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Esportivamente por Daniel Ottoni
10 de Janeiro - Quinta-feira - 11:35

Entrando na rota

Melhor ciclista brasileiro de todos os tempos vai 'assinar' a pista; ideia da organização é aproveitar momento histórico do atleta fluminense


Avancini conseguiu vários resultados históricos para o Brasil em 2018, como ter chegado à vice-liderança do ranking mundial (crédito: Fábio Piva)


A tradicional Copa Internacional Michelin de Mountain Bike terá uma importante mudança na sua primeira etapa. Nos últimos anos, Araxá carimbou seu nome como cidade que abria a temporada. Para 2019, uma alteração na sede da primeira etapa está prestes a ser confirmada. Sai a cidade de Dona Beja e entra Petrópolis, cidade natal de Henrique Avancini, atleta brasileiro que tem feito história na modalidade, colocando o Brasil em lugares nunca antes alcançados, como o segundo lugar no ranking internacional e campeão mundial de maratona.

A ideia é aproveitar o bom momento e a força do nome do brasileiro para impulsionar fãs e apoiadores para que a etapa seja um sucesso, como Araxá fez muito bem nas temporadas anteriores. Avancini participará ativamente da montagem da pista, em uma região que ele conhece muito bem.

"A pista terá assinatura dele e queremos dar a oportunidade dos amantes da bike visitarem sua cidade. Estamos unindo nossos conhecimentos com o maravilhoso momento que o Avancini está vivendo mundialmente", afirma Rogério Bernardes, organizador da prova.

“Receber a Copa Internacional em minha cidade é muito especial. Essa competição foi um dos principais meios para meu desenvolvimento e crescimento profissional. Fico feliz em aproveitar o bom momento que vivo para me envolver contribuindo com o evento e, de uma certa forma, agradecer por tudo que a Copa fez e faz pelo nosso MTB. Com certeza será uma etapa marcante", projeta Avancini.

A cidade mineira está confirmada como única das Américas com uma super pontuação e terá condições especiais para os participantes dos quatro continentes por reunir provas diferentes, como maratona, contra-relógio, short track e o cross country olímpico, com as disputas valendo pontos no ranking da União Ciclística Internacional (UCI).

A ideia de inserir Petrópolis no roteiro pode ser uma bela sacada de Rogério, que já havia tirado um 'coelho da cartola' no final de 2018, trazendo para Congonhas prova na modalidade Eliminator que contou como etapa final da Copa do Mundo da UCI. Foi a primeira vez que uma cidade da América Latina recebeu um evento internacional de Eliminator.

Bernardes segue pensando alto e sua ideia é trazer para o Brasil uma etapa do Mundial de cross country olímpico. O sucesso almejado na etapa de Petrópolis pode ajudar com que a cidade entre na lista de opções para receber o evento em alguns anos, caso tudo dê certo. Um fator logístico que é favorável são os 60km entre a cidade e o aeroporto do Galeão.

 

09 de Janeiro - Quarta-feira - 16:25

De fora

Equipe dependia de autorizações da FIVB e da entidade caribenha para ter jogador à disposição no torneio de acesso


Abrahan (camisa 12) terá que buscar destino internacional para seguir jogando (crédito: Fred Magno)


Poucas, mas importantes mudanças no time do Lavras Vôlei, que já se prepara para a Superliga B. O ponta Vini, que ajudou na campanha do acesso à segunda divisão, logo rumou para Maringá, que disputa a elite do vôlei nacional. Uma notícia que pegou a diretoria de surpresa foi a impossibilidade de inscrição do ponta cubano Abrahan. A presença do jogador precisaria de autorização não somente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), mas também da Federação Cubana.

E a entidade do país caribenho brecou as expectativas. "A informação que tivemos é que ele precisa cumprir mais um período em Cuba. Liberamos o jogador para buscar uma liga que tenha parceria com a Federação Cubana", afirmou Flávio Pereira, diretor-esportivo do Sada Cruzeiro, principal parceiro do Lavras.

Para o lugar de Abrahan, o Lavras contratou Antony, que deixou o JF, outro time que representa Minas Gerais no torneio de acesso. Antony se destacou pelo time da Zona da Mata no Mineiro. O Lavras estreia na Superliga B no dia 24 de janeiro, em casa, contra o Botafogo. São José Vôlei-SP, APAV Vôlei-RS (Ex-Canonas), Apan Blumenau-SC, UPIS-DF e Anápolis-GO completam a lista de participantes do torneio.


