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Longe do frio

Canoístas britânicos comemoram mais tempo de treino em Minas Gerais

Beneficiados pela pontualidade, que faz programação não ter atrasos, europeus desfrutam da estrutura do Minas Náutico e treinam cerca de seis horas por dia, em até três períodos

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Louisa Sawers canoagem gra bretanha
Louisa Sawers (à direita) tem a canoagem na sua vida há 16 anos
PUBLICADO EM 19/02/15 - 17h02

O bom filho à casa torna. No caso da delegação britânica de canoagem, os filhos. Cerca de 20 pessoas, entre treinadores e atletas, que fazem parte da delegação da modalidade do país europeu, estão de volta a capital mineira para um período de treinamento que faz parte da parceria feita com o Minas Tênis Clube.

Assim como no ano passado, os britânicos vieram para a capital mineira justamente nesta época do ano, fugindo do rigoroso inverno que faz no hemisfério norte. A permanência no Estado começou no dia 6 de fevereiro e vai até o dia 25 do mesmo mês. 

"Aqui talvez tenhamos as melhores condições do mundo para treinarmos. São inúmeros os benefícios que nos são proporcionados tanto de estrutura, como de ambiente, clima, alimentação. Vindo com alguma antecedência e conhecendo o local, não teremos surpresas e nossa preparação será melhor", comenta o técnico principal Scott Gardner.

Os treinamentos, em até três períodos e duram cerca de seis horas por dia, acontecem na Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima. O fato do local levar o nome da nacionalidade só aumenta a felicidade dos britânicos, que se mostraram curiosos por saber o motivo que levou ao batismo.

A hospedagem fica próxima ao local de treinos, além de academia, restaurante e tudo o que mais necessitam estão a poucos metros.

No mesmo período de 2016, além da véspera da Olimpíada, os britânicos estarão de volta ao local, acompanhados também da delegação paralímpica, em busca de conseguir bater a meta de voltar para casa com três ou quatro medalhas, no mínimo.

"Isso facilita muito a nossa vida. Nos poupa tempo de deslocamento entre uma atividade e outra. Temos mais tempo para descansar e otimiza nossos treinos. Essas experiências por aqui nos deixam acostumados com o que encontraremos no Brasil em 2016", analisa Liam Heath, medalha de bronze na Olimpíada de 2012, em Londres, ao lado de Jonathan Schofield. Eles competem na categoria K-2-200.

Entre os membros da delegação ainda está o campeão olímpico Edward McKeever na categoria K-1-200, apelidado de Usain Bolt da canoagem mundial. Os números após o K indicam, respectivamente, quantidade de pessoas competindo e distância da prova.

Outra referência do grupo é Louisa Sawers, campeã mundial em 2014 na K-1-5.000. "Se estivéssemos em casa, nossos treinos estariam limitados a trabalhos fechados, em academia. Aqui, conseguimos treinar melhor, ficamos muito mais tempo na água", comenta a atleta de 26 anos, há 16 no esporte.

Sem imprevistos. A fama de pontualidade dos britânicos os enche de orgulho e ajuda na preparação para treinos e provas. "A maior contribuição é que conseguimos fazer tudo no horário pré-determinado, sem atrasos. Isso desde a hora em que acordamos, passando pelo momento da alimentação, de nos concentrarmos e irmos para a água. Essa organização nos ajuda, sem dúvidas", mostra.

Boa parte dos atletas britânicos já tiveram experiência em mais de uma categoria na modalidade. O que parece ser consenso entre eles é a preferência por competir ao lado dos companheiros. "Sentir a energia de uma largada com um compatriota é mais interessante. Na canoagem, é muito importante acreditar em si mesmo", destaca Sawers.

Heath também concorda e enaltece um outro ponto. "Com outra pessoa ao seu lado, é mais desafiador. Você tem com quem dividir a conquista ou a derrota. Esperamos levar o maior número possível de representantes para o Rio de Janeiro", relata. Entre 19 e 23 de agosto, eles estarão disputando, em Milão-ITA, o Campeonato Europeu, que servirá como seletiva para a Olimpíada.

Na frente. Minas Gerais foi o único estado a assinar protocolo firmando parcerias para receber delegações que irão disputar os Jogos Olímpicos. Além da Grã-Bretanha, que firmou acordo com o Minas Tênis Clube, já estão garantidos no estado os grupos da China e Canadá, em Juiz de Fora, além da Irlanda, em Uberlândia.

"Queremos e devemos expandir esse número. Temos outras cidades com totais condições de receber atletas e treinadores, como Barbacena, Poços de Caldas e São Sebastião do Paraíso, apenas para citar alguns exemplos. É papel da secretaria tomar a iniciativa para realizar este intercâmbio com os municípios que, muitas vezes, não sabem que ação tomar neste caminho. Minas Gerais tem vários fatores que contribuem para esta escolha, como localização, destinos turísticos,
clima e estrutura. Vamos em busca de mais acordos", pontua o secretário estadual de Esportes Carlos Henrique.

No caminho. Apesar dos países europeus como Alemanha e Espanha serem os maiores concorrentes da Grã-Bretanha na Olimpíada, o Brasil corre por fora e pode surpreender. O maior nome do país deve ser Isaquías Queiroz, de 21 anos, responsável pela primeira medalha do país em Mundiais.

"Pelo seu tamanho e potencial já demonstrado, ele é um verdadeiro fenômeno. Espero que ele tenha sorte e que possa torcer pela gente, caso o Brasil saia antes da Grâ Bretanha", aponta Gardner.

Heath acredita que o fato de estar em casa pode ajudar Queiroz. "A confiança pode ter um peso extra na canoagem. Ele pode sentir alguma pressão, mas a força da torcida também pode ajudá-lo a conquistar um bom resultado", mostra.

 

 

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