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Postura do Cruzeiro é trazer menos atletas e apostar no entrosamento

Até agora, apenas o lateral-esquerdo Egídio foi anunciado; Bruno Silva é aguardado e pode reforçar a Raposa em 2018

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Mano Menezes prega discurso de economizar para contratar reforços que façam realmente a diferença
PUBLICADO EM 06/12/17 - 07h00

Muitas especulações, apenas uma contratação. São os novos tempos na Toca da Raposa. Com a base campeã da Copa do Brasil mantida e em meio a uma crise financeira, o discurso no Cruzeiro é apostar em reforços pontuais. Um lateral-direito e um atacante são as prioridades. As últimas temporadas mostraram, claramente, uma mudança de postura nos bastidores do clube, que vem contratando menos e apostando mais no entrosamento com a permanência do grupo.

Até agora, apenas o lateral-esquerdo Egídio foi anunciado. O número de reforços vem caindo ano a ano, principalmente no início das temporadas quando várias caras novas apareciam no CT. Para o início dos trabalhos em 2018, o número de reforços não deve ser superior a cinco, mesma quantidade de novatos que estavam na pré-temporada de 2017. Em 2016 foram oito contratações no início do ano, e dez em 2015.

“Quem pensa em quantidade não se qualifica. Você só coloca mais jogadores no elenco. Se você quiser qualificar, você tem que guardar o seu dinheiro para pontualmente investir em posições específicas”, diz o técnico Mano Menezes. “Não existe dinheiro, com duas exceções, Flamengo e Palmeiras. As outras equipes precisam fazer negócios mais comedidamente. É bom que seja assim. Não tem tanto jogador de qualidade para você contratar, não. Setenta por cento deles são todos parecidos tecnicamente. Então, provavelmente, você tem no seu elenco jogador com essa qualidade. Assim que o Cruzeiro deve se comportar”, completa o treinador.

Além de aliviar os cofres celestes, a nova postura evita cometer erros como na contratação, por exemplo, do volante chileno Felipe Seymour. O jogador chegou à Toca no início de 2015 e deixou o clube oito meses depois, com apenas quatro jogos disputados. Outro caso recente é o do volante uruguaio Federico Gino, contratado no início do ano passado e emprestado ao Santa Cruz depois de um ano no clube e 11 jogos.

O risco do rebaixamento em 2011, afastado apenas na última rodada com a histórica goleada de 6 a 1 sobre o Atlético, fez a diretoria apostar em quantidade no ano seguinte. Vinte e um atletas desembarcaram no CT celeste em 2012, dentre eles, os atacantes Walter e Borges. Apesar da grande quantidade de reforços, o Cruzeiro terminou em nono na tabela.

No triunfo. Para conquistar o título de campeão brasileiro em 2013, a diretoria apostou em 19 jogadores e reduziu para dez o número de contratações em 2014, ano do bicampeonato. Na atual temporada foram 11 jogadores. “Sei que o torcedor fica ansioso quando vê outras equipes anunciando. É exatamente aí que você tem que cuidar e guardar o dinheiro para dar uma tacada importante, como fizemos com o Thiago Neves”, resume Mano.

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