 

27 de Dezembro - Quinta-feira - 10:00

Referências por todos os lados

Convite para cobrir evento colocou dezenas de personalidades do esporte logo ali, precisando me redobrar para dar conta de tudo que gostaria de fazer

 

Pra onde olhava, aparecia uma grande estrela do esporte olímpico do Brasil, desta e de outras gerações (crédito: Wander Roberto - COB)


Envolvido diretamente com os esportes especializados e olímpicos nestes sete anos de jornal O Tempo, foi somente em 2018 que tive o privilégio de cobrir o Prêmio Brasil Olímpico, que homenageia personalidade do esporte brasileiro que fizeram bonito neste ano que se encerra. Foi um bate-volta sem muito tempo de fazer algo diferente, como muitos repórteres certamente gostam. Afinal, estava incumbido de escrever para impresso e portal, gravar materiais para a rádio Super, alimentar redes sociais e ainda voltar com conteúdo de 'gaveta', para um futuro breve. O convite do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) mostra que a turma também está de olhos abertos para outras praças, saindo do tradicional Rio de Janeiro e São Paulo, tendo sido muito válido pela experiência, pelos contatos e por algumas situações que aconteceram. Além de mim, estiveram presentes jornalistas de Fortaleza, Porto Alegre e Brasília.

Claro que eu sabia que 'trombaria' com muita gente bacana do esporte, mas só fui me dar conta disso quando, em traje de gala, peguei o elevador. No meio do caminho, recebo a companhia de uma moça alta e muito elegante, que atende pelo nome de Hortência. Ao lado da rainha do basquete, tive aqueles poucos segundos de 'climão de elevador', e preferi não esboçar nada, nem mesmo o 'que calorão hein?'. É aquela ideia de que 'quando não se tem certeza absoluta do que vai fazer, melhor ficar quieto'. Admito que perder a vergonha é essencial em muitos momentos, mas neste especificamente preferi preservá-la.

Esperando pela van que nos levaria para o local do evento, vi um telão do luxuoso hotel passando as penalidades entre River Plate e Al Ain, pelo Mundial de clubes da FIFA. Sentado tranquilamente, comendo um sanduíche, Bruno Fratus, um dos velocistas mais importantes da natação brasileira. Enquanto aguardávamos, chega a informação de que ainda não havia descido um rapaz que iria no carro com a gente. Depois de algum tempo, ele desce. Nada menos do que Vanderlei Cordeiro de Lima, maratonista medalha de bronze na Olimpíada de Atenas, que entraria no Hall da Fama do COB minutos depois.

Faz parte da nossa rotina entrevistas e contatos diretos com algumas das personalidades mais importantes do esporte do Brasil e do mundo. De alguma forma, aprendi a ver isso de forma natural. Mas, em alguns momentos, a ficha demora pra cair, nos esforçando a recobrar a boa postura em prol do jornalismo bem feito. Já no evento, foi a hora de tentar transitar em meio a tanta gente que fez muito pelo esporte olímpico brasileiro: Torben Grael, Sandra Pires, Jackie Silva, Ana Marcela Cunha, Isaquias Queiroz, Renan dal Zotto e por aí vai...

Bastava olhar para qualquer lado para um personagem daqueles aparecer e bater aquela vontade de já ligar o gravador e sair em sua direção, antes de uma outra referência aparecer em seguida. Foi preciso foco porque sorte tinha de sobra. Claro que voltei pra casa lamentando por não ter conseguido entrevistar todo mundo que gostaria. Isso seria humanamente impossível. Mas fico grato pela oportunidade e experiência e também por ter retornado com materiais que já estão sendo bem aproveitados. Em traje de gala, foi um desafio a mais dar conta de mochila cheia, telefones, fios, conexões e dos nunca esquecidos bloquinhos e canetas. Nem suei! Da próxima vez, estarei mais esperto para dar conta de tudo!

 

 

 

02 de Dezembro - Domingo - 07:31

Missão cumprida!

