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Blog do Campera
07 de Outubro - Domingo - 00:00

Eleições 2018

Bolsonaro mobiliza eleitores antes envergonhados

A Esquerda dominou a política brasileira e da América Latina por décadas. A realidade de milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza favoreceu o discurso rico contra o pobre, do capital contra o trabalhador, e por aí vai. Essas bandeiras encantaram intelectuais, artistas e professores e até boa parte da classe média. Ser de Esquerda passou a ser politicamente correto, e também o passaporte para ascender em determinados meios acadêmicos, artísticos, e da imprensa.

A linha para tomada do poder partiu do Foro de São Paulo, criado pelo ditador cubano Fidel Castro, Hugo Chavez, Lula e José Dirceu. Desde então, vários países latino-americanos chegaram lá. No Brasil, o PT venceu quatro vezes seguidas. Lula ganhou popularidade principalmente com o Bolsa-Família. O programa, na verdade, chamava-se Bolsa Escola, criado pela esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ruth.

O sucesso do PT também aconteceu na economia, que cresceu e gerou milhões de empregos. Os brasileiros estavam tão satisfeitos que não se importaram com o primeiro escândalo, Mensalão (em 2005), e reelegeram Lula, que ainda fez a sua sucessora, Dilma Rousseff.

Porém, a conta de uma série de decisões erradas, gasto excessivo, economia não sustentável à base de crédito, chegou e caiu no colo de Dilma. A economia na gestão dela recuou 10%, levando ao maior desemprego e crise econômica da história do Brasil.

Os maiores escândalos petistas também explodiram no governo Dilma, culminando no Petrolão, que levou Lula à cadeia. Apesar disso, a força eleitoral dele continuou alta, especialmente no Nordeste. Uma das explicações são as cerca de 45 milhões de pessoas beneficiadas pelo Bolsa-Família. O valor destinado às famílias representa cerca de 0,5% do PIB, um troco diante da política de juros no governo Lula, a mesma do PSDB e MDB de Michel Temer, que destina 6% do PIB aos bancos, em torno de 450 bilhões de Reais ao ano.

Diante de tantos erros e escândalos, os eleitores se sentiram traídos. O BNDES, por exemplo, investiu centenas de bilhões de dólares no exterior, em países ditatoriais como Venezuela, Cuba e Angola. Além disso, outros tantos bilhões foram perdidos com poucas empresas, corruptas e falidas, como as do empresário Eike Batista, Odebrecht e JBS Friboi. As mesmas eram as principais financiadoras das campanhas petistas e dos partidos aliados.

Os concorrentes dos petistas eram tradicionalmente os tucanos. Mas o PSDB também caiu em desgraça com os eleitores por causa dos escândalos de corrupção de seus principais líderes, Aécio Neves e Geraldo Alckmin.

Aécio e sua irmã Andréa foram pegos no caso JBS Friboi, onde ela foi parar na prisão e ele quase perdeu o mandato. O resultado foi que ele desistiu da reeleição ao Senado e tenta se eleger Deputado Federal. Alckmin foi atingido pelas denúncias, como o da merenda escolar, que o colocaram numa vergonhosa posição nas pesquisas eleitorais.

Marina Silva reapareceu depois de quatro anos com o mesmo discurso de antes, mais à Esquerda, que perdeu força no cenário atual. O mesmo aconteceu com Ciro Gomes, que tentou ser o herdeiro dos votos que sobraram de Lula. Álvaro Dias se apresentou como a terceira via, mas não deu certo.

O ambiente eleitoral agora em 2018 é de anti-corrupção e de pragmatismo. O principal problema nacional é segurança pública e desemprego, que precisam de respostas rápidas que convençam os eleitores. Os empregos conquistados na gestão petista foram perdidos, os pobres estão mais pobres e endividados.

