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FESTA DO ESPORTE

Coreias unidas e superação brasileira: a abertura dos Jogos de Inverno

Porta-bandeira da delegação brasileira, Edson Bindilatti é dono de saga por sonho olímpico; sul e norte-coreanos participaram do desfile sob a mesma bandeira

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PyeongChang é escolhida pelo COI como sede dos Jogos Olímpicos de Inverno 2018
Junção das duas Coreias, historicamente inimigas, é um dos pontos altos desta edição dos Jogos de Inverno
PUBLICADO EM 09/02/18 - 13h20

 

"Para você ter uma noção levo quase duas horas de transporte público para chegar no treino e quase duas para voltar. Difícil, mas estamos sobrevivendo". Esta é a história de Edson Bindilatti, o decano do bobsled brasileiro e que em sua quarta olimpíada foi o porta-bandeira da delegação do país na cerimônia desta sexta-feira, em PyeongChang, na Coreia do Sul, que deu início à 23ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. Em 2014, às vésperas da disputa em Sochi, Edson teve roubada a sua moto e com uma 'vaquinha' na internet conseguiu comprar uma YBR 125, que durou pouco tempo na sua mão.

O também personal trainer, de 38 anos, preferiu vender o veículo que usava para chegar até os seus alunos, tudo por conta do filhor, Arthur, que vai completar três meses em março. Desde então, ele vem vivendo uma saga de Santo André a Santo Amaro, em São Paulo, onde fica o Núcleo de Alto Rendimento (NAR), do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), tudo pelo sonho olímpico. Um dos muitos heróis desconhecidos de um país que muitas vezes desvaloriza quem busca, mesmo na dificuldade, dar o seu melhor.

"Ainda chegamos aqui e, às vezes, os resultados não são como esperamos e as pessoas metem o pau. Mas somos brasileiros e não desistiremos", destacou Bindilatti.

Mas, na noite desta sexta-feira em PyeongChang, manhã no Brasil, ninguém tirou o sorriso da face do brasileiro, que com o orgulho empunhou a bandeira verde e amarela. "A emoção é muito grande, parece que não caiu a ficha ainda, o sonho de todo atleta é ir para uma olimpíada e receber uma noticia que você será o porta bandeira do seu país, mostra que tudo valeu a pena", disse o atleta à reportagem. A prova de que o esporte pode tornar as impossibilidades em possibilidades. Esta é a lição que a Olimpíada em solo coreano quer passar ao mundo.

Coreias unidas

Com o tema de paz mundial e a tecnologia que são peculiares da Coreia do Sul, os ares políticos também marcaram presença no evento. A tentativa de aproximação entre sul e norte-coreanos registrou seu ápice com a entrada dos dois países juntos e sob uma única bandeira no desfile das delegações, algo que já havia acontecido em outros Jogos, mas que ganhou um valor emocional ainda maior por conta das constantes ameaças nucleares do ditador Kim Jong-un. O momento foi acompanhado de perto pelo presidente sul-coreano Moon Jae-in e Kim yo-jong, irmã do líder norte-coreano.

A cerimônia também contou com a presença do vice-presidente norte-americano Mike Pence, que acenou para a delegação de seu país, mas evitou participar do jantar diplomático entre líderes coreanos na noite anterior.

No momento mais aguardado do evento, coube a ex-patinadora Yuna Kim, primeira campeã olímpica sul-coreana na modalidade em 2010 e Mundial em 2009, a responsabilidade de acender a pira olímpica, os 30 anéis que separavam o fogo do monumento representaram os 30 anos entre os Jogos Olímpicos de Seul e os de PyeongChang. A competição se estende de 9 a 25 de fevereiro.

Nossos atletas na Coreia do Sul

Em relação aos Jogos de Sochi de 2014, quando enviou à Rússia 13 atletas, o time Brasil desta vez é mais enxuto. Na Coreia, a equipe será formada por nove atletas e um reserva: Isadora Williams (patinação artística), Edson Bindilatti, Odirlei Pessoni, Rafael Souza, Edson Martins e o reserva Erick Vianna (bobsled), Michel Macedo (esqui alpino), Jaqueline Mourão e Victor Santos (esqui cross-country) e Isabel Clark (snowboard).

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