Com a certeza de ter dado meu melhor, encerro mais uma cobertura especial que entra na lista de experiências memoráveis

Encontros e reencontros foram inevitáveis em um Mundial cheio de estrelas



É engraçado ver como, quando o 'bicho está pegando', a gente não se dá conta das coisas. Somente quando chegamos no hotel pra jantar e entre uma saideira e outra, ainda com a adrenalina 'fervendo', mas já mais tranquilo, é que a ficha começa a cair. Da oportunidade que aparece mais uma vez, do privilégio de ter recebido um convite pra poucos pela FIVB e dos contatos que aparecem em sequência.

Com delegados, jogadores, juízes, torcedores, jogadores e treinadores de alguns dos maiores times de vôlei do mundo.Sempre penso como muitos gostariam de estar no meu lugar. É preciso agradecer muito pela oportunidade.

Lembranças e uma experiência que vão pro resto da vida, que ninguém tira. Entre entradas pra rádio (chegaram a ser quatro por dia), matérias para portal, duas páginas inteiras para o impresso, lives para Facebook, Instagram e muitos posts em tempo real nas redes sociais, sobrou pequeno tempo para conhecer um pouco das duas cidades que pude conhecer (Rzeszów e Częstochowa ). Vale lembrar do episósio de mala perdida que nos tira do sério, forçando uma obrigação extra em meio a tudo isso, longe de casa, sozinho, com pouca gente pra dividir experiências e desabafar a qualquer momento. 

Em um frio que chegou a bater os -11, tinha hora que eu preferia ficar no quarto do hotel, guardado e mais tranquilo, vendo TV com canais locais que eu nada entendia, somente pelo fato de poder descansar e recuperar parte da energia. Sabia que não demoraria para voltar ao computador, no hotel ou ginásio, e a labuta começar de novo. Em meio disso tudo, tira casaco, luva, cachecol, luva e gorro, põe de novo, tira mais uma vez...

Cansa, mas dá um prazer enorme e não me vejo no direito de reclamar de absolutamente nada. A experiência no Mundial do ano passado foi importante, principalmente para saber falar bom dia e obrigado em polonês...rs...

Já conhecia boa parte dos presentes no torneio, de como funciona a organização e, também, do jeito do povo polonês de ser. Observadores, desconfiados e metódicos, como boa parte dos europeus.

É preciso saber que eles têm uma forma bem diferente da nossa e que o estranho no ninho somos nós e não eles. Era curioso como a gente começa a se policiar pra fazer muita coisa, sempre na certeza de que estamos sendo observados e interpretados por tudo e mais um pouco.

Um crescimento pessoal e profissional que seguirei levando e que será útil em cada cobertura que eu faça, seja no Riacho ou aqui mesmo na Polônia no ano que vem. Seria muito legal retornar para o terceiro ano seguido neste país frio, mas que já ganhou um espaço na minha memória e no meu coração.

Dziękuję, Polska! Do zobaczenia! (Obrigado, Polônia! Até a próxima!) 

26 de Novembro - Segunda-feira - 03:44

Perrengues

'Dura' da PM e mala extraviada abrem os trabalhos antes da bola subir



A alegria de ver essa placa não demorou a passar instantes depois 



Algumas situações parecem acontecer para nos testar e elas serão boas de serem contadas assim que tudo passar. Até lá, a gente tentar lidar da melhor forma.

Não bastando as quase 40 horas entre saída de casa em Belo Horizonte até a chegada em Rzeszow, no interior da Polônia, a mala com quase todas as roupas para encarar o frio europeu não apareceu. Ficou em Lisboa no meio do caminho. Até aqui, sem retorno de email e ligações para a companhia aérea. Menos mal que o hotel conta com uma espécie de secador de roupas para ganhar algum tempo antes de ser obrigado a comprar algumas peças. O problema será o excesso de peso em uma mala que já veio no limite do Brasil.

Não tenho outra alternativa a não ser focar no trabalho que vim fazer, cobertura para rádio, impresso, portal e redes sociais da presença do Sada Cruzeiro neste Mundial de clubes de vôlei masculino 2018. A experiência de ter vindo no ano passado ajuda de alguma forma, mas para algumas situações ela de pouco adianta.

Um 'bem-vindo' plus na chegada à Polônia foi uma abordagem da Polícia, desconfiada por algum (ou alguns) motivo (s) que não quiserem me dizer. Por sorte, estava com tempo para o último embarque em um avião de hélice que nem fez meu medo de avião aparecer. Mostrei passaporte, documentos, bilhetes de embarque desde o Brasil, troca de emails com a FIVB confirmando meu credenciamento e respondi a algumas perguntas antes de ser liberado. O inglês aqui não é coisa muito comum como eu imaginei e isso pode ser um dificultador em alguns momentos.