Neste quadro surgiram três personagens diferentes dos tradicionais: Cabo Daciolo, João Amoêdo, e Jair Bolsonaro. Embora as suas ideias não sejam ainda muito claras para o eleitor, Daciolo se aproxima mais da Direita. Ele se destacou como um bom comunicador. No debate da TV Record, atacou veementemente Fernando Haddad e Henrique Meirelles, afirmando que o PT e MDB levaram o Brasil ao buraco em que se encontra. Confrontou Alckmin sobre os escândalos de corrupção no governo dele. Ao contrário do que esperava o establishment, ele acabou ajudando mais Bolsonaro do que atrapalhando. A repercussão nas redes sociais foi enorme! Daciolo incomodou tanto que não foi convidado para o último debate na TV Globo.

Amoêdo criou o Novo, um partido claramente de Direita, que defende privatizações amplas e gerais, contribuindo para melhorar o debate político. Ele e os candidatos do Novo estão surpreendendo nas pesquisas. E, por fim, Bolsonaro tornou-se a estrela das eleições com uma posição escancarada de Direita. Assim, ele conseguiu absorver o voto de protesto, o voto anti-corrupção, anti-Esquerda, e anti-PT. O candidato do PSL é assumidamente contra a liberação das drogas e do aborto. É declaradamente conservador e não tem receio de atacar as bandeiras sagradas da Esquerda, apoiadas por determinados artistas, intelectuais, e parte da imprensa, como a ideologia do gênero, kit gay, auxílio-reclusão (que ele chama de bolsa-bandido), entre outras.

Os eleitores de Bolsonaro lembram os de Donald Trump, que até nas pesquisas não revelavam o seu voto porque tinham vergonha. Por isso, a maior conquista de Bolsonaro até hoje foi tirar do armário os defensores da Direita. Até os tucanos estão descendo do muro e escolhendo lados completamente opostos.

Embora seja nacionalista, que se identifica com o Estado mais forte e presente na economia, Bolsonaro abraçou as bandeiras mais liberais, tais como ajuste fiscal, menor gasto público, desregulamentação econômica, descentralização do Poder Federal, privatizações, e combate duro contra o crime.

Porém, como mostram as pesquisas eleitorais (embora questionáveis), a Esquerda e Lula não estão mortos politicamente. Haddad herdou os votos de Lula, saiu do zero para o segundo lugar em pouco tempo. A diferença agora é que não é mais Esquerda contra Centro-Esquerda, do PT X PSDB como nas eleições anteriores; agora é Esquerda contra Direita, PT X Bolsonaro. Os defensores da Direita definitivamente saíram do armário sem medo de se assumirem.


 

23 de Setembro - Domingo - 12:00

Eleições 2018

FHC contra e Dória a favor de Bolsonaro

 PSDB dividido no segundo turno

 FHC contra e Dória a favor de Bolsonaro

 

Se tiver segundo turno nas eleições presidenciais, o PSDB vai rachar de uma vez. Isto, claro, levando em conta que o candidato do partido, Geraldo Alckmin, vai perder no primeiro turno. Pelo menos é o que indica as pesquisas eleitorais.


Alckmin é o candidato preferido do establishment – bancos, empresários, parte significativa da mídia e dos partidos do Centrāo. Esses partidos sāo pragmáticos, sempre ficam do lado de quem ganha é já começaram a pular fora da coalizão dos tucanos.

Com a queda brusca de Alckmin e Marina Silva (Rede), Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) avançaram e hoje disputam quem vai para o segundo turno com Jair Bolsonaro (PSL), consolidado em primeiro lugar. Diante deste cenário, os emissários dos candidatos já começaram a negociar apoio no segundo turno.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, FHC, já declarou que o PT e PSDB devem estar juntos no segundo turno. Haddad por sua vez disse que não teria problema em pedir apoio aos tucanos. Coincidência nāo!

Como a velha estratégia dos tucanos e petistas de estimular a bipolaridade dos dois partidos para se manterem no poder nāo deu certo, o acordo agora é eles se unirem contra Bolsonaro.

Nāo é segredo nos bastidores da política que FHC retaliou o candidato o seu partido, José Serra, em 2002, para beneficiar Lula. O petista, aliás, apoiou FHC na sua primeira candidatura ao Senado nos anos 80.

