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Trânsito

Belo Horizonte terá mais uma mão-inglesa na região central da capital

A mudança dessa vez será no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Carandaí – que terá os sentidos invertidos; esta será a segunda vez que a BHTrans inverte fluxo de vias para obras do Move

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Intervenções. Operários da prefeitura já fizeram boa parte das obras físicas para a implantação de mais uma inversão de fluxo na cidade
PUBLICADO EM 21/01/14 - 04h00

A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) vai anunciar hoje, em coletiva à imprensa, a implantação de mais uma mão-inglesa na capital para a inauguração do Move (nome dado ao BRT, sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) – essa é a quarta da cidade; segunda para o sistema. A mudança dessa vez será no cruzamento da avenidas Afonso Pena e Carandaí – que terá os sentidos invertidos –, no centro. A mão invertida, como também é chamada, é vista com preocupação por engenheiros e pela população, até mesmo pelos transtornos já causados em outras vias, como na Silviano Brandão, na região Leste.

O modelo será adotado na Carandaí no trecho entre as avenidas Afonso Pena e Alfredo Balena. Com isso, haverá uma inversão de sentido nas duas pistas da avenida – a que desce sentido Afonso Pena passará a subir e vice-versa. A data da alteração não foi informada, mas deve ocorrer nos próximos dias. A BHTrans não informou também se a mão-inglesa se estenderá para outros trechos da Carandaí. Os detalhes, segundo a autarquia, só serão anunciados hoje à população.

A reportagem de O TEMPO esteve ontem no local, onde já estão sendo feitas as adaptações. Uma pista exclusiva para ônibus foi construída na avenida Carandaí, ao lado do passeio que dá acesso ao Parque Municipal, entre as avenidas Afonso Pena e Alfredo Balena. Quando a mão for invertida nessa pista, os ônibus poderão sair da Afonso Pena e acessar a Carandaí na pista da esquerda em direção à área hospitalar.

Canteiros centrais e passeios das avenidas Afonso Pena e Carandaí também estão sendo adaptados para a mudança. Em cada sentido da Carandaí, foram mantidas três faixas para os automóveis. Comerciantes e trabalhadores da região relatam que as intervenções tiveram início no ano passado e exigiram também o corte de árvores no local e a instalação de novos semáforos.

Início. A assessoria de imprensa da BHTrans informou apenas que a alteração é necessária para facilitar o acesso do Move à área hospitalar, linha que será inaugurada em 15 de fevereiro. Porém, em entrevista concedida no dia 10 deste mês, o diretor de sistema viário da BHtrans, Edson Amorin, admitiu que mudanças como essa causam transtornos no começo e que levam cerca de dois meses de adaptação.

Para o mestre em engenharia de transportes e professor da Fumec Márcio Aguiar, a mão-inglesa é um modelo que se diferencia do fluxo a qual os motoristas já estão familiarizados, além de gerar o risco de acidentes no desembarque de passageiros dos carros.


Mais uma

Futuro. Além da mudança na Carandaí, haverá alteração também (até 15 de fevereiro) no cruzamento das avenidas Brasil e Francisco Sales. A BHTrans ainda não informou os detalhes.


Histórico de medidas

Mão-inglesa. No último dia 9, foi implantada a mão-inglesa na avenida Silviano Brandão, na região Leste da capital. A mudança trouxe transtornos nos primeiros dias úteis e ajustes nos semáforos ainda seriam feitos gradativamente. Além dessa via, a mão invertida também já foi adotada nas ruas Conselheiro Rocha, no bairro Horto, na região Leste, e Professor Morais, no bairro Funcionários, na região Centro-Sul.

Mais. Logo nos primeiros dias úteis de 2014, a BHTrans fez adaptações nas ruas Goiás e Sergipe, alterou o acesso da avenida Augusto de Lima para a rua Espírito Santo, e ainda impediu conversões na praça Hugo Werneck, no cruzamento das avenidas Alfredo Balena e Francisco Sales.

Rota. A linha do Move que sairá da estação São Gabriel com destino à área hospitalar passará pelas avenida Cristiano Machado, Rio de Janeiro, Santos Dumont, Paraná, Padre Belchior, Curitiba, Augusto de Lima, Goiás, Timbiras e Alfredo Balena. O retorno segue o mesmo trajeto.

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