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Futebol francês

"Esta temporada é minha", diz Jemerson

Ex-jogador do Atlético, zagueiro alcança neste ano a maturidade na dupla de defesa do Monaco e celebra boa fase

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Jemerson foi um dos jogadores mais caros vendidos pelo Atlético, ficando com números abaixo apenas das transações de Bernard e Pratto
PUBLICADO EM 03/11/17 - 03h00

MÔNACO. Discreto, mas sempre sorridente. Menos midiático que os compatriotas do Paris Saint-Germain – Thiago Silva, Marquinhos, Daniel Alves e Neymar –, o zagueiro brasileiro Jemerson, 25, revelado no Atlético, vem se valorizando a cada partida do Monaco e, ao lado do polonês Kamil Glik, forma uma das melhores duplas de zaga do futebol francês.

O Monaco viajou a Istambul no meio desta semana para enfrentar o Besiktas na quarta-feira, pela Liga dos Campeões, uma partida crucial para as chances da equipe francesa de buscar uma classificação às oitavas de final da competição europeia. O jogo terminou no empate de 1 a 1, deixando a vida do Monaco complicada, precisando vencer as duas próximas partidas para poder se classificar. Jemerson estava em campo.

O brasileiro desembarcou no Monaco em janeiro de 2016, estreando numa partida contra o Sochaux que se tornou “um pesadelo”, pela Copa da França (derrota por 2 a 1 e eliminação). Agora, Jemerson vive um momento totalmente diferente.

Para explicar a diferença entre o Monaco que segue na cola do PSG no Campeonato Francês e o que vem sofrendo no cenário europeu, Jemerson acusa as mudanças no elenco.

“Demora um tempo para se adaptar aos outros jogadores. A Ligue 1 e a Champions são completamente diferentes. Há mais qualidade na Champions, que tem diferentes estilos de futebol”, explicou o jovem zagueiro brasileiro.

O Monaco, semifinalista da Champions na última temporada, soma dois ponto em quatro partidas na atual edição. Embora forme uma das melhores duplas de zaga da França, Jemerson prega uma defesa que começa na frente.

“Precisamos defender de maneira coletiva. Isso começa com os atacantes. É preciso defender muito alto para que chegue o mínimo de perigo na defesa e no gol. Trabalhamos neste aspecto a cada dia. Pouco a pouco progredimos”, completou.

Jemerson, que ainda não fala francês, mas já entende um pouco da língua, precisou de seis meses para se sentir adaptado dentro de campo.

“Eu fiz isso na pré-temporada (julho de 2016). Eu pensei: ‘Esta temporada é minha’ e tive que me concentrar no que sabia fazer. Tive que deixar de lado um pouco do Brasil, da família, dos amigos e da comida”, admite o jogador.

Nesta mesma temporada, Jemerson se tornou uma das peças-chave do Monaco, conquistando com o clube monegasco o título francês diante do poderoso PSG. Pelo potencial do jovem zagueiro, já reconhecido desde os tempos em que atuava pelo Atlético, ele deve chegar ainda mais longe.

Boas atuações vêm rendendo convocações do ‘professor’ Tite

As boas atuações de Jemerson nas partidas desta temporada pela equipe francesa vêm valendo ao ex-zagueiro do Atlético constantes convocações para a seleção do “professor” Tite, que está afunilando a equipe que vai viajar em 2018 para a Copa do Mundo da Rússia.

“É uma honra fazer parte desta lista. Meu objetivo é estar na Copa do Mundo. Para isso, sei que tenho que trabalhar, render no meu clube e evoluir”, alertou, reconhecendo, na sequência, seu desenvolvimento. “Atravesso um bom período. Evoluí bastante e não posso parar”, completou o zagueiro.

Mas Jemerson sabe que tem aspectos de seu jogo que precisam melhorar caso sonhe em jogar um Mundial com a tradicional camisa verde e amarela. “Devo dar mais no nível coletivo, ajudar a equipe a ganhar, a conseguir bons resultados e, quem sabe, conquistar o campeonato (francês) novamente”, diz Jemerson, que é atual campeão do nacional francês, desbancando o poderoso Paris Saint-Germain (que ainda não contava com Neymar em seu milionário elenco).

O brasileiro de 25 anos não descarta sair do Monaco no futuro, consciente da filosofia do clube.

“Conhecia o projeto antes de assinar: formar grandes jogadores para vendê-los. Mas eu tento dar meu melhor. Com trabalho, as coisas chegam”, afirmou.

Além das quatro linhas, Jemerson também falou de como a percepção do futebol francês mudou, no Brasil, até então deixado em segundo plano, com a chegada de Neymar ao elenco do Paris Saint-Germain.

“Desde que ele chegou, todas as televisões brasileiras mostram a Ligue 1. Há cada vez mais brasileiros, embora o estilo seja muito diferente, faz falta um tempo de adaptação”, defende o zagueiro.

Perfil

Revelado nas categorias de base do Confiança, de Aracaju Jemerson chegou ao Atlético Mineiro em 2010. Pelo Galo, foi campeão da Taça BH de Juniores em 2011. Depois, o zagueiro foi emprestado para o Democrata, de Sete Lagoas. Em 2013, de volta ao Galo, fez parte do elenco campeão da Copa Libertadores.

Com a lesão de Réver, o técnico Levir Culpi promoveu a entrada de Jemerson na equipe titular, ao lado de Leonardo Silva. Campeão da Recopa Sul-Americana, o jogador se destacou na segunda metade de 2014, sendo considerado uma das grandes revelações do Galo.

Em 2015, Jemerson atingiu a marca de cem jogos pelo Atlético. No ano seguinte, foi anunciado como novo reforço do Monaco, da França, por € 11 milhões (cerca de R$ 47 milhões) até 2020. O Atlético ficou com 60% do total desse valor.

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