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Saiba como foi a primeira noite de Andrea Neves na cadeia

Alternando entre choro e silêncios reflexivos, a irmã de Aécio ainda não teve a permissão para ler livros ou escrever

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Andrea Neves é presa em operação da Polícia Federal
Andrea Neves recebeu a visita de advogados, que permaneceram reunidos com a detenta por cerca de 25 minutos
PUBLICADO EM 19/05/17 - 11h32

Abatida desde que foi levada pela Polícia Federal, na manhã de ontem (quinta-feira, 18), Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves, presa durante a operação Patmos, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, passou a primeira noite na Penitenciária Estevão Pinto, na região Leste da capital mineira, em uma ala separada do pavilhão principal da unidade e sentada ao lado da cama de alvenaria, de lençol cinza, cobertor branco e sem travesseiro.

Alternando entre choro e silêncios reflexivos, a ex-presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) ainda não teve a permissão para ler livros ou escrever. Às 19h, quatro horas depois de chegar ao presídio feminino, jantou carne cozida com arroz e alface. Para esta sexta-feira (19), Andrea almoçaria feijoada, farofa e couve, acompanhados de um suco em pó de frutas vermelhas. Andrea ainda não teve contato com as outras presas da unidade, que perguntam a toda hora aos agentes penitenciários o nome e currículo da política presa.

Durante o fim da tarde, antes da janta, Andrea Neves recebeu a visita de advogados, que permaneceram reunidos com a detenta por cerca de 25 minutos. Nenhum familiar ou amigo da irmã de Aécio Neves esteve na cela, de tamanho 2,50 x 3,00 que, além da cama, possui um vaso sanitário e um chuveiro com água fria.

Tudo contrasta com o conforto de sua casa, no condomínio Retiro das Pedras, em Brumadinho. O TEMPO mostrou nesta quinta-feira imagens do interior de sua residência, onde foi presa pela Polícia Federal.

Crime e castigo

Na quarta-feira (17), foi revelado pelo jornal "O Globo" que o dono da empresa JBS, Joesley Batista, gravou declarações comprometedoras do presidente Michel Temer (PMDB) e do senador Aécio Neves (PSDB) durante conversas informais. Batista, que já possui um acordo de delação premiada com a Justiça Federal, levou as gravações ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que fossem homologadas. Nestas conversas, o presidente teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. Já Aécio Neves teria pedido R$ 2 milhões para ajudar a pagar suas despesas com a defesa na operação Lava Jato.

Devido a isso, foi deflagrada, na manhã de quinta-feira, a operação Patmos, que prendeu a irmã do senador, Andrea Neves, e outras duas pessoas após serem expedidos mandados de prisão preventiva pelo ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator dos processos ligados à operação Lava Jato. Andrea, segundo as investigações, teria intermediado o contato entre Aécio e Joesley Batista.

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