Foto: Beto Barata/PR

Gráficos mostram números do primeiro mês do governo Temer

O governo Temer completa um mês e fizemos um balanço desses primeiros trinta dias. A aprovação da revisão da meta fiscal, considerada essencial para o governo, foi a primeira vitória.

Ana Paula Pedrosa

Meta fiscal
Fonte: Pesquisa direta
Fonte: Pesquisa direta
Ministérios

Temer reduziu o número de ministérios mas não escapou das polêmicas. Os grampos derrubaram dois ministros e, pressionado, ele recriou o Ministério da Cultura. O presidente continua com auxiliares envolvidos em operações judiciais.

*Jucá e Fabiano Silveira deixaram o governo Temer
Fonte: Pesquisa direta
*Jucá e Fabiano Silveira deixaram o governo Temer
Fonte: Pesquisa direta
Fonte: Ibovespa
O mercado

Dados dos dias 1˚ de dezembro de 2015 a 10 de junho de 2016

Fonte: Ibovespa
Popularidade

Na primeira pesquisa de popularidade, Temer teve aprovação semelhante à de Dilma três meses antes do afastamento, mas a rejeição foi bem menor. O percentual de pessoas que não têm opinião sobre quem ocupa a cadeia presidencial subiu muito.

Fonte: Pesquisa CNT/MDA

As medidas de Temer

Os primeiros 30 dias de Temer foram marcados por algumas medidas e sinalizações e por polêmicas e especulações. Resumimos as principais.

Cargos públicos

Governo prometeu cortar 4.000 cargos públicos até o fim do ano. A Câmara, porém, autorizou a criação de 14.419 cargos, quase quatro vezes o número previsto de cortes. Depois da repercussão, o presidente desistiu de criar os cargos.

Salários

A Câmara, com o aval de Temer, aprovou reajustes aos servidores do Executivo, Legislativo, Judiciário e do Ministério Público. Somente para o judiciário, a alta será de 41%. No STF, os salários dos ministros passarão de R$ 33.763 para R$ 39.293.O impacto total nas contas públicas será de R$ 58 bilhões até 2019. Cinco dias depois da aprovação, informações de bastidores são de que o presidente não vai apoiar o aumento dos salários dos ministros do STF, mas deve manter o reajuste dos servidores do Judiciário.

Nomeações em estatais

Temer suspendeu a nomeação de presidentes e diretores de estatais até que a Câmara aprove projeto que exige qualificação técnica para os cargos. A medida já foi aprovada no Senado

Desvinculação de receitas

A Desvinculação de Receitas da União (DRU) foi prorrogada até 2023. O percentual de desvinculação de receitas relativas às contribuições sociais subirá de 20% para 30% e a medida deve se estender para Estados e municípios. O projeto foi aprovado em primeiro turno na Câmara. Tem que passar pelo segundo turno na Casa e, depois, ser aprovado no Senado.

EBC

Temer exonerou o presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, Ricaro Melo, nomeado por Dilma. Melo recorreu ao STF, alegando que a EBC é uma empresa pública e não uma estatal, e, por isso, o mandato do presidente é de quatro anos. O ministro do STF, Dias Toffoli, reconduziu Melo ao cargo até que o STF julgue o mérito da ação.

BNDES

O Ministério da Fazenda pediu a devolução ao Tesouro de R$ 100 bilhões em empréstimos ao BNDES. O Tribunal de Contas da União vai analisar o pedido.

Programas sociais

Nos primeiros dias do governo Temer, o então ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou que o governo passaria um pente fino em programas como Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família. Entidades ligadas à esquerda disseram que mais de 10 milhões de famílias seriam cortadas do Bolsa Família, mas o programas segue intacto. O Ministério das Cidades chegou a cancelar a construção de 11.250 unidades do Minha Casa, Minha Vida, mas recuou.

Reformas

O governo sinalizou que deve fazer as reformas trabalhista e da Previdência. Nenhuma proposta oficial foi divulgada, mas ministros já indicaram medidas impopulares. No campo trabalhista, deve haver flexibilização das leis, com possibilidade de negociação, via acordo coletivo, de jornadas, salários e do cumprimento de direitos como 13º e férias. A terceirização da atividade-fim também deve ser aprovada. Na Previdência, a intenção é definir uma idade mínima para aposentadoria, provavelmente 65 anos, que deve valer para homens e mulheres.

Impostos

Ainda não foi anunciada nenhuma medida para aumentar os impostos, mas o governo já afirmou que “não descarta” a volta da CPMF e outras medidas para aumentar a arrecadação.

Foto: Beto Barata/PR

As frases de Temer

Temer fez poucos discursos. Veja as frases mais marcantes.

Não fale em crise, trabalhe

13/5, em seu primeiro discurso como presidente interino



Tenho ouvido: 'Temer está muito frágil, coitadinho, não sabe governar'. Conversa! Fui secretário de Segurança duas vezes em São Paulo e tratava com bandidos. Então, eu sei o que fazer no governo.

24/5, em reunião com a base alidada.

Quando eu perceber que houve um equívoco na fala e na condução do governo, eu reverei essa posição. Não tem essa coisa de não errei, não aceito errar. Posso errar, não tem problema nenhum em errar, mas, se o fizer, consertá-lo-ei.

24/5, em reunião com a base aliada



Foi uma bela vitória

25/5, após a aprovação da revisão da meta fiscal pelo Congresso

Quero revelar pela enésima vez que ninguém vai interferir na chamada Lava Jato. Não haverá a menor possibilidade de qualquer interferência do Executivo

1/6 na posse de cinco presidentes de órgãos federais

Não fale em crise, trabalhe

13/5, em seu primeiro discurso como presidente interino

Tenho ouvido: 'Temer está muito frágil, coitadinho, não sabe governar'. Conversa! Fui secretário de Segurança duas vezes em São Paulo e tratava com bandidos. Então, eu sei o que fazer no governo.

24/5, em reunião com a base alidada.

Quando eu perceber que houve um equívoco na fala e na condução do governo, eu reverei essa posição. Não tem essa coisa de não errei, não aceito errar. Posso errar, não tem problema nenhum em errar, mas, se o fizer, consertá-lo-ei.

24/5, em reunião com a base aliada

Foi uma bela vitória

25/5, após a aprovação da revisão da meta fiscal pelo Congresso

Quero revelar pela enésima vez que ninguém vai interferir na chamada Lava Jato. Não haverá a menor possibilidade de qualquer interferência do Executivo

1/6 na posse de cinco presidentes de órgãos federais

Expediente

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