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Fim da era: Bernardinho deixa comando da seleção e Dal Zotto assume

Treinador completou 16 anos à frente do time nacional masculino de vôlei e se despede com dois ouros olímpicos; Renan Dal Zotto, ex-diretor de seleções, é o novo comandante

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Bernardinho se despede da seleção
PUBLICADO EM 11/01/17 - 16h45

O vitorioso ciclo olímpico da Rio 2016 marcou mesmo o fim da trajetória do técnico Bernardo Rezende na seleção brasileira masculina de vôlei. Em coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (11), na sede da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), no Rio de Janeiro, a saída de Bernardinho do cargo de treinador foi confirmada oficialmente, assim como a chegada de Renan Dal Zotto, ex-diretor de seleções, para o cargo.

Em conversa com a imprensa, Dal Zotto e Radamés Lattari, este último atual diretor de quadra, deixaram claro que a despedida de Bernardinho após 22 anos vestindo a camisa verde e amarela (somando-se também ao período pela seleção feminina) não indica um desligamento total da seleção. A intenção do também técnico do Rexona-Sesc-RJ é continuar auxiliando como uma espécie de supervisor do time masculino, onde esteve à frente desde 2001, além de também trabalhar junto às categorias de base.

O convite para a continuidade de Bernardinho foi feito inúmeras vezes pelo presidente da CBV, Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroca, até mesmo antes da realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto, assim como para José Roberto Guimarães, que optou pela sequência do trabalho na seleção feminina. Porém, com muitas dúvidas por parte de Bernardinho, a definição oficial da troca de comando se arrastou e só foi concluída em reunião na noite dessa terça-feira (10).

"A Confederação, na figura do seu presidente, lamenta a perda do Bernardo como treinador. Não existe na história do esporte uma trajetória tão vitoriosa quanto a dele. Por esse motivo, o presidente fez inúmeros convites para que ele passasse a exercer outras funções dentro da CBV e o Bernardo está à vontade para continuar colaborando. Nós não abrimos mão de tê-lo com a gente", garantiu Lattari.

O início de Bernardinho como técnico do Brasil se deu em 1994, pela equipe feminina. Em 2001, a troca para o time masculino iniciou uma caminhada que culminaria em cerca de 30 importantes títulos, incluindo duas edições dos Jogos Olímpicos em 2004 e 2016 (e duas pratas em 2008 e 2012), três títulos do Campeonato Mundial (2002, 2006 e 2010) em quatro disputados, oito Ligas Mundiais entre 2001 e 2010 e todos os oito Sul-Americanos possíveis, entre outros. Somando também os tempos no feminino, Bernardinho conseguiu seis medalhas olímpicas consecutivas (com os dois bronzes em 1996 e 2000).

Justificativas. Os boatos da saída de Bernardinho, que optou por não comparecer à coletiva nesta quarta-feira, se acumularam nos últimos meses, sendo levantada até a possibilidade de que ele entrasse de vez na carreira política. Porém, segundo Lattari, o único motivo é o aspecto familiar.

"Até ontem à noite, conversamos com ele e perguntamos se ele queria estar aqui e fazer a despedida. Não são só 16 anos com a seleção masculina. Ele está desde 94, quando chegou à seleção feminina, totalizando 22 anos à frente de seleções. Ele falou que chega uma hora em que ele tem que dar um pouco mais de atenção à família, ao pai que está precisando de um apoio maior nesse momento (tem problemas de saúde), estar um pouco mais próximo das filhas. É um pouco do desgaste natural ao longo dos anos. É o único motivo", afirma Radamés.

Proximidade. Já Dal Zotto, 56, não comanda uma equipe há oito anos, mas esteve bem próximo das seleções brasileiras em 2015 e 2016, auxiliando diretamente no trabalho de Bernardinho e José Roberto Guimarães. À beira da quadra, comandou o vitorioso e já extinto projeto da Cimed-Florianópolis-SC na última década, conseguindo um título e um vice-campeonato da Superliga masculina, em duas finais contra o Minas.

O treinador também esteve próximo ao início do trabalho de Bernardinho no time masculino. Em 2001, Renan assumiu o cargo de supervisor e auxiliou no processo de transição da equipe feminina, onde o técnico esteve entre 1994 e 2000.

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