Vou preferir não reclamar e sim fazer o que estiver ao meu alcance. Gasto de energia desnecessária em uma hora dessa é tudo que não preciso.

16 de Novembro - Sexta-feira - 15:15

Orgulho em fazer parte

Sugestão das Forças Armadas foi atendida por jogadores e jogadoras, que fazem questão de retribuir ajuda que recebem como salários, 13º e estrutura médica e física

Da Superliga Feminina, outras atletas também atenderam ao pedido, caso da oposta Bruna Honório, do Minas (crédito: Orlando Bento)





Um detalhe diferente tem chamado atenção de um olhar mais apurado durante os jogos da Superliga masculina e feminina, que acabaram de começar. Muitos jogadores, ligados ao Exército, têm usado a marca da corporação em um dos braços. A imagem é um adesivo, uma espécie de 'tatuagem' e demontra a gratidão que os atletas tem por toda ajuda recebida.

Na Olimpíada, o sinal de continência que muitos atletas brasileiros faziam, nos pódios, gerou controvérsias. Muitos pensavam que não se deveria misturar o país com a instituição e o assunto deu 'pano pra manga'. Os gestos já haviam aparecido no Pan de Toronto. Vale lembrar que o Comitê Olímpico Internacional (COI) proíbe qualquer manifestação política ou militar. A entidade internacional, no entanto, não vê a continência como um gestor militar, o que acabou não gerando punições para os brasileiros nos Jogos do Rio de Janeiro. 

"Foi uma sugestão que recebemos. Como no uniforme não é possível, foi uma alternativa encontrada. Pra mim, é um orgulho demonstrar que faço parte das Forças Armadas", comenta o ponta Piá, do Fiat-Minas, que ocupa o cargo de 3º Sargento.

O oposto Alemão, do São Judas Vôlei-SP, é outro que pretende usar a marca. "Estou terminando de bordar a marca no manguito (proteção para o antebraço) que uso. Acho muito bacana usar a imagem da instituição que nos dá um suporte, forcendo boa estrutura de trabalho e ajudando em uma pré-temporada de nível internacional. É uma maneira de retribuirmos todo este incentivo", conta o atacante e soldado. Da Superliga feminina, outras atletas também atenderam ao pedido, caso da oposta Bruna Honório, do Minas.

 

29 de Outubro - Segunda-feira - 16:51

Você por aqui?

Velhos conhecidos voltam a se ver, graças à mais nova competição continental




Oposto venezuelano Rodriguez esteve junto de Henrique Furtado, hoje assistente do Sada Cruzeiro, no Juiz de Fora, na última temporada (crédito: Divulgação - Ciudad Voley)

O mundo do esporte dá voltas e reencontros são inevitáveis. No vôlei, isso acontece com uma grande frequência e velhos amigos ou adversários estarão novamente na mesma quadra nos quatro jogos que acontecerão no Riacho, nesta terça e quarta, pela Libertadores. Os jogos serão entre Bolívar e Sesc, às 18h30 e Sada e Ciudad, às 21h30. Na quarta, os horários são mantidos e os adversários invertidos. Todos os jogos terão transmissão ao vivo pelo Facebook do Sada Cruzeiro. Estarei nas reportagens. 

Confira alguns dos reencontros programados:

Emerson Rodriguez e Henrique Furtado - oposto e treinador trabalharam juntos, na última temporada, no JF Vôlei, na campanha que rebaixou o time da Zona da Mata para a Superliga B. Henrique tinha Emerson como uma das principais referências do jovem elenco que tinha em mãos.

Marcelo Mendez e argentinos - velhos conhecidos do técnico do Sada Cruzeiro estarão no Riacho. A começar pelo técnico Javier Weber, do Personal Bolívar. Mendez tem boa relação com muitos jogadores das Águias, a exemplo do líbero Gonzalez. Quando estava em seu período de formação, o jogador, então treinador
por Mendez, foi convencido a persistir na carreira em um momento de algumas dúvidas.

Escobar e Madaloz diante do Sada Cruzeiro - os ex-minastenistas enfrentaram o Cruzeiro por diversas vezes e sempre tiveram muitas dificuldades diante do
hexacampeão brasileiro. O cubano, do Minas, foi para o Japão e chegou a fazer pré-temporada no CT do Sada. 