Nāo é segredo também que FHC nunca se bicou com Mário Covas e o seu apadrinhado Geraldo Alckmin. Assim como é público e notório que Fernando Henrique foi contra a abertura de impeachment de Lula durante o escândalo do Mensalão. Enfim, exemplos nāo faltam que FHC é um velho camarada da esquerda e de Lula.

A declaração de Fernando Henrique a favor de uma aliança com Haddad tem o objetivo de valorizar a candidatura do petista, e de tirar votos do seu desafeto Ciro Gomes, que o substituiu no Ministério da Fazenda, quando ele se disputou pela primeira vez a Presidência da República, em 1994.

A carta que FHC publicou criticando a radicalização das eleições, na verdade ajuda Haddad. O objetivo é recuperar votos de Alckmin perdidos para Bolsonaro. Se o tucano crescer um pouco, a realização do segundo turno estará garantida, mas sem a presença de Alckmin.

E, por fim, Fernando Henrique quer preparar o PSDB para apoiar Haddad.

Porém, FHC vai encontrar um grande obstáculo - o seu colega de partido, Joāo Dória, que deve ir para o segundo turno para governador em Sāo Paulo, contra Paulo Skaf, do MDB.

Partidários de Dória já estāo conversando com a turma de Bolsonaro. E o PT também já está negociando com o MDB.

Dória é ferrenho opositor do PT e chama publicamente Lula e os petistas de ladrōes entre outros adjetivos neste patamar. Bolsonaro lidera em Sāo Paulo, à frente do próprio Alckmin que foi eleito três vezes governador. Portanto, os petistas jamais vāo apoiar Dória.

E  apesar do PT chamar o presidente Michel Temer e o MDB de golpistas, os petistas devem ficar ao lado de Paulo Skaf. Em troca vāo pedir o apoio a Haddad.

O mesmo pode acontecer em outros Estados, como Minas Gerais, caso tenha o segundo turno. MDB com o petista Fernando Pimentel, e o tucano Antônio Anastasia com Jair Bolsonaro.

Os tucanos vāo ter que descer do muro, mas cada um para um lado diferente. E os petistas vāo ter que explicar para o eleitorado porque estão de novo juntos com os “golpistas”.
Francisco Câmpera

 

07 de Setembro - Sexta-feira - 16:26

Eleições 2018

Organizações criminosas proibiram campanha do candidato nas áreas que em dominam

CV (Comando Vermelho) e (Primeiro Comando da Capital) proibiram campanha do candidato nas áreas em que dominam

 - Deputado, temos recomendação da PF (Polícia Federal) para o senhor não se misturar à multidão, eles têm informações que pode ser perigoso.

O alerta foi feito por um assessor de Jair Bolsonaro em Juiz de Fora, Minas Gerais. Porém, empolgado com os milhares de apoiadores que gritavam o seu nome, o candidato à Presidência da República pelo PSL não se conteve e foi para o meio do povo.

O desfecho todo mundo viu nas imagens que circulam pelo país. Foi um atentado para matar, a faca penetrou 12 cm no corpo de Bolsonaro. Ainda não se sabe quem são os comparsas do criminoso.

À medida que o candidato vinha crescendo nas pesquisas, as ameaças contra ele aumentaram. A segurança foi reforçada, mas é difícil evitar um crime numa multidão.

Se prefeitos no interior são assassinados por causa de interesses contrariados, imagina um candidato à presidência, com chances de ganhar, que promete acabar com o crime organizado, corrupção e privilégios?

Até então Bolsonaro era tratado pela mídia e adversários como um candidato folclórico, que ia se derreter durante a campanha eleitoral. As razões são o seu discurso fora do comum, diferente do chamado politicamente correto, do tempo mínimo no horário eleitoral (8 segundos), falta de apoio de grandes partidos, e sem dinheiro para fazer uma campanha mais profissional.

