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MÚSICA

Voz a serviço de hinos seculares

Madeleine Peyroux apresenta nova turnê no Brasil baseada no recente álbum “Secular Hymns”, show em Belo Horizonte acontece no dia 16

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Madeleine e, ao fundo, Jon (ao centro) e Barak: trio gravou o CD em uma igreja no interior da Inglaterra
PUBLICADO EM 11/11/17 - 04h00

 

Lançado no ano passado, “Secular Hymns”, mais recente disco de Madeleine Peyroux, é a base da nova turnê da cantora norte-americana no Brasil, que aterrissa na capital mineira para show na próxima quinta-feira (16), no Sesc Palladium. Gravado ao vivo em uma sessão intimista numa pequena igreja romano-normanda do século XII, situada em Oxford, Inglaterra, ao lado dos músicos Jon Herington (guitarra) e Barak Mori (baixo), o álbum reúne dez faixas, sendo três de compositores contemporâneos – Tom Waits, Townes Van Zandt e Allen Toussaint –, além de um spiritual afro-americano e músicas de baluartes da composição norte-americana, como Stephen Foster. 
 
O registro teve uma acolhida efusiva por parte da crítica. “Talvez até um pouco além das nossas expectativas”, reconhece Madeleine ao Pampulha. Segundo ela, houve quem apontasse este como o melhor álbum de sua trajetória, o que a artista vê com singularidade. “Por se tratar simplesmente do registro de uma performance ao vivo, não houve, por exemplo, edição ou correções posteriores. Nem overdubs ou efeitos adicionais. De verdade, procuramos a reprodução mais fiel do concerto. Naturalmente, ficamos atentos à questão da fidelidade sonora, mas não tentamos ir além. Aliás, talvez seja um caminho que eu deva continuar seguindo. Talvez tenha a ver com a percepção de que nossos ouvidos estejam cansados das coisas suplementares, e possamos nos dedicar a desfrutar o som mais complexo de todos – aquele da acústica da natureza”.
 
Repertório
 
Mas, sim, Madeleine reconhece que, no caso dos shows no Brasil, o roteiro vai abarcar, além do repertório do CD, canções ligadas ao universo da bossa nova. “Espero que o show se adapte ao sentimento de vocês, aí, neste momento”.
 
Madeleine, vale lembrar, desenvolveu uma relação extremamente próxima com o Brasil, já tendo vindo a Minas em outras ocasiões. “Me encantei com a cidade logo na primeira vez que a visitei, em 2005. Lembro de ter dançado a noite inteira em um bar de cachaça, um dos melhores que me recomendaram. Já ali me vi envolvida pelo espírito da cidade. Me sinto em casa – talvez porque a cidade de vocês me lembre um pouco o Brooklyn (Nova York), onde cresci em meio aos trabalhadores da cidade. Agora, a verdade é que me apaixonei não só pela capital, mas por toda Minas Gerais, a partir do momento em que toquei no Festival de Jazz de Ouro Preto, dirigido por Maria Alice Martins. Ali, fui despertada para a história de vocês. E sigo apaixonada”, ressalta.
 
Naturalmente, o apreço de Madeleine se estende à música brasileira. Ela conta, por exemplo, que recentemente descobriu o trabalho de “um grande baterista, Edu Ribeiro”. “Também tenho ouvido muito Zé Renato e outros cantautores. Mas é fato que não consigo estar em dia com tudo – mesmo porque, tudo é tão bom”.
 
Dentre os baluartes, ela recorre a Tom Jobim. “Penso que as harmonias do maestro influenciaram todo o jazz americano”. Também cita Elis Regina como uma cantora que a fez ter mais confiança em si mesma pelo uso de sua voz. “Penso que os artistas da Tropicália me inspiraram a procurar a paz onde menos se espera e a trabalhar para encontrá-la. Já o violão de João Gilberto e seu canto me impactaram de uma maneira singular, como ninguém mais”. 
 
Instada a falar sobre o mundo atual, Madeleine diz que sua maior preocupação é que “percamos a fé uns nos outros”. “Não sei se tenho razão, mas é o que acredito”, conclui.
 
Madeleine Peyroux
No Projeto Full Jazz
Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Dia 16 (quinta), às 21h. Ingressos esgotados.

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