Loser, Martínez e Ciudad - o jovem central e o ponteiro se destacaram pelo Ciudad na última temporada e, na atual, foram contratados pelo Personal Bolívar, que enxergou grande potencial nos atletas, que já fazem parte da seleção argentina.

Opostos do Sesc-RJ e Sada Cruzeiro - o oposto Wallace, da seleção brasileira, defendeu o Cruzeiro por sete anos, onde teve algumas das maiores alegrias da carreira, como títulos mundiais e da Superliga. Situação semelhante á do oposto PV, que hoje também defende o Sesc-RJ.
 

Escobar teve boa passagem pelo Japão antes de retornar à América do Sul (crédito: Lincon Zarbietti)
 

16 de Outubro - Terça-feira - 16:11

Oscilou demais

Time não conseguiu se encontrar no campeonato e teve desempenho abaixo, mesmo contra times que não estavam no mais alto escalão

 

Tandara consola Gabi após um sétimo lugar, que deixa título inédito para uma próxima oportunidade (crédito: FIVB Divulgação)

Imaginei que seria improvável que a seleção brasileira feminina de vôlei fosse muito longe no Mundial. Foram várias as situações que o técnico José Roberto Guimarães precisaria contornar para fazer o time chegar 'redondo' no campeonato mais importante do ano ou que atingisse este patamar no decorrer da competição.

Natália estaria em boas condições somente após algumas partidas, ainda se recuperando de cirurgia no joelho. Mesma situação da central Thaisa, que pouco jogou. Dani Lins voltava a jogar após gravidez. Além disso, o time já havia apresentado oscilações nos torneios de preparação, principalmente quando enfrentava um time de melhor nível.

Não foi complicado se classificar em uma primeira fase diante de equipes bem inferiores como Quênia, República Dominicana e Porto Rico. Na segunda fase, os pontos fracos ficaram evidentes, mesmo diante de equipes que não estavam no mais alto escalação. Um set perdido para o México e uma derrota no tie-break para a Alemanha não estavam no planos. O Brasil chegou a vencer a Holanda, que agora se garante nas semifinais, mesmo com os vários altos e baixos que insistiram em aparecer na atual temporada. A coisa complicou quando o time foi obrigado a vencer as donas da casa do Japão, por 3 a 0, no último jogo.

O primeiro set era praticamente brasileiro (22 a 17 e 23 a 19), quando novas oscilações foram castigadas com uma derrota que fez os sets seguintes adiantarem pouco. Para mostrar dignidade, o Brasil lutou até o fim para vencer uma partida e se despedir com um sabor amargo.

Para brigar de frente em um Mundial, é preciso chegar bem e mostrar evolução. Nem uma coisa nem outra aconteceram e os resultados falam por si só. Sou a favor da permanência de Zé Roberto no comando e seu currículo fala, por si só, sobre sua capacidade. Não vejo outro nome em condições de substituí-lo neste momento. A hora, agora, é de 'juntar os cacos', rever situações que não deram certo e pensar em renovações para um ciclo olímpico que já está em sua metade. Algumas posições carecem de mudanças para que uma maior chance de sucesso apareça em curto, médio e longo prazo. 

04 de Outubro - Quinta-feira - 20:16

ALÉM DA EXPECTATIVA

Presença na final mostrou potencial de um time que cresceu na hora certa na competição; evolução de Douglas Souza foi fundamental na caminhada




William teve trajetória curta e de sucesso no tme nacional; Kadu (ao fundo) é um dos que deve ter sequência (crédito: Divulgação FIVB)


A medalha de prata da seleção brasileira masculina de vôlei, no Mundial, foi muito além do que eu esperava. Não via o Brasil entre os principais candidatos antes do torneio começar. Talvez, o fato de 'correr por fora' pode ter sido útil ao time do técnico Renan Dal Zotto, que ganhou 'corpo' com o decorrer dos jogos. O crescimento ao longo da competição fez a diferença para uma campanha até a grande decisão. Boas posturas contra Rússia e Sérvia mostraram o nível de maturidade atingido, algo que havia falto, até pouco tempo atrás, em momentos decisivos. 

A evolução do ponta Douglas Souza foi notável e teve seu peso para fazer a equipe ir longe. Não esperava um desempenho tão regular do jogador do Taubaté, que retorna para o Brasil em patamar diferente do que saiu. O técnico Daniel Castellani terá uma boa dor de cabeça para escolher sua dupla de titulares, com Lucarelli e Conte como opções. 

