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Querem reajuste

Árbitros de SP e RS se voltam contra pagamentos da CBV

Solicitação é para que aumento na remuneração aconteça, aproveitando valor do patrocínio que entidade recebe de empresa de TV a cabo

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Camisas sem alusão ao patrocinador pode voltar a ser usada pelos árbitros paulistas em breve
PUBLICADO EM 03/01/18 - 15h30

 

Insatisfeitos com a atual remuneração e acreditando que podem ser mais bem pagos pelos serviços prestados durante a Superliga, os árbitros de São Paulo enviaram uma carta à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) exigindo um aumento no valor das taxas que recebem a cada partida. A nota da Associação de Árbitros do Estado de São Paulo, é assinada por Dalmir Medeiros, e teve apoio dos companheiros gaúchos. A arbitragem brasileira não possui vínculo empregatício com a CBV pode ser amadora e por vários dos árbitros terem outras profissões. 

Este valor viria do patrocínio da Sky, que estampa sua marca nos uniformes dos árbitros. Por temporada, a SKY paga R$ 1.500.000 mi para a CBV para que o nome e logo da empresa de TV a cabo apareça nesta e em outras vertentes como placas de publicidade. O pedido dos árbitros é para que 10% deste valor seja destinado para quem comanda os jogos. A entidade teria prometido resolver o problema até o último dia do ano, o que não aconteceu. Os árbitros ameaçam usar o uniforme anterior, na cor branca e sem patrocínios, caso a situação não tenha um desfecho favorável. A divulgação veio por meio do blog do jornalista Bruno Voloch, no site do Estadão.

"Diante dos valores apresentados, e de sua pequena representatividade se considerado sua divisão pelo número de jogos e pela equipe de arbitragem atuante em cada jogo, foi solicitado o repasse dos valores para que se pudesse, assim, criar uma Associação Nacional de Árbitros de Voleibol, com representatividade e força para defesa dos interesses dos árbitros de forma geral e irrestrita em todo o Brasil. Foi solicitada, também, a propriedade do uniforme dos árbitros para negociação/venda para Superliga 2018/2019. Por ora, a entidade (CBV) disse não possuir os valores para repassar aos árbitros e apenas concordou em ceder a propriedade dos uniformes para próxima Superliga", cita o comunicado.

A reportagem dos jornais O Tempo e Super Notícia entrou em contato com Carlos Rios, presidente da Comissão Brasileira dos Árbitros de Vôlei (COBRAV), sendo informada que árbitros de outros Estados não irão aderir ao protesto. "Este valor pago pela Sky nos ajuda a custear a taxa de arbitragem, que ultrapassa um milhão de reais, por temporada, juntando Superliga feminina e masculina. Não acho justa esta manifestação, a situação financeira não só da CBV como de outras confederações é muito complicada. Várias ou quase todas tiveram cortes nos seus orçamentos. No nosso caso, foi na casa dos 40%. Isso afeta todos os eventos da entidade, vôlei de praia, o vôlei como um todo. Fiz contato com as outras federações e elas acreditam que agora não é o momento de lutar por esta causa, cientes do atual cenário. Fiquei chateado pela iniciativa deles, vi como algo oportunista. Não é assim que vamos resolver as coisas", comenta Carlão.

A ideia vinha sendo amadurecida pelos representantes paulistas há cerca de um mês e teve motivação no futebol, modalidade que conta com valores maiores de patrocínios e que também tem valores das marcas das camisas dos árbitros repassados a estes. Atualmente, os árbitros nacionais do vôlei ganham R$ 460,50 por jogo, enquanto juiz de linha leva R$ 258,17 e apontadores R$ 307,02. Desde 2015 que os valores não sofrem reajuste. "Apenas para conhecimento, informamos que desde a edição 2016/2017 da Superliga a VOLEISP vinha tentando dialogar sobre o tema com a entidade (CBV) sem que fosse apresentada qualquer solução minimamente razoável, ensejando, assim, a necessidade da tomada da atitude extrema", finaliza a nota.

Nos próximos dias, é possível que tenhamos novidade, sob o risco de vermos os árbitros com um 'novo' uniforme nas partidas realizadas em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Esta pode ser uma das últimas experiências de Carlão no comando da COBRAV. Há seis anos no cargo de presidente, ele já passou dos quatro anos que esperava ter inicialmente. A carta de demissão já foi entregue ao presidente da CBV, Walter Pitombo Laranjeiras, o Toroco, que pediu algumas semanas para tentar encontrar um novo substituto.


 

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