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Varejo

Liquidações salvam vendas em novembro

Crescimento de 2% foi o resultado mais positivo do comércio desde julho de 2013

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Promoções de novembro devolveram ânimo ao consumidor
PUBLICADO EM 11/01/17 - 03h00

As promoções de novembro, especialmente a Black Friday, impulsionaram as vendas no varejo em relação ao mês anterior, num movimento de antecipação de compras para o Natal. A alta de 2% no volume vendido pelo varejo em novembro ante outubro foi o desempenho mais positivo desde julho de 2013, quando as vendas aumentaram 2,9%, segundo os dados do IBGE.

No entanto, a alta de 2% no período não altera a trajetória negativa do comércio varejista, avaliou Isabella Nunes, coordenadora da pesquisa. “Resultado do varejo é bom, mas pontualmente. É um resultado positivo, mas não reverte a trajetória negativa que o varejo vem mostrando já há algum tempo”, declarou Isabella.

Em nota, a Fecomercio-MG informa que no ano, o indicador aumentou 0,3% entre novembro e outubro de 2016, para o varejo restrito. Nas demais bases de comparação, o resultado foi de - 0,9% em relação a novembro de 2015, -1,5% no ano, e -1,5% em 12 meses.

As atividades que mais influenciaram o avanço no varejo em novembro foram impulsionadas pela Black Friday, como supermercados, eletrodomésticos, lojas de departamento e equipamentos para informática e comunicação. “O supermercado também tem outras gamas de produtos, que envolvem eletrônicos e eletrodomésticos, demandados nessa Black Friday”, lembrou Isabella. O economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, concorda, mas afirma que o cenário de fragilidade do mercado de trabalho – com avanço do desemprego e queda na renda – explicam em parte as quedas nas demais bases de comparação.

Belo Horizonte. O comércio da capital registra queda de 1,47% no acumulado até novembro de 2016, segundo a CDL. Em 2015, no mesmo período, a retração era de -4,09%


Números

24,23 milhões de CPFs no Sudeste são inadimplentes

30 a 39 anos é a faixa etária com maior incidência de dívidas

48,26% das dívidas dos brasileiros são com os bancos


Inadimplência tem a menor variação

São Paulo. O número de consumidores inadimplentes caiu 0,41% em dezembro na comparação com novembro, informaram nessa terça-feira (10) o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Contudo, em relação a dezembro de 2015 o indicador continuou avançando 1,44%, mas, segundo o SPC e a CNDL, é a menor variação para um ano desde o início da série histórica.

Desta maneira, o país atingiu 58,3 milhões de pessoas inadimplentes em dezembro de 2016, ou 39% da população adulta brasileira, após 700 mil pessoas terem ingressado na lista durante o ano. Em 2015, o aumento de consumidores inadimplentes foi de 2,5 milhões.

“A explicação reside no fato de que o próprio cenário de recessão da economia, que reduziu a capacidade de pagamento das famílias, também restringiu a tomada de crédito por parte dos consumidores”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “Isso quer dizer que o consumidor encontra mais dificuldade para se endividar e, sem se endividar, não pode ficar inadimplente”, explica.

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