O mesmo pode-se dizer de Maique, líbero do Minas. Maior surpresa entre os chamados, sua presença em quadra surpreendeu o próprio jogador. Não bastando entrar, ele foi bem e mostrou serviço em alguns dos jogos mais importantes no Mundial. "Foi inexplicável tudo que aconteceu, estive em um torneio de visibilidade internacional e isso abre muitas portas. Participar de um torneio deste tamanho, com apenas 21 anos, tem extrema importância na minha carreira. Agora é hora de seguir o trabalho", conta.

A prata teve sabor de ouro para um time que chegou um tanto quando desacreditado e terminou surpreendendo muita gente, a mim inclusive (com muito gosto!). Foi a reta final de jogadores como William e Lipe. Eles agora saem de cena para dar chances para outros atletas que pedem passagem. Uma pena William, como toda sua qualidade, ter tido poucas chances na seleção. Sua trajetória no time nacional foi curta e vencedora. Para a sequência, é hora de olhar novos potenciais e seguir o caminho de fazer valer o peso de uma tradição, que mostra-se diferenciada mesmo quando muita coisa aponta em outra direção.  

24 de Setembro - Segunda-feira - 13:43

Caindo na água

Evento no Alphaville abre espaço para mineiros estarem mais próximos de modalidades que acontecem ali há mais de 70 anos

Quedas caíram bem em dia de calor (crédito: BS Fotografia)

Ter a oportunidade de ser um repórter de esportes especializados não significa contato com muitas das modalidades que gostaria. Oportunidades que aparecem precisam ser aproveitadas. Por isso, não pensei duas vezes antes de aceitar convite da Corona e também da organização do evento para comparecer ao Na Praia BH, evento que transforma a Lagoa dos Ingleses em um lugar para descanso, diversão e prática de esportes que o público não conhece muito bem. Até o dia 14 de outubro, o Na Praia acontece. Vendas e informações por aqui.

Neste domingo, tive a chance de ter uma breve aula de stand up paddle, antes de subir na prancha com o remo em mãos. Testando o equilíbrio, consegui dar algumas remadas e pegar o jeito da coisa. As três quedas na água caíram bem em um dia de calor e me fizeram perceber que é preciso uma boa dose de concentração para se manter em pé e em movimento por muitos metros.

Logo depois, foi a vez de andar em um pequeno veleiro. O que poderia ser um simples passeio se transformou em uma conversa de mais de uma hora com Rafael Machado, que está no ramo há muitos anos e tem a Lagoa dos Ingleses como sua segunda casa. Foi mais do que natural falar das classes de vela, da presença do esporte em Minas Gerais e no Brasil e de como muitos nem sabem que ali acontecem aulas de outros esportes, como remo, canoagem, wind surf e wakeboard.


               Local é polo de esportes náuticos, como vela, remo e canoagem (crédito: BS Fotografia)


Para quem não sabe, Minas Gerais conta com outros lugares interessantes para se velejar como Juiz de Fora e Lapinha da Serra, na região da Serra do Cipó. Lagoa Santa é outra referência, até por ser o local de treinamento da seleção brasileira de remo. A união das modalidades na Lagoa dos Ingleses motivou a criação da Amen (Associação Mineira de esportes náuticos), que tem Rafael como vice-presidente. O tempo passou rápido com a certeza de um novo conhecimento de um esporte que eu conhecia, praticamente, só de nome. Pude saber um pouco mais das diferenças entre os barcos, além de outros assuntos fundamentais como vento e conhecimento de navegação.

Enquanto a conversa fluía, uma etapa do Campeonato Mineiro da classe Laser acontecia a poucos metros dali. Jovens entre 7 e 15 anos também podem entrar neste meio com as aulas de iniciação. Um curso de 10 horas é suficiente para dar os primeiros 'passos'.

Para quem não sabe, a Lagoa dos Ingleses é um polo de esportes náuticos há mais de 70 anos e reúne boas condições para a prática de muitos esportes em virtude da água lisa e plana e de poucas marolas. O vento pode fazer falta em alguns momentos, mas não é impeditivo nenhum para que ali se possa adquirir gosto por um novo esporte, bem diferente dos outros que os mineiros estão mais acostumados a praticar e acompanhar.