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Sala de Recepção - A casa do Samba
Zu Moreira
19 de Dezembro - Quarta-feira - 14:18

O choro de Belo Horizonte amanheceu triste com a partida do violonista de sete cordas, Raimundo José dos Reis, o querido Bolão (96 anos). Além de exímio instrumentista (também tocava saxofone), ele era o dono do Bar do Bolão, que mantém a tradição de oferecer ao público uma roda de choro todas as quintas-feiras, desde 1992.

Nascido em 28 de maio de 1922, na cidade de Diamantina, veio trabalhar em Belo Horizonte a convite de Juscelino Kubistchek, tornou-se uma das referências do choro na capital mineira e tem no currículo ainda o fato de ter acompanhado o poeta Cartola. Bolão faleceu vítima de insuficiência respiratória, por volta das cinco horas da manhã desta quarta-feira (19/12), no bairro Padre Eustáquio, zona oeste da cidade,


“Meu pai teve uma passagem bem tranquila, na casa onde mora, ao lado dos filhos e da família”, disse Haroldo Ilen dos