Alguns candidatos à presidência gastam centenas de milhões de Reais (no caixa 2) e têm apoio de políticos de peso e tempo de sobra na TV e no rádio, enfim, possuem tudo para ganhar a eleição. Mas pelo menos por enquanto esta vantagem não resultou em votos para estes candidatos tradicionais. E ao contrário das previsões, Bolsonaro vem crescendo e se consolidando em primeiro lugar, assustando o chamado establisment - grupos poderosos acostumados a mandar e ditar as regras.

O sucesso de Bolsonaro se destaca na área de Segurança Pública, onde ele defende lutar duramente contra o crime organizado. O candidato do PSL cita o exemplo do Haiti, o país onde o Exército Brasileiro acabou com a violência de décadas, muito maior do que no Rio de Janeiro.

A diferença era o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas) que autorizava matar criminosos que desfilavam com armas pesadas pelas ruas. Gangues de traficantes do Haiti controlavam as enormes favelas como as do Rio. Sob o capacete azul das Nações Unidas, o Exército Brasileiro venceu.

Por isso Bolsonaro também assustou as grandes organizações criminosas, como o CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital).  As duas atuam no Brasil inteiro. A primeira a partir do Rio de Janeiro e a segunda em São Paulo.

Os presídios viraram um grande negócio para eles. Primeiro porque os chefes lideram as gangues mesmo estando atrás das grades. E ainda por causa do aumento nos últimos anos de presos e valor do auxílio-reclusão, apelidada de bolsa-bandido. Cada um dos presidiários é obrigado a contribuir.

Bolsonaro promete acabar com o auxílio e combater estas as organizações e os bandidos de alta periculosidade, como assassinos e estupradores. Defende leis mais rígidas, redução de maioridade penal, e apoio do Estado aos policiais que matam criminosos em confronto armado. Ele ainda quer acabar com o benefício do voto do presidiário, que foi instituído durante o governo do PT.

As ideias do candidato a presidente aliadas à agenda liberal de Paulo Guedes, um respeitado economista, ganharam força entre os eleitores em todas as classes sociais, até as mais populares. Isso chamou a atenção do CV que proibiu fazer campanha para Bolsonaro nas favelas sob seu controle no Rio de Janeiro, segundo um oficial dos serviços de inteligência que atuam na intervenção no Estado. Outro da inteligência da PM paulista afirmou que o PCC também fez a mesma proibição nas áreas em que domina. Os oficiais, claro, falaram a este colunista sob condições de anonimato. 

Política e o crime costumam se aliar quando têm interesses em comum. No passado, o falecido Leonel Brizola era acusado de fechar acordo com os traficantes para a polícia não subir os morros do Rio em troca de votos. O resultado foi a criação de um Estado paralelo nas favelas cariocas.

Nos últimos anos, o CV e o PCC também teriam firmado acordos com determinados partidos e políticos, da esquerda à direita, desde que defendam o auxílio-reclusäo. A aliança do crime com o Estado acontece no mundo inteiro e aqui no Brasil não seria diferente. Além de políticos, militares, membros do Poder Judiciário e das forças de segurança estão envolvidos. Nestes acordos incluem cargos, poder, dinheiro, proteção, ataque a adversários, entrada exclusiva dos políticos nas áreas dominadas, e por aí vai.

Na Colômbia começou assim, a aliança dos traficantes com os integrantes do grupo de esquerda das FARC levaram o país a uma guerra civil e uma violência sem limites que se prolongou por anos. O Brasil está a um passo dessa realidade.

O CV e PCC viraram verdadeiras multinacionais do crime, enriqueceram, sofisticaram os seus negócios, viraram especialistas em lavar dinheiro do crime e da corrupção, estão fortemente armadas, e infelizmente estão se infiltrando na política e no Estado, dominando o país. Para eles, o único candidato capaz de atrapalhar os seus bilionários negócios chama-se Jair Messias Bolsonaro.

