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'Arena do Galo vai colocar Atlético em outro patamar', diz diretor

Diretor de planejamento de marketing do Atlético, Pedro Tavares, e o consultor de viabilidade financeira da arena do Galo, Flávio Guimarães, foram sabatinados no programa Super FC - Mesa Redonda desta terça-feira (29)

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PUBLICADO EM 29/08/17 - 21h40

O programa Super FC – Mesa Redonda, da rádio Super Notícia, com apresentação do narrador Hugo Sérgio, recebeu na noite desta terça-feira (29) o diretor de planejamento de marketing do Atlético, Pedro Tavares, e o consultor de viabilidade financeira da arena do Galo, Flávio Guimarães. Eles foram sabatinados pelos repórteres Roberto Abras, Thiago Nogueira e Lohanna Lima sobre o projeto da arena do Galo, que será posto em votação no dia 18 de setembro no conselho do Atlético.

Durante a entrevista, Pedro Tavares ressaltou que a construção do estádio vai colocar o Atlético em um novo patamar. Para isso, o clube conta com três parceiros: “A MRV, que além da doação do terreno, que vale R$ 50 milhões, está comprando o direito do uso de nome do estádio por R$ 60 milhões; a Multiplan, que está comprando 50,1% dos nossos ativos, que é o Diamond Mall e está pagando R$ 250 milhões por isso; e os torcedores, com a venda de 4.700 cadeiras cativas para que eles possam ajudar na construção ao preço de R$ 25 mil cada pelo prazo de 15 anos. Nessa equação, temos os R$ 410 milhões necessários para constrição e, com isso, não vamos empregar nenhum dinheiro e ter o nosso estádio pronto sem pagar nada”, destacou o diretor.

Com a aprovação no conselho do Atlético, o projeto da arena do Galo segue para a Câmara Municipal. Na Casa, os vereadores também vão apreciar a proposta. Se ela for acolhida, será encaminhada à prefeitura para o processo de licenciamento ambiental.

Pedro Tavares acredita que caso dê tudo certo, em 2020 os torcedores do Atlético já poderão usufruir da nova casa do Galo. “Se tudo ocorrer bem com a aprovação no dia 18, e depois com a aprovação na Câmara Municipal, após esse processo são três anos de construção e as obras já começariam no ano que vem”, destacou.

Flávio Guimarães, por sua vez, discorreu sobre os modelos de negócio adotados por outros clubes no Brasil para a construção de novos estádios. Segundo o consultor, o ex-presidente do Atlético, Alexandre Kali, agora prefeito de Belo Horizonte, e o atual presidente, Daniel Nepomuceno, estudaram os projetos já aplicados e concluíram que o Galo deveria fazer de uma forma distinta para não cair nos mesmos erros dos outros.

“Se você olhar como foram estruturados os estádios novos, todos eles adotaram dois tipos de modelo. O primeiro é o de cogestão, que é o modelo do Palmeiras, por exemplo, onde a WTorre reformou o estádio e explora por 30 anos. O Palmeiras tem direito a bilheteria e todo o resto é explorado pela WTorre, que inclusive, tem a preferência na escolha de datas. O Inter fez um modelo um pouco parecido com isso. Já o Corinthians fez um modelo de financiamento bancário da Odebrecht e o Atlético adotou uma postura diferente. Ele viu que os modelos que foram utilizados não funcionam. O Atlético, com o Kalil e o Nepomuceno, percebeu que no Brasil um modelo que funcionaria é aquele aonde o clube controla 100% das receitas do estádio. Isso significa que ele é quem vai escolher as datas, não tem problemas de balanço de estrutura de capital e não está suscetível a flutuação da taxa de juros do Brasil, ou seja, ele (clube) não deve nada a ninguém. Mas para que fosse possível ele fazer isso, obrigatoriamente ele tem que conseguir dinheiro. A forma de conseguir gerar esse recurso é a alienação de um pedação do Diamond. Não tem outra forma para se construir uma arena própria no Brasil e não incorrer nos mesmos erros que os outros clubes estão sofrendo”, destacou.

Assista à entrevista completa:
 

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