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Esportes a remo

A nova moda do verão brasileiro

Praias são cenário perfeito para a prática de modalidades como stand-up paddle wave e canoa polinésia

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Nas praias do litoral paulista e carioca, os esportes a remo são a grande sensação do verão, principalmente a canoa polinésia, que só virou moda no Brasil agora, cerca de 12 anos depois de chegar ao país

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PUBLICADO EM 11/02/18 - 03h00

São Paulo. Foi por meio de um primo que José Paulo Neto, 27, descobriu, aos 15 anos, a canoa havaiana. Sem a técnica dos colegas no futebol, ele encontrou nas remadas uma forma de se exercitar ao ar livre. A partir daí, não largou mais o esporte.

Doze anos depois, a modalidade pela qual se apaixonou ainda adolescente nas praias de Santos virou a nova moda do verão. Amadores e profissionais encontraram no litoral paulista as condições propícias para a canoa havaiana e outros esportes a remo, como o stand-up paddle.

A canoa havaiana chegou ao país por volta de 2000, trazida por brasileiros que eram praticantes no exterior. Inspirada no meio de transporte do triângulo polinésio, a canoa tradicional possui seis lugares e tem um flutuador lateral ligado ao casco por dois braços de madeira.

Há competições nacionais e internacionais do esporte. Todas são realizadas em formato de corrida, com competidores largando juntos em uma raia. Os circuitos variam entre 500 m e 90 km.

A canoa havaiana também é utilizada para travessias, mas sem o caráter competitivo. No dia 8 de janeiro, Neto esteve entre os seis canoístas que completaram uma remada de Santos a Niterói.

“Um amigo precisava vender uma canoa para uma pessoa em Ubatuba. Em vez de irmos de caminhão, resolvemos levá-la pelo mar. A venda não se concretizou, mas mantivemos a ideia de passar o ano novo remando”, conta.

Essa foi a maior travessia sem barcos de apoio ou revezamento entre atletas registrada na história do esporte no país. Foram 11 dias de duração e 430 km percorridos.

DESTAQUE MUNDIAL. Os esportes que começaram como hobbies viraram profissões, principalmente entre remadores de stand-up paddle. Lena Ribeiro, 37, é um dos destaques do país. Ela lidera o ranking nacional na categoria corrida e foi a 16ª melhor do mundo em 2017, segundo o site “SUP Racer”.

Em nível internacional, a modalidade é praticada com pranchas de 4,27 m. Além das corridas com percursos de 200 m a 50 km, há a categoria “wave” (onda, em inglês), que se assemelha ao surfe.

Lena jogou handebol profissionalmente quando era adolescente. A afinidade com esportes marítimos surgiu nas viagens pela costa que fez com o pai, praticante de caiaque e windsurfe. Ela descobriu o stand-up paddle em 2011, em Arraial do Cabo, no Rio.

Seu marido, Américo Pinheiro, 45, que tinha experiência com surfe e mergulho, comprou uma prancha para conhecer o esporte e se curar de uma lesão.

Lena acompanhou o marido por lazer, mas um ano depois ingressou em torneios amadores. Aos poucos as portas se abriram para eles. Pinheiro treinou a seleção brasileira de corrida em 2015.

Já Lena acumula conquistas. A principal delas foi na prova 11-City, competição anual disputada na Holanda que dura cinco dias e tem 220 km de extensão.

“A meta era só completar a prova. Você enfrenta muito frio e precisa remar cheia de roupas, além de ficar muito tempo sozinha”, diz Ribeiro.

Apesar da carreira promissora, Lena não se sustenta como atleta. É professora de metodologia científica na Universidade Veiga de Almeida. As competições internacionais que participou foram todas custeadas por ela, com o auxílio de patrocinadores. Tanto é que a atleta perdeu as últimas duas edições do Mundial de stand-up paddle.

Campeonato Mundial. A perspectiva dela é que o esporte atraia investimentos em 2018. Búzios, no Rio, será sede do Mundial de stand-up paddle, organizado pela Associação Internacional de Surfe (ISA).

“É inadmissível a cultura de esportes de água do Brasil ser tão pobre. Atletas na Europa deixam os seus países quando as águas congelam no inverno. Se o Mundial for bem aproveitado, temos tudo para crescer”, afirmou.

A ISA trabalha nos bastidores para incluir o stand-up paddle entre os esportes que serão disputados nas Olimpíadas de Paris 2024. As modalidades corrida e “wave” já estarão presentes no Pan-Americano de Lima-2019.

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