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Sonho do torcedor

Amarelo sem cadeiras no Mineirão é avaliado, mas depende do governo

Medidas legais precisam ser tomadas para viabilizar apelo que explodiu nas redes sociais

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Torcida do Cruzeiro
A ideia é antiga e tem inspiração em estádios como a Arena do Grêmio e o Signal Iduna Park, do Borussia Dortmund
PUBLICADO EM 02/02/18 - 11h29

Com a movimentação em peso da torcida do Cruzeiro nos primeiros jogos da Raposa em casa nesta temporada, uma campanha iniciou-se nas redes sociais para a retirada das cadeiras no setor amarelo do Mineirão. A ideia é antiga e tem inspiração no que estádios como a Arena do Grêmio e o Signal Iduna Park, do Borussia Dortmund-ALE, aderiram: um setor popular e que permita a nostalgia do chamado “futebol raiz”.

A diretoria passada do Cruzeiro já avaliava a possibilidade desta mudança no Gigante da Pampulha. No entanto, à época, a Minas Arena deixou claro a necessidade de um estudo prévio para que a medida fosse colocada em discussão.

A situação não é tão simples e implica também a autorização do governo de Minas Gerais. “O Mineirão é um equipamento administrado pela Minas Arena, mas que pertence ao governo do Estado. Todas as discussões e propostas precisam passar pelo conhecimento dos órgãos públicos”, afirmou Samuel Lloyd, diretor comercial da Minas Arena, em contato com o Super FC.

Em 2017, Lloyd já havia apontado para a viabilidade da ideia, mas também condicionou a chance de alterações no Mineirão aos órgãos competentes. "Temos que lembrar que quem fez o projeto básico do Mineirão foi o estado. Portanto, a Minas Arena executa este projeto. Toda a estrutura do Mineirão faz parte da Parceria Público Privada (PPP). Então não basta o clube ou a administradora do estádio ir lá e tirar essas cadeiras”, destacava o dirigente em entrevista.

Devido ao apelo da torcida, o Mineirão se manifestou em seu perfil oficial no Twitter destacando que já trabalha ao lado do Cruzeiro e seus novos administradores para concretizar esse sonho do torcedor.

“Pessoal, sobre o #AmareloSemCadeiras: Estamos acompanhando todas as manifestações. Muitas providências legais devem ser tomadas para realizar a retirada das cadeiras do setor. Esse assunto já está sendo tratado com o @cruzeiro”, escreveu.

Pensamento também cresce na Europa
A Europa também convive com dilemas em relação à postura de seus torcedores nos estádios.  No futebol alemão, por exemplo, um setor para que a torcida possa ver os jogos em pé é permitido. O caso mais emblemático é o do Signal Iduna Park. A casa do Borussia Dortmund possui cerca de 25 mil lugares destinados à tradicional Muralha Amarela, local separado para que os torcedores assistam os jogos em pé.

Uma pesquisa feita pelo aplicativo Hattrick, em 2013, mostrou inclusive que 85% dos europeus eram favoráveis a assistir partidas de futebol em pé. 

Para entender esta transformação que tomou conta do futebol europeu e foi introduzido no Brasil é preciso analisar a tragédia de Hillsborough, em 1989, quando 96 torcedores do Liverpool morreram esmagados por superlotação em jogo contra o Nottingham Forest, em Sheffield, pela Copa da Inglaterra. Desde então os estádios da 1ª e 2ª divisões inglesas têm cadeiras em todos os setores. Fossas e alambrados também foram retirados da Arena.

Em 2014, para tentar driblar esta medida do governo britânicos, os clubes teriam apresentado uma solução -  o chamado “rail seating”. O local nada mais é que uma espécie de geral, com mais preocupações de segurança.

O setor teria assentos em todos os lugares, a diferença é que eles seriam retráteis para os torcedores poderem torcer em pé caso queriam. Outra medida apresentada para o setor são barras de ferro. Elas seriam instaladas a cada duas fileiras, como acontece na geral da Arena do Grêmio, para evitar que em caso de tumulto as pessoas corram riscos. A medida ainda segue em análise do governo e da Football League. 

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