Francisco Câmpera

 

 

 

27 de Agosto - Segunda-feira - 12:19

Eleições 2018

O país do futuro parou no passado

Economia falida, desemprego recorde, invasões, tráfico de drogas, corrupção, guerra nas ruas...Fatos como esses dominam os noticiários diariamente e são reproduzidos no exterior. Os estrangeiros não entendem como um país tão rico está à beira do caos.

A primeira vez que se ouviu “Brasil, um país do futuro” foi em 1941 ao ser publicado um livro com este título, de autoria de Stefan Zweig, um judeu alemão que fugiu do nazismo. Desde então, economistas, cientistas, políticos de todos os países repetem este mantra.

O futuro chegou e nada aconteceu! Enquanto o mundo constroi o futuro, ainda discutimos o passado. Debatemos temas que foram superados há anos, com a queda do muro de Berlim e da URSS no final dos anos 80. Há poucas décadas, países como a China e Coreia eram mais pobres do que nós.

As universidades do mundo estão descobrindo cura de doenças, desenvolvendo inteligência artificial, e tantas outras maravilhas, e nós não temos nenhuma entre as 100 melhores em nível mundial. Estão sendo formados nas escolas jovens semi-analfabetos, advogados que não sabem escrever, e médicos despreparados.

Estamos numa eleição onde um político preso por corrupção e lavagem de dinheiro, condenado em todas as instâncias, domina o noticiário como se nada tivesse acontecido. Poucos  perceberam que se Lula for candidato significa o fim da Ficha Limpa. Até Eduardo Cunha poderia disputar as eleições.

Os políticos, aliás, da direita à esquerda, fizeram uma reforma que não dá chance de renovação e que beneficia eles próprios, com um fundo partidário absurdo.

Mesmo com o apoio da sociedade, a Operação Lava Jato é sufocada aos poucos pelos tribunais superiores, os mesmos que defendem aumentos de salários e privilégios bizarros, enquanto milhões de brasileiros sofrem com o desemprego.

As nossas riquezas estão sendo contrabandeadas com a conveniência dos políticos de altos escalões em Brasília. A maior mineradora destruiu um rio, que nem o ciclo do ouro conseguiu acabar, e nada aconteceu.

O crime organizado domina as cadeias e as ruas, e agora está presente na política, e ainda há quem defenda desarmar as polícias, que lutam sozinhas sem apoio de ninguém. O Rio de Janeiro está quebrado, vive uma guerra civil, e as forças de intervenção são criticadas como se fossem os bandidos.

Grupos chamados de organizações sociais invadem propriedades privadas, rural e urbana, e não se faz nada, como se isso fosse normal. O Estado continua com uma gestão caótica, gastando fortunas com empresas falidas, excesso de pessoal, orçamento irreal, e pagando juros de centenas de bilhões ao ano de um dívida interna já paga.

Diante disso, centenas de multinacionais estão fechando as portas e milhares de brasileiros estão indo embora, desistindo do Brasil. Cientistas de ponta, professores de alto nível, jovens e investidores etc.

Mais de 500 bilhões de dólares de investimentos de brasilerios estão declarados no exterior, dinheiro que se aplicado aqui mudaria a nossa realidade da noite para o dia. Quem vai investir num país onde se paga os maiores impostos do mundo e tudo conspira contra quem produz?

Sou daqueles otimistas, mas estou perdendo a esperança aos poucos, assim como qualquer um. Precisamos acordar e cair na real, tentar fazer alguma coisa, estamos no limite de uma queda brutal. O país está quebrado e dominado por assaltantes do crime e tb do colarinho branco, portanto, pior do está pode ficar! Se Deus é brasileiro, olhai por nós, para que se tenha uma saída para uma nação à beira do abismo.

