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Kalil pede socorro à Dilma para liberação da verba de Bernard

Presidente do Atlético afirmou que "não está reclamando de acordo não feito, mas sim de dois acordos não cumpridos"

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Kalil
Kalil afirmou que não está dormindo direito há uma semana
PUBLICADO EM 04/12/13 - 17h15

"Presidente, socorro". Essa foi a frase que marcou a entrevista coletiva do mandatário do Atlético, Alexandre Kalil, que desabafou contra o bloqueio da verba da venda de Bernard ao Shakhtar Donetsk-UCR, pedido pela Fazenda Nacional. Kalil pediu a ajuda da presidente da República, Dilma Rousseff, e afirmou que o Governo Federal não está cumprido os acordos feitos com o Galo. Os salários de alguns jogadores e direitos de imagem estão atrasados há um mês e meio, e a diretoria precisou recorrer a parceiros para pagar os últimos vencimentos que foram quitados.

"Faz exatamente uma semana que não durmo direito, estou preocupado. Preciso da torcida. Houve um período de reconstrução no Atlético, que liquidou as dívidas trabalhistas, as dívidas fiscais do estado e município, e tirou centenas de ações civis. Mas se o tratamento que nós estamos tendo continuar, eu não fecho o meu mandato (que vai até o fim de 2014). Peço pelo amor de Deus à nossa presidente da República, ao ministro Fernando Pimentel (do Desenvolvimento), que é poderoso no governo da Dilma e vai precisar do voto do povo mineiro, que vai saber retribuir. Presidente, socorro. Minas Gerais precisa ser olhada", pediu Kalil.

"Não estou reclamando de acordo não feito, e sim de dois acordos não cumpridos, onde apertamos a mão do Governo Federal", completou o presidente atleticano.

Kalil também comparou a situação do Atlético com a de outros clubes do País que recebem verbas federais.

"Estão nos tomando R$ 74 milhões. Não estou pedindo patrocínio federal, como foi dado por Petrobras, Lubrax. Não quero isenção de PIS e Cofins nos estádios, como estão dando para Grêmio, Atlético-PR. Eu não quero dinheiro do BNDES nem patrocínio de Santa Catarina da Eletrosul. Quero pagar [a dívida] integral. Não quero que descontem nada dos impostos do Atlético. Quero parcelamento decente como foi feito com a Prefeitura, Correios, Copasa e pelo trabalhista", desabafou.

"Estou pedindo ao Odair Cunha, presidente do PT em Minas, que nos socorra. Eles que mandam. Só eles que podem nos ajudar. Não temos representatividade. A própria presidente disse que tomaria conta do Atlético, porque ela disse que era atleticana. Mas ela não precisa. Peço que converse com o juiz que vetou o acordo. A presidente precisa ser mineira mesmo, porque é uma questão que vai acabar atingindo o Cruzeiro também", completou Kalil.

Vendido por 25 milhões de euros ao Shakhtar, a transferência de Bernard é a maior da história do Atlético, no entanto, o montante da venda foi bloqueado pela Fazenda Nacional. São três processos distintos. O pedido negado é de apenas um deles. Além deste, de cerca de R$ 27,4 milhões, há um no valor de quase R$ 12 milhões e outro de R$ 4,5 milhões.

O pedido de desbloqueio do Galo foi negado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região, em Brasília, no dia 4 de setembro. O Atlético, para não ter o valor bloqueado, ofereceu um imóvel localizado na região da Pampulha como garantia. Segundo o clube, o imóvel tem valor de R$ 40 milhões. No entanto, de acordo com o documento emitido pelo TRF, um oficial de Justiça avaliou o imóvel em R$ 20 milhões.

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