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PM que atirou e matou jovem em Ouro Preto é indiciado por homicídio

Na época, os militares alegaram que a vítima levou as mãos na cabeça e em seguida fez um movimento brusco, indicando que poderia pegar uma arma no porta-luvas e, por isso, acabou baleado

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Igor foi atingido na cabeça e morreu na hora
PUBLICADO EM 12/10/17 - 08h34

Foi indiciado por homicídio pela Polícia Civil (PC) de Ouro Preto, na região Central do Estado, o policial militar de 29 anos que é suspeito de assassinar Igor Arcanjo Mendes, de 20 anos, no último dia 15 de setembro, durante uma abordagem policial na cidade histórica. O veículo em que a vítima estava com outros cinco amigos foi abordado em uma blitz policial e, antes que ele descesse do carro, acabou atingido por um tiro na cabeça. 

Conforme a Delegacia do município, a vítima estava a caminho de um show na cidade, sentado no banco dianteiro de passageiro, quando foram parados pela polícia. As apurações da corporação indicaram que, entre o momento da ordem de parada do carro e o disparo do policial, não haveria "tempo suficiente para que as pessoas abordadas descessem do veículo". 

Outros três policiais que participavam da blitz no momento da morte também foram indiciados. Eles responderão pelos crimes de abuso de autoridade, prevaricação e por conduzir e ouvir menor de idade em procedimento militar sem a presença de representante legal. "O Inquérito foi concluído dentro do prazo legal e baseado em provas técnicas, consistentes nos laudos periciais e depoimentos dos envolvidos e testemunhas", conclui a PC. 

Procurado por O TEMPO, o major Flávio Santiago, chefe da sala de imprensa da Polícia Militar (PM), informou que a corporação já abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) e a Corregedoria acompanha o caso desde os primeiros momentos. "A PM, respeitando o devido processo legal, segue todas as etapas, para que sejam levados ao Ministério Público e ao poder judiciário informações importantes em relação ao processo apuratório", afirma.

Ainda de acordo com o major, além disso, o militar suspeito do homicídio foi afastado das atividades operacionais. "Ele foi afastado até o desfecho do respectivo inquérito e, também, do processo de persecução criminal que vem logo após", conclui Santiago. 

O crime

Os amigos seguiam para o show por volta das 23h do dia 15 de setembro quando receberam a ordem de parada. Na versão dos policiais, divulgada pela Polícia Militar (PM) na época do crime, os jovens teriam descumprido a primeira ordem de parada e, no momento em que houve a abordagem, Mendes teria levantado as mãos na cabeça e, logo depois, teria feito um movimento brusco, supostamente para pegar uma arma no porta-luvas. 

Com base nessa alegação, os militares alegaram que, para se defenderem de uma ameaça, atiraram contra a vítima. Após a morte, a Corregedoria da PM também passou a investigar o episódio. Veja a reportagem do dia da morte do rapaz clicando AQUI.

Atualizada às 11h08

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