Francisco Câmpera

 

19 de Julho - Quinta-feira - 13:54

Copa 2018

Ditadura socialista nāo garantiu igualdade para todos

 

 

A URSS (Uniāo das Repúblicas Socialistas Soviéticas) durou 74 anos às custas de muito sangue, suor e lágrimas. Milhões de pessoas foram brutamente assassinadas ou separadas para sempre de suas famílias. Havia uma política oficial para alimentar o medo, onde existia uma cota para sumir com um determinado número de pessoas por região. Nunca houve igualdade, apenas os escolhidos do Partido Comunista tinham oportunidade de ascensão. O Estado controlava a vida de todos, desde a escolha da profissão e onde deveriam viver.
O único dirigente que tentou promover mudanças foi Mikhail Gorbachev, mas os russos estavam cansados de esperar. A Uniāo Soviética estava quebrada e a esperança vencida. Milhões viviam na pobreza, amontoados nas fazendas coletivas e nos milhares de condomínios caindo aos pedaços. Até o final dos anos 90, familias inteiras compartilhavam minúsculos apartamentos. Somente os camaradas tinham privilégios.
Hoje, os russos preferem o capitalismo, apesar de terem a consciência que não é um sistema perfeito. Eles buscam uma fórmula próxima à social-democracia, embora este modelo também fracassou nos países escandinavos, que estāo se reinventando. Aliás, o mundo está mudando radicalmente e buscando novas soluções, como a chamada economia criativa. Menos o Brasil, que anda pra trás.
Sabe-se agora que socialismo não funciona, o capitalismo puro e selvagem também nāo, nem mesmo a social-democracia original. Então qual sistema seguir? O capitalismo é menor pior - é a frase mais ouvida na Rússia. Aliás, foi morando aqui que aprendi ser contra a pobreza, nāo contra a riqueza. O capital especulativo gera miséria, mas o produtivo gera prosperidade.
O Estado liberal puro não funciona, é preciso alguma regulaçāo para garantir a competição e crescimento econômico, mas sem burocracia e intervenção. As políticas sociais são essenciais em países pobres ou com tanta diferença social como o Brasil. Porém, há uma grande distância entre as políticas sociais eficientes e às que criam dependência. Esta é a minha conclusão depois de anos andando pela Rússia, Europa, Estados Unidos, China, Coreia do Sul, e tantas outras paragens.
O Brasil tem tudo para ser o melhor país do mundo. Temos de parar de discutir o passado e começar a construir o futuro, como o mundo está fazendo. Até a Rússia está à nossa frente, porque eles decidiram o que querem. O socialismo nunca mais será aceito aqui. Quem experimenta a liberdade, jamais vai admitir a opressão novamente. Adeus, Stálin!
 
Com este artigo me despeço deste incrível país, com um povo valente e digno!
 
Confiram as fotos e vídeos da cobertura da Copa 2018 nas minhas redes sociais: Insta, Face e Twitter.
 
Spáciba, dasidánia! (Obrigado e tiau, em Russo)
 
Francisco Câmpera, Moscow.
 
 
17 de Julho - Terça-feira - 02:04

Copa 2018

Último líder da Uniāo Soviética evitou a Terceira Guerra Mundial

 

 

Por um triz o apocalipse nāo aconteceu graças ao último líder da URSS (Uniāo das Repúblicas Socialistas Soviéticas), Mikhail Gorbachev. O mundo entrou em pânico quando, em 1991, houve a tentativa de golpe da linha dura do Partido Comunista. Afinal, o império tinha um arsenal nuclear que podia destruir o Planeta Terra várias vezes. Os velhos camaradas não aceitavam as mudanças democráticas promovidas por Gorbachev. Para tomar o poder estavam dispostos a tudo, até provocar a terceira guerra mundial.

Porém, no meio do caminho tinha um estadista - Mikhail Gorbachev. Ele teve a capacidade ímpar de negociar a paz e aceitou entragar o poder pacificamente. Poucos foram capazes de tomar esta atitude na história da humanidade. O líder soviético já tinha firmado acordo com a Europa e Estados Unidos a redução do gigantesco arsenal nuclear das potências mundiais.

Gorbachev foi pressionado ao máximo para reagir  ao fim da URSS, mesmo se o preço fosse provocar o caos e impor a ordem à base da violência, como nos tempos de Stálin. Mas ele sabia que era impossível manter uma área tāo vasta, com tantos povos diferentes. Dos europeus cristãos ortodoxos, aos muçulmanos e orientais.

