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Combustíveis

Mudança de hábitos também ajuda na hora de economizar

Carona e revezamento com colegas de trabalho é outra opção recomendada por especialistas

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A pé. O jornalista Francisco Vilela optou pela caminhada diária até a estação Gameleira do metrô
PUBLICADO EM 12/02/18 - 03h00

“Troquei o carro pelo metrô e pela caminhada”. Essa foi a estratégia adotada pelo jornalista Francisco Vilela, 30, que, como muitos motoristas, tem sofrido com os constantes aumentos no preço do litro da gasolina. Desde o dia 30 de junho do ano passado, o valor do combustível vem sendo reajustado segundo a nova política de revisão de preços praticada pela Petrobras.

A petroleira acredita que, com a nova metodologia, será possível acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Porém, quem acaba saindo perdendo com isso é o consumidor final.

Ciente disso, o consultor técnico da Fiat Ricardo Dilser dá algumas orientações para não se gastar além do necessário na hora de abastecer o veículo. Entre elas, estão algumas dicas simples, como não circular com o porta-malas do carro muito carregado sem necessidade.

“Muitas pessoas têm o hábito de acumular tralhas no porta-malas, mas isso gera peso extra no automóvel, quando o ideal é carregar o menor peso possível”, explica. Outra orientação que o especialista dá aos motoristas é a leitura completa do manual do automóvel. “O brasileiro, em geral, não tem o hábito de ler o manual do veículo. Porém, ele é um grande parceiro técnico para uma direção mais econômica”, recomenda Dilser.

Trabalhando na região Noroeste de Belo Horizonte e morando, desde setembro do ano passado, no bairro Santa Efigênia, na região Centro-Sul da capital, Vilela optou pela caminhada até a estação Gameleira do metrô. E conseguiu reduzir seus gastos mensais com transporte em mais de 50%. “Antes, gastava dois tanques por mês, algo em torno de R$ 400. Agora, tenho conseguido ficar abaixo desse valor”, comemora o jornalista.

Tempo. No que diz respeito ao tempo gasto no trajeto, ele garante não ter sentido muita diferença entre os dois meios de transporte. “Em relação ao tempo de deslocamento, não houve alteração significativa. O trânsito na volta para casa era muito ruim, e eu gastava quase uma hora para atravessar a cidade. De metrô, gasto, no total, mais ou menos a mesma coisa”, calcula.

Já o radialista Rafael Leite, 22, com medo dos preços altos registrados nas bombas de combustível e sem saber quando será o próximo aumento, tem optado por encher o tanque todas as vezes que vai ao posto. E, para isso, haja pesquisa de mercado. Com uma tabelinha em mãos, o jovem compara o que mais vale a pena, se é álcool ou gasolina. “Eu pesquiso muito, é claro. Se o álcool estiver valendo à pena, encho o tanque com ele. Se não, vai gasolina mesmo. E estou com uma tabelinha de consumo pra monitorar mesmo”, conta.

A mudança de hábito é sempre favorável quando a intenção é economizar. É o que afirma o consultor financeiro Carlos Eduardo Costa. “Optar por caronas e revezamentos com colegas de trabalho e pais de filhos que estudam na mesma escola ou pelo transporte público é uma ótima opção. Mas escolher a caminhada, sempre que possível, é, sem dúvidas o meio mais barato e saudável de se locomover”, acredita o especialista.

Minientrevista

Carlos E. Costa

Consultor financeiro

Com os constates reajustes no preço dos combustíveis, é possível economizar? Mudanças de hábito no uso do veículo podem ajudar bastante na economia mensal. Revezamento do carro com colegas de trabalho e carona para transporte dos filhos até a escola, por exemplo, são algumas alternativa.

No caso do uso excessivo do carro, há como reduzir os gastos com combustível? Manter a manutenção em dia é sempre a melhor opção. Para não exigir além da capacidade do veículo e para não ter gastos futuros. Porém, rever a necessidade do uso do veículo é fundamental. Optar pela caminhada ou pelo transporte público é sempre válido na hora de fazer economia.

E quem não tem essa opção e depende do carro para o transporte diário? A primeira dica é pesquisar a diferença de preço entre os postos. Pode parecer óbvio, mas, como os aumentos estão sendo constantes, existe uma variação grande entre os estabelecimentos da cidade, conforme a região. Então, é preciso observar os preços praticados nos postos no caminho do trabalho e perto de casa. E sempre acompanhar as pesquisar de mercado, para saber em qual região os combustíveis estão mais baratos.

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