos Irmãos Grimm ganha, aqui, uma nova leitura. Não por outro motivo, ela faz questão de enfatizar: “Atenção! Não se trata de uma peça infantil – a pessoa pode achar isso me vendo com cara de fofa na foto, mas a minha Branca de Neve é bem assanhada, namoradeira”, diz, bem-humorada,
acrescentando que, definitivamente, não há espaço para apenas um príncipe encantado na vida da moça. A Branca de Neve – na verdade, a personagem se chama Sebastiana e é natural de Bangu, zona oeste do Rio – se muda com a madrasta para Orlando, Flórida, após a morte do pai. 
 
Lá, a viúva começa a namorar um certo “Waldisney”, que, espertamente, se apropria da história da garota para um de seus longas de animação mais famosos. Não bastasse, transforma a heroína em uma moça branca. Essa não é, porém, a única revolta de Sebastiana, que também não engole as outras princesas do universo Disney – mesmo porque, todas chegaram depois dela. 
 
Detalhe: todas essas revelações são feitas diretamente para a plateia, como se a atriz quebrasse a chamada quarta parede. O texto é de Cacau Hygino e a direção, da mineira Regina Antonini. “A Cacau me convidou por achar que a peça se adequava à minha embocadura de comédia. E fiquei apaixonada pelo texto, estou amando fazer. A história é muito engraçada, mas é uma sátira também, porque, na infância, não conseguia me identificar com nenhuma princesa dos contos de fadas, não havia nenhuma negra, por exemplo. Hoje, ao contrário, entendo que toda mulher pode ser princesa”, pontua.
 
Sim, o texto aborda questões como o conceito de beleza, cor de pele, manequim... Mas tudo permeado pelo elemento humor. “Na verdade, acho que o ser humano tem mais facilidade de captar as mensagens que são ditas de forma lúdica ou na brincadeira. Então, a peça acaba dando um ‘se liga’ no povo por essa via”, entende Cacau.
 
Pelo que ela tem aferido, o objetivo tem se cumprido. “Tem muita gente que manda mensagem depois, elogiando. Acho maravilhoso, mesmo porque, fazer um monólogo não é uma tarefa fácil. Fico uma hora e 10 minutos sozinha no palco, e, graças a Deus, as pessoas riem muito. O curioso é que as reações variam de acordo com o lugar que vou: há piadas nas quais todos riem, mas há algumas que só algumas plateias acham graça”.
 
Mesmo sendo um espetáculo solo, há vozes em off com as quais a personagem dialoga – entre elas, as de Paulo Gustavo, Marcus Majella e Rodrigo Fagundes. 
 
E embora diga que prefere não adentrar em terrenos arenosos, como a política, a atriz assegura que a apresentação de um dia nunca é igual à de outro, ou seja, o texto não é estanque.
 
Na TV
 
Na telinha, a atriz, que ganhou fama por meio da novela “Avenida Brasil”, segue no elenco fixo do humorístico “Vai que Cola”, programa de maior audiência do canal Multishow. Lá, interpreta a coprotagonista Terezinha. “Estamos indo para a sexta temporada. Também recebi outros convites, mas, infelizmente, não posso revelar ainda”, despista.
 
Já no cinema, Cacau se diz ansiosa quanto à estreia de “Os Farofeiros”, de Roberto Santucci, no início de 2018. “É sobre um grupo de amigos que vai alugar uma casa para passar as férias. Mas são famílias bem diferentes, cada uma com a sua cultura, e dá aquela bagunça”, adianta. No elenco, estão, ainda, Danielle Winits, Paulinho Gogó e Aline Riscado e Maurício Manfrini, entre outros.
 
Deu a Louca na Branca
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Dias 17 (sexta) e 18 (sábado), às 20h30. A partir de R$50 (setor II, inteira). 14 anos.
 

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