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Bicampeão brasileiro, presidente do Cruzeiro quer conquistar o mundo

Dirigente espera voltar a disputar um Mundial de Clubes e vencer, reforçando a história da Raposa internacionalmente

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Gilvan
Gilvan levou a Raposa do "inferno ao céu" desde que assumiu a presidência do clube
PUBLICADO EM 05/12/14 - 13h04

Em 2012, Gilvan de Pinho Tavares assumia a presidência do Cruzeiro, um clube que esteve à beira do precipício no Campeonato Brasileiro e atravessava um arrocho financeiro responsável por certos constrangimentos, entre eles atraso nos salários. Dois anos depois, o presidente, que chegou a receber ameaças de morte por parte de alas radicais da torcida, sorri. O peso da administração anterior não mais lhe cai sobre os ombros. Muito pelo contrário.

Gilvan já escreve seu nome na história celeste como um dos cartolas mais vitoriosos. Sob sua administração, a Raposa papou dois títulos nacionais consecutivos, um feito que poucos clubes no país possui. Mas o presidente quer mais, e deixa isso claro. Eleito por aclamação para o próximo triênio, Gilvan ambiciona transpor as barreiras continentais e fazer do Cruzeiro um clube do mundo.

"Minha maior ambição é manter o Cruzeiro nos patamares de maior clube do Brasil e, no dia que conquistarmos o Mundial de Clubes, estaremos inseridos no contexto de grande clube do futebol mundial. O sonho do presidente do Cruzeiro é esse, colocar o clube no patamar dos grandes do Brasil e do mundo. É conquistar todos os títulos que o Cruzeiro disputar", destaca.

Com trejeitos até simples, o cartola foi sabatinado por um bom período de tempo por jornalistas que estiveram presentes no treino do Cruzeiro no Mineirão, nessa quinta-feira. Respondeu a todas os questionamentos sobre contratações em tom de mistério e só se incomodou com um dos dois celulares que carregava. O aparelho não parava de tocar.

"A gente não pode falar de perfil de contratação porque a imprensa acaba adivinhando quem é", comentou.

Mas ele está ciente de que para chegar ao objetivo máximo do seu mandato será necessário priorizar a Libertadores, título que não vem desde 1997. "Deixamos claro para o Marcelo (Oliveira) que temos todo o interesse de entrar em condição de ganhar a Libertadores, não como mero coadjuvante", ressalta.

A agitação e badalação da vida de dirigente já lhe tornaram rotina, mas Gilvan não poderia estar mais feliz. "O balanço que eu tenho a fazer deste ano é extremamente positivo. Poderíamos ter ido melhor na Libertadores, mas fomos o último brasileiro a sair. Fomos campeões invictos do Mineiro, conquistamos o Brasileiro e fomos finalistas da Copa do Brasil", disse.

E com personalidade de quem quer conquistar o mundo, Gilvan também tratou de provocar o arquirrival. "O Cruzeiro, graças a Deus, está acostumado a ganhar títulos. Nesse dia, em uma entrevista que eu dei, me perguntaram como estou, quais são meus objetivos e se estava satisfeito com o título brasileiro. Eu disse que tinha até esquecido desta conquista, porque já estou pensando em 2015. A gente ganha título, ganha a taça, guarda e tem que pensar na frente, não ficar adorando, porque se ficar nessa adoração, às vezes, não virão outros", finalizou o presidente,

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