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2018

Bolsonaro viaja 39% a mais com passagens custeadas pela Câmara

Presidenciável aumentou número de deslocamentos aéreos nesta legislatura

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Jair Bolsonaro
Anúncio. No início do ano passado, Jair Bolsonaro avisou que iria viajar mais para fora de Brasília
PUBLICADO EM 14/01/18 - 03h00

Brasília. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) viajou para Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral da Paraíba, para dar palestras, falar com eleitores em praças e conceder entrevistas para rádios locais em 8 de fevereiro do ano passado. “Hoje estou perdendo a sessão em Brasília. Gostaria de estar lá, mas quem tem pretensões outras tem de estar muito bem preparado para aquele momento em 2018. Vale a pena tudo isso aí”, afirmou em entrevista à época. A veículos de imprensa paraibanos, apresentou a meta de fazer duas viagens para fora da capital federal por mês: promessa cumprida.

Em campanha aberta para a Presidência da República, Bolsonaro aumentou seus gastos com passagens aéreas pagas com dinheiro público da Câmara. Levantamento feito pelo jornal “O Estado de S. Paulo” mostra que, nesta legislatura (entre 2015 e 2017), o deputado fluminense gastou 39% mais com passagens custeadas pela Câmara do que nos quatro anos anteriores: passou de R$ 261 mil para R$ 362 mil.

O parlamentar mudou o perfil de suas viagens nos últimos três anos, quando começou a ganhar força sua intenção de disputar o Palácio do Planalto – isso após ele se reeleger, em 2014, como o deputado mais votado (464.572 votos) no Rio. Bolsonaro passou a visitar mais cidades de todas as regiões do país, fora do eixo Brasília-Rio, onde trabalha e mora. Os deslocamentos para outros Estados saltaram de 23 para 83 – 2,3 por mês, média. Foram considerados apenas os bilhetes em que Bolsonaro é o passageiro e que foram pagos por meio da cota parlamentar.

A um ano para o fim da legislatura, ele já se deslocou 351 vezes, ante 404 dos quatro anos anteriores. Em Campina Grande, uma das poucas cidades onde o PT perdeu as eleições presidenciais no Nordeste, Bolsonaro pagou, com dinheiro da Câmara, R$ 1.013,69 em bilhetes aéreos. Seu gabinete emitiu as passagens no dia 20 de janeiro do ano passado. Hoje, o deputado fluminense é o segundo mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com normas internas da Câmara, “não serão permitidos gastos de caráter eleitoral”. Procurado, o deputado não foi localizado. No informativo em que presta contas do mandato, ele justifica as viagens como uma troca de experiências sobre a administração pública. Eleito pelo Rio, Bolsonaro tem direito a R$ 35.759,97 mensais por meio da cota parlamentar. Entre 2015 e 2017, ele gastou R$ 967 mil dos R$ 1,3 milhão que tinha direito.

 

Ida para o PSL sela radicalismo

Brasília. Ao optar pelo PSL em detrimento do Patriota (futuro nome do PEN) para se lançar à Presidência da República, Jair Bolsonaro (hoje no PSC-RJ) indicou que a ala mais radical que gravita em seu redor falou mais alto. Segundo a coluna “Painel”, da “Folha de S.Paulo”, o grupo que preferia o atual PEN é menos fundamentalista, já o que deu sustentação para o acerto com o PSL defende uma campanha fechada, com alianças ideológicas e centralizada na internet.

A disputa entre os grupos já levou a baixas em sua assessoria, segundo a coluna. Adolfo Sachsida, o primeiro economista que topou guiar Bolsonaro na cartilha mais liberal, não troca mais informações com o parlamentar.

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