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Transporte

Tabela traz itens da passagem

Reportagem teve acesso ao documento que embasou cálculos para licitação realizada em 2008

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Ainda hoje, o preço da passagem continua a ser reajustado com base em valor de 2008
Ainda hoje, o preço da passagem continua a ser reajustado com base em valor de 2008
PUBLICADO EM 09/07/13 - 03h00

Apesar de a prefeitura e a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) afirmarem desconhecer como foi fixada a tarifa inicial de ônibus em R$ 2,10, valor praticado em 2008, quando o prefeito era Fernando Pimentel (PT), e que serve até hoje como base de cálculo para os reajustes das passagens na capital, O TEMPO teve acesso à planilha de custos que embasou a licitação para a concessão do transporte coletivo na cidade. Os dados sobre custos e receitas de cada linha de ônibus na época foram disponibilizados pela ouvidoria da prefeitura em cumprimento à Lei de Acesso à Informação.


A planilha utiliza como referência os preços e custos estimados em maio de 2007 e, já nesse ano, indicava que a tarifa predominante deveria ser de R$ 2,10. Questionada, a BHTrans, que diz não ter a documentação, não se pronunciou sobre os dados fornecidos pela ouvidoria. Na última quarta-feira, o diretor-presidente da autarquia, Ramon Victor Cesar, limitou-se a dizer que o valor “era a conta da época”. “Eu não estava aqui para saber”, disse. No entanto, a declaração foi rebatida pelo ex-diretor da BHTrans, Ricardo Mendanha, responsável por conduzir a licitação em 2008, que afirmou que toda a documentação estava arquivada na própria empresa.

Cálculos. O documento detalha os custos reais de cada item que foi levado em consideração para determinar a tarifa, como os gastos com combustível e pessoal. No caso da mão de obra, por exemplo, é possível saber as despesas com motorista e cobrador, que não saíam por menos de R$ 1.580 por mês, e até mesmo os valores pagos em benefícios, como os planos de saúde dos profissionais.

A planilha traz ainda os custos com cada linha – como a Circular 30, que consumiu R$ 10 milhões em um ano – e a receita total do transporte na capital, que chegou a R$ 800 milhões. Pelo modelo da época, bastava dividir esse valor pelo número de passageiros, que era de cerca de 434,4 milhões por ano, para chegar ao valor da passagem.

Atualmente, a tarifa é calculada com base em cinco índices que variam de acordo com a inflação. A relação entre a receita e as despesas reais só é conhecida a cada quatro anos, na revisão tarifária. Apesar de Mendanha afirmar que, pelo modelo antigo, as “ineficiências operacionais” das empresas eram repassadas aos usuários, o sistema ao menos exigia que, anualmente, os custos reais fossem conhecidos, já que eles deveriam ser supridos pelo valor arrecadado com as passagens.

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