A missão da vida dele foi promover a transição democrática, libertar povos que viveram por décadas ou séculos sob regimes ditatoriais, e evitar uma guerra apocalíptica. Hoje os tratados de Nāo-Proliferaçāo Nuclear se tornaram política mundial, e a redução dessas bombas demoníacas chegou a 80%, devido aos esforços de Gorbachev, com a ajuda do presidente americano, Ronald Reagan. Por isso, nunca se esqueçam de agradecer a Mikhail Gorbachev.

15 de Julho - Domingo - 16:31

Copa 2018

Copa 2018 marca reestreia do país como potência mundial

 

 

Depois da queda da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), em 1991, a Rússia viveu uma das mais crueis crises econômicas da história mundial. Foi pior do que o Crash de 1929 da Bolsa de Valores dos Estados Unidos, que na época atingiu até o Brasil. Na década de noventa, o país estava tão quebrado que quase ninguém recebia sequer salários, pois todos eram funcionários públicos. A situação era mais caótica porque o então presidente Boris Yeltsin bebia mais vodka do que governava. Após a ascenção de Wladimir Putin, a Rússia começou a reescrever um novo capítulo.

Quando ele assumiu, as máfias e os novos ricos que herdaram as riquezas da URSS dominavam o país. A violência e a corrupção desenfreada lembrava os tempos de opressão de Stálin. A ameça de explodir uma guerra civil era iminente. Era uma verdadeira anarquia! Putin levou anos para botar ordem na casa. Apesar dos  problemas, hoje é um país completamente diferente.

A Rússia retomou ao caminho de se tornar uma potência, especialmente as Forças Armadas que deram recentemente um show de competência no conflito da Síria, revelando ao mundo as suas novas e poderosas armas. A ascenção preocupa os Estados Unidos e a Europa, que exageram na retaliação contra Putin. Eles não querem a volta da grande potência. Tarde demais! A Copa do Mundo de 2018 mostrou que a Rússia evoluiu e está de volta ao palco dos maiorais. 

A França levou a Taça, e a Alemanha em 2014, mas nem Napoleão e Hitler conseguiram fincar os pés nas terras geladas dos czares e camaradas. A força dos russos vem de longe. Eles enfrentaram guerras, pestes, revoluções, ditaduras, ascenção e queda de impérios, mas sempre sobreviveram e venceram. O Urso, símbolo mor da Rússia, acordou de um longo inverno, e agora ninguém vai conseguir segurá-lo mais.

Acompanhe a minha saga pela Copa 2018 nas redes sociais: Face, Twitter e Insta. Obrigado. Francisco Campera.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14 de Julho - Sábado - 08:43

Copa 2018

Acidente de carro era a fórmula mais comum de matar inimigos

 

Era cerca de 17h30 de 1976 quando o Opala de Juscelino Kubitscheck atravessou para o outro lado da pista na Via Dutra. O carro bateu de frente a um caminhão. O caso da morte do ex-presidente do Brasil é cheio de mistérios, conforme furo de reportagem no SBT, quando revelei que JK morreu nos braços do motorista da Scania, Ademar Jahn (veja o vídeo nas minhas redes sociais).

Após a reportagem ser veiculada, a Comissão da Verdade de SP investigou o caso e afirmou que JK foi assassinado. Já a Comissão Nacional reiteirou a versão da ditadura militar. O fato que o acidente é cheio de suspeitas e histórias mal contadas. Juscelino tinha acabado de sair da fazenda do Brigadeiro Villas-Fortes, onde parou para conversar sobre a abertura política que o presidente-general, Ernesto Geisel, estava promovendo.

O problema que a linha dura nāo aceitava a abertura e tentava desestabilizar o projeto da volta à democracia de Geisel. Foi neste contexto político que JK, Jango e Carlos Lacerda, morreram em menos de um ano em circunstâncias estranhas. Eles formaram a Tríplice Aliança e eram os mais fortes opositores dos militares radicais.

