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Atlético voltará a pagar dívida milionária para ex-presidente Ricardo Guimarães em julho

Ex-mandatário do clube alvinegro concedeu benefícios ao clube, que ficou dois anos sem pagar parcelas fixas para o banqueiro

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Em 2001, Alexandre Kalil era diretor de futebol do Atlético quando Ricardo Guimarães chegou ao cargo de presidente do clube
Ex-mandatário do clube alvinegro concedeu benefícios ao clube, que ficou dois anos sem pagar parcelas fixas para o banqueiro
PUBLICADO EM 29/06/12 - 10h45

Acabou a “colher de chá”. A partir do próximo dia 20 de julho, o ex-presidente Ricardo Guimarães voltará a receber do Atlético, mensalmente, R$ 200 mil referente a parcelas do acordo firmado entre as partes para o pagamento da dívida milionária que o clube tem com o ex-mandatário.

Desde 2010, Ricardo Guimarães congelou a responsabilidade de pagamento que o Galo tinha com ele, até então de R$ 94,6 milhões, para que o clube se estruturasse financeiramente. Depois de “arrumar a casa”, os pagamentos fixos voltarão a ser executados.

Segundo apurou o Super FC, a isenção de encargos por parte de um dos maiores credores do Alvinegro Mineiro teve fim no último dia 20 de junho. E, apesar da suspensão de dois anos do pagamento fixo de parte da dívida, o Atlético ainda repassa a Guimarães o correspondente a 15% - da parte que cabe ao clube - de todas as vendas de direitos econômicos dos atletas.

Como fez diversas transações de jogadores no período em que foi “beneficiado” pela isenção dos pagamentos, o montante total da milionária dívida dos alvinegros com o dono do Banco BMG diminuiu de R$ 94,6 milhões para R$ 90,6 mi. Anualmente, esse valor, a partir do próximo mês, será revisado de acordo com a taxa Selic, que é uma referência criada pelo Banco Central do Brasil para aplicação de juros na economia nacional. Hoje, a cotação da Selic se encontra em 8,5%.

Transferências como as do atacante Diego Tardelli para o Anzhi (RUS), do meia Diego Souza para o Vasco, do atacante Kleber Pinheiro para o Porto (POR) e de Eder Luis para o Benfica (POR), ajudaram o clube a amenizar a dívida devido com um dos maiores banqueiros do Brasil.

Opinião dos conselheiros

Presidente do Conselho Deliberativo do Atlético quando o acordo entre as partes foi firmado (2010), João Batista Ardizoni lembra que o contrato foi bem avaliado pela maioria dos conselheiros da época, que viam este ‘pacto’ como benéfico para os dois lados interessados.

“O entendimento do Conselho, a opinião quase que generalizada, é que teria sido um bom acordo para as duas partes. O Ricardo acabou sendo um credor que não estava sufocando o devedor e por isso a maioria nossa entendeu que era um bom acordo”, rememora Ardizoni, que vê Ricardo Guimarães como um atleticano ainda ativo no clube alvinegro.

“Ele (Ricardo Guimarães) ainda é respeitadíssimo no Atlético e continua com a aprovação da maioria do pessoal. Eu sei que ele e o (presidente Alexandre) Kalil se dão bem, às vezes se dão umas espetadas, mas sem maiores problemas”, avalia João Batista Ardizoni.

Assim como o antigo mandatário do Conselho, o atual presidente do grupo de atleticanos, Emir Cadar, acredita que este acordo acabou ajudando o Atlético a começar a se reerguer administrativamente, dando um tempo para a instituição “respirar” e se reestruturar financeiramente sem ser sufocada por eventuais compromissos e cobranças do ex-mandatário preto e branco.

“O Ricardo Guimarães que fique tranquilo, vamos cumprir tudo aquilo que está acordado. Sobre isto não há nenhuma dúvida. Foi bom termos um tempo para uma reestruturação que está em franco andamento”, disse Emir Cadar, atual presidente do Conselho atleticano.

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