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Jô cobra direitos na Justiça; Galo nega dívidas e vê "ingratidão"

Atualmente no Corinthians, jogador quer receber por convocações para a seleção brasileira, direitos de arena e multa; alvinegro rechaça contestações e lamenta postura do atleta

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Jô
Jogador sempre demonstra carinho pelo ex-clube, mas decidiu cobrar alguns valores no tribunal
PUBLICADO EM 12/09/17 - 13h37

Amigos, amigos, negócios à parte. Mesmo sempre demonstrando muito carinho pelo Atlético, o atacante Jô decidiu acionar o clube na Justiça do Trabalho. Atualmente no Corinthians, o centroavante cobra indenizações por convocações para a seleção brasileira, direito de arena (quantia que os clubes recebem para a reprodução das imagens de eventos esportivos) e multa por atraso do pagamento de verbas rescisórias. O processo está na 20ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. 

A Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) considerou a petição válida e determinou o prosseguimento da ação, que tinha sido indeferida por um juiz de 1º grau. A notificação foi publicada nessa segunda-feira. A audiência ainda será marcada, com o Galo podendo apresentar a sua defesa. O Atlético divulgou uma nota oficial dizendo que ainda não foi comunicado sobre o prosseguimento da ação, já que ela tinha sido indeferida, e que só ficou sabendo do prosseguimento do caso por intermédio da imprensa.

O Galo disse também que o atleta recebeu integralmente tudo que lhe era devido, chamou os pedidos de "improcedentes e estranhos", pois eles configuram a "ingratidão" do atleta com o clube mineiro.

"Portanto, considera o Atlético, se verídicas as postulações apontadas pela mídia, inteiramente improcedentes e estranhas para um jogador que recebeu total apoio do clube no período em que aqui esteve, mesmo em momentos conturbados. Aliás, o atleta chegou à Seleção também pelo apoio e estrutura a ele oferecidos pelo clube", diz a nota.

"Inclusive, no período anterior à sua atual contratação pelo Corinthians, quando estava sem clube, o Atlético acolheu o jogador na Cidade do Galo, disponibilizando toda a estrutura para que o atleta reingressasse ao mercado, como ocorreu posteriormente com a contratação pelo clube paulista", completa o comunicado.
 

As reivindicações 

Sobre a presença na seleção, Jô cobra valores referentes às suas convocações, principalmente para a Copa da Confederações de 2013 e para o Mundial de 2014. Segundo a petição inicial, o clube mineiro recebeu da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) US$ 300.533,00 (cerca de R$ 936 mil) como indenização pela cessão de atletas para a Seleção na Copa do Mundo. A defesa alega que o atacante teria direito a receber R$ 337.456,00, valor que não foi repassado.

Os advogados cobram ainda que o Galo apresente o recibo de quanto recebeu pela convocação de seus atletas para a Copa das Confederações. Caso isso não seja feito, eles pleiteiam o mesmo valor que ele teria direito pela convocação para a Copa.

Sobre o direito de arena, Jô diz não ter recebido o valor integralmente. “O reclamante requer o correto pagamento de 5% do direito de arena devido, descontando-se os valores repassados”, diz a petição. Esse valor giraria em torno de R$ 425.500,43. A defesa ainda pede a incidência dessa quantia no 13º Salários, Férias + 1/3 e FGTS. Ainda conforme a ação movida, o atleta espera receber R$ 110.000,00 de multa pelo pagamento de rescisões fora do prazo legal.

Jô fez 127 jogos com a camisa do Galo e marcou 39 gols. Ele atuou no clube mineiro entre 2012 e 2015. A principal conquista foi a Libertadores de 2013, quando foi o artilheiro da disputa com sete gols marcados. 


Confira, na íntegra, a nota oficial divulgada pelo Clube Atlético Mineiro sobre os pedidos feitos por Jô na Justiça do Trabalho:


Nota Oficial sobre o atacante Jô

O Atlético recebeu, pela imprensa, a notícia de que o atacante Jô teria promovido reclamação trabalhista em face do clube, postulando indenização no período em que esteve à disposição da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2014. Segundo a mídia, o jogador pretende, ainda, diferença dos direitos de arena.

A informação que temos é que a referida ação foi liminarmente indeferida pelo juiz do trabalho de 1º grau, sendo que, desta decisão, o atleta interpôs recurso e o TRT determinou o retorno da ação ao juiz de 1º grau, para o prosseguimento regular.  O Atlético não foi, em momento algum, chamado a integrar o processo e fará, em momento oportuno, a sua defesa quanto a essas nulidades existentes.
Por outro lado, em relação ao mérito, se verdadeiras as postulações, o Atlético responderá na forma legal, já adiantando ser improcedente qualquer indenização relativa ao período em que o jogador esteve à disposição da seleção nacional.

Nesse período, Jô recebeu a integralidade dos salários, mesmo não prestando serviços ao clube, o que realça a injustiça que se pretende com esse descabido pedido. Em relação ao “direito de arena”, o atleta desconhece que os valores são diretamente descontados do montante pago pela TV e repassados ao sindicato da categoria, único responsável pelo pagamento e prestação de contas aos atletas.

Portanto, considera o Atlético, se verídicas as postulações apontadas pela mídia, inteiramente improcedentes e estranhas para um jogador que recebeu total apoio do clube no período em que aqui esteve, mesmo em momentos conturbados. Aliás, o atleta chegou à Seleção também pelo apoio e estrutura a ele oferecidos pelo clube.

Inclusive, no período anterior à sua atual contratação pelo Corinthians, quando estava sem clube, o Atlético acolheu o jogador na Cidade do Galo, disponibilizando toda a estrutura para que o atleta reingressasse ao mercado, como ocorreu posteriormente com a contratação pelo clube paulista.


Atualizada às 17h38
 

 

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