Se JK foi realmente assassinado, o elo da morte dele e a URSS é o método para matar os que eram considerados inimigos do sistema socialista na antiga União Soviética. Quando um político morria de acidente de carro, já se sabia que era queima de arquivo, segundo o escritor inglês Simon Sebag Montefiore. Ele escreveu a melhor biografia de Stálin, a partir da liberação de documentos secretos.

O livro está disponível no Brasil pela Editora Companhia das Letras.

11 de Julho - Quarta-feira - 01:43

Copa 2018

Burocracia faz parte da cultura dos dois países

 

 

Os Brics reúnem os países emergentes do chamado terceiro mundo, em termos econômicos. Além do Brasil e Rússia, fazem parte deste grupo a China, Índia e África do Sul. Todos com problemas graves de países pobres e atrasados, mas também com áreas ricas e prósperas. O PIB da China cresce há décadas sem parar, Índia e África do Sul estão mudando a uma velocidade surpreendente, porém o Brasil e a Rússia não têm o mesmo ritmo.

Uma das principais razões é a burocracia absurda que amarra o desenvolvimento econômico. Pior que essa realidade dá margem à corrupção. Quanto mais dificuldades, melhor para os agentes públicos e os políticos venderem facilidades. A origem dessa cultura é o gigantismo do Estado, que interfere na vida das pessoas e empresas. E ainda taxam o que podem, não dá chance para ninguém crescer.

Aqui na Rússia tudo precisa de um papel, de um carimbo oficial, como os cartórios no Brasil. Até em hotéis de famosas marcas internacionais, com sistemas informatizados, são exigidos vouchers (papeis) de diárias, apesar de reservas já pagas. Nada é fácil, tudo é demorado. Para resolver um simples problema no governo, é uma saga sem fim.

O resultado é a fuga de investimentos internos e externos, a redução do turismo, a falta de confiança. Por isso o Brasil e a Rússia crescem menos do que os seus parceiros do Brics. Sem crescimento econômico não há emprego suficiente, não há dinheiro para saúde e educação, não há prosperidade. Russos e brasileiros já não acreditam nos seus próprios países e querem ir embora para um lugar que tenha um futuro garantido, porque o presente não traz mais esperanças

04 de Julho - Quarta-feira - 10:11

Copa 2018

Russos nāo sentem saudades do passado, mas não se iludem com o capitalismo

 

 

Os russos não querem nem ouvir falar em comunismo. Aliás, socialismo! Foram tempos de fome, perseguição, assassinatos. Milhões de pessoas morreram porque eram consideradas inimigas do povo. Ninguém podia escolher sequer a profissão nem onde viver. Faltava tudo para a maioria da população. Somente os camaradas tinham privilégios. Sāo eles que sentem saudades do antigo regime.
Os mais jovens,entāo, nem querem discutir o assunto. Detestam tudo o que vem desta época. Porém, existe um consenso que Stálin transformou um país semi-feudal numa potência mundial, às custas de sangue, suor e lágrimas. É dessa grandeza que muitos sentem saudades, nāo dos tempos de opressão. Daí vem o sucesso do atual presidente, Wladimir Putin, que promete uma Grande Rússia.
Nos anos 90 a vida era mais difícil, não havia nem supermercados, hoje tem um em cada esquina. Embora tenha melhorado bastante, ainda há muita pobreza e diferença social. Hoje, as pessoas podem escolher o que desejam fazer, onde viver, viajar à vontade. Não é uma democracia de verdade, mas aos poucos está avançando. Interessante que os russos não se iludem com o capitalismo, mas acham menos pior do que o socialismo. É importante registrar que as conquistas sociais no Ocidente só aconteceram graças à ameaça socialista.
A URSS quebrou porque nāo conseguiu bancar o gigantismo do Estado, entre outras razões. Fora a questão econômica, eles sāo como todo ser humano. Querem liberdade e viver com dignidade. Por isso eles nunca mais vāo aceitar o socialismo ditatorial.
 
 

Confira a minha viagem na Copa com muitos vídeos e fotos:

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