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Raquel Faria

Sol na peneira

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PUBLICADO EM Mon Apr 16 03:00:00 BRT 2018

Sol na peneira

Duas pesquisas divulgadas no fim de semana lançaram luz sobre os furos no julgamento que resultou na prisão de Lula, réu-símbolo da Lava Jato. Na Datafolha, a percepção de justiça foi de 54%, contra 46% que acharam a prisão injusta. No Ipsos, o senso comum é ainda mais dividido: 50% a 46%, com frente de só quatro pontos na margem de erro para os que aprovam a prisão do ex-presidente. Já ensinavam os antigos que peneira não tapa sol. O endosso de uma maioria precária não esconde a forte contestação a uma decisão da Justiça, cujos atos, em tese, deveriam ser aceitos por toda a sociedade. As pesquisas mostram que há um enorme déficit de legitimidade social na principal ação da Lava Jato.

 

Banco dos réus

Os brasileiros que acreditam na imparcialidade da Lava Jato caíram de 66%, em abril de 2016, para 43% hoje. Em dois anos, quebra de 23% na confiança. O tombo maior ocorreu logo após a prisão de Lula, quando pesquisas trekking registraram uma disparada do apoio à tese de perseguição ao ex-presidente, como já comentou a coluna. Agora, o grosso do povo (73% no Ipsos) vê Lula como vítima dos “poderosos”. E para muitos, a operação anticorrupção virou instrumento dessa caçada. O julgamento de Lula está colocando a Lava Jato e a Justiça no banco dos réus da opinião pública.

Casa de pé

A presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas, Alessandra Mello, informa ser “radicalmente” contra a derrubada da Casa do Jornalista para construção de um prédio no local. Ela diz que “alguns” associados defendem o projeto, mas não está entre eles: “Se depender de mim, a casa nunca irá a chão”. 

 

FOTO: Anna Castelo Branco/Rede Fotonovela

Danilo Manna e Juliana Peixoto confraternizando após evento do comércio na capital mineira.

Paraquedismo

O ex-ministro do STF chegou tarde e encontrou o terreno já ocupado. É o problema da candidatura paraquedista, lançada a poucos meses da eleição. E no caso de Joaquim Barbosa, sem antecedentes políticos e sem ideias definidas. Os que tentaram antes, como Luciano Huck, enfrentaram os mesmos entraves. Aliás, vencer uma eleição presidencial em seis meses é façanha que o mundo ainda não viu. O mais famoso ‘outsider’, Donald Trump, fez campanha por um ano e meio (lançou-se em junho de 2015 e se elegeu no fim de 2016) e antes disso teve anos de exposição como apresentador de TV.

 

Desgaste brutal

O fato de 95% desejarem a continuidade da Lava Jato (Datafolha) não significa nada: todos são a favor do combate à corrupção, como são pela vacina contra o câncer, pela paz mundial e outras platitudes. Em vez de apoio, as pesquisas mostram uma quebra brutal na confiança da operação. No Ipsos, a Lava Jato apanhou feio: 55% acham que a operação perseguiu Lula, 52% acham que não investiga todos os políticos; e 47% acham que nada se provou contra o ex-presidente. A parcialidade da operação e da Justiça está em xeque.

 

Impasse nas ruas

Certamente, os 40% ou mais brasileiros contrários à prisão do petista estão apoiando o movimento Lula Livre, que mantém um acampamento em Curitiba (PR). As pesquisas mostram o Judiciário em posição delicada diante do ato de desobediência civil: se a Justiça não inibe o protesto, pode elevar a insegurança em relação aos seus veredictos e incentivar a insubordinação à ordem vigente; por outro lado, se reprime o movimento com força para coibi-lo, pode inflar ainda mais a tese de perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

SOS sindicato

A sindicalista tem outros planos para cobrir o rombo no sindicato e evitar que ele feche as portas. Vai lançar uma campanha para elevar de 500 a 700 os associados adimplentes. E anunciará “nos próximos dias” novos projetos para gerar receita. Ela promete manter o sindicato “no peito e na raça”.

 

Resistência

Joaquim Barbosa deve se preparar para resistências no PSB, caso queira se candidatar ao Palácio do Planalto. Em Minas Gerais, o jogo já andou muito para o lado de Ciro Gomes (PDT), com quem o pré-candidato a governador do partido, Marcio Lacerda, tem relações construídas e sólidas (o ex-prefeito foi secretário de Ciro ministro). Os dois estão para se encontrar nesses dias. Em São Paulo, vai ser difícil convencer Márcio França a não apoiar Alckmin, a quem sucedeu no governo paulista e de cujo apoio precisa para se reeleger.

 

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