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Bruno Vicintin relata ter sofrido ameaças de morte de Itair Machado

Ex-vice presidente de futebol do Cruzeiro deu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira revelando o acontecido

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ESPORTES . BELO HORIZONTE , MG  O ex-vice-presidente do Cruzeiro , Bruno Vicintin , deu uma coletiva afirmando ter sido ameacado de morte por Itair Machado , novo vice-presidente do clube
Bruno Vicintin relata ter sofrido ameaças de morte de Itair Machado
PUBLICADO EM 22/11/17 - 18h12

Ex-vice presidente de futebol do Cruzeiro, que ocupou o cargo até o início de outubro, Bruno Vicintin convocou a imprensa na tarde dessa quarta-feira (22) para se defender, explicar a situação financeira do clube e denunciar que foi ameaçado de morte pelo futuro vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, que assumirá o cargo no ano que vem.

De acordo com Bruno, a ameaça teria sido feita por telefone na sede do clube no Barro Preto, na presença de várias testemunhas, inclusive o atual presidente Gilvan de Pinho Tavares. Apesar da ameaça, o ex-dirigente disse que não chegou a ir à delegacia fazer um boletim de ocorrência na hora, segundo orientação de algumas pessoas dentro do clube. A ocorrência deve ser registrada nesta quinta-feira (23).

Veja o trecho em que Bruno Vicintin fala sobre a ameaça de morte

O fato teria acontecido alguns dias após da eleição do conselho administrativo. “Tudo aconteceu no dia 13 de novembro. Fui convidado para ir à sede para discutir situações sobre a eleição na chapa do Conselho Administrativo. Chegando lá estava o José Francisco Lemos, primeiro vice-presidente do Conselho, que ligou para o Itair Machado. Aí ele falou: Doutor Lemos, eu odeio o Bruno Vicintin e queria que o senhor desse recado ao Bruno, se ele não parar de falar de mim na internet eu vou matar ele. Eu virei e falei, estou sendo ameaçado de morte? Estavam na sala o Gilvan de Pinho, Antônio Assunção, Gustavo Gati, Dalai e Ronaldo Granata”, revelou Bruno.

Segundo Bruno, Itair estaria inconformado com notícias publicadas no “Blog do Paulinho”, a quem Bruno diz não conhecer. “Não tenho culpa sobre o passado dele e do que os jornalistas descobriram sobre o passado dele”, completa o ex-dirigente, que praticamente descartou uma volta ao clube como candidato à presidente.

“Fiquei muito chateado como qualquer pessoa que é ameaçado pode ficar. A primeira reação foi ir à delegacia fazer a ocorrência e fui aconselhado por pessoas do clube a esfriar a cabeça. Viajei a trabalho e dois dias depois recebi ligação do Granata afirmando que o Itair tinha feito ameaças a ele via um primo”, completou Bruno.

A reportagem tentou contato com Itair Machado, para que ele pudesse dar explicações, mas ele não atendeu às ligações. Também procurado, Serginho, assessor da equipe de transição, preferiu não comentar o episódio e disse que Itair deve se posicionar por meio de nota até esta quinta-feira. 

Dívidas

Sobre as dívidas na Fifa, Vicintin explicou que os números são bem inferiores aos R$ 50 milhões que estão sendo ventilados. “Na minha gestão são quatro casos Pisano, Denilison, Sóbis e Caicedo. O Pisano e Denilson são valores bem menores, que não dão 1,5 do faturamento do Cruzeiro no ano. Quitar essas dívidas é muito mais questão de engenharia financeira. Sóbis a gente estava conversando com o empresário dele uma negociação que ia matar a dívida toda. Depois que saí não sei como ficou. O Caicedo é um jogador que não deu o retorno esperado. Foi emprestado com o passe fixado e mata boa parte da dívida. O La Torre eu não participei e seria leviano falar de contratação que não participei”.

Ramon Ábila

Sobre a saída de Ábila, Vicintin explicou que a negociação também foi feita para tentar diminuir parte da dívida com a Fifa, já que o jogador não estava sendo utilizado por Mano. “A gente preferiu negociar para tentar resolver essa pendência. É assim que o futebol é administrado infelizmente. Você vai resolvendo as pendências à medida que ela vai aparecendo. A contratação dele foi uma contratação cara, mas muito mais caro seria ele cair para a segunda divisão”, completou Vicintin, que voltou a explicar sua saída do Cruzeiro. “Eu tinha minha equipe do futebol. Fizemos uma reunião dois dias depois da eleição com o Wagner Pires. Ele falou que queria que eu fosse o vice de futebol dele e o Itair fosse o gestor de futebol dele. Eu respondi que não tinha interesse em trabalhar dessa forma. Não tinha interesse nenhum de trabalhar com o Itair Machado”.
 

Atualizado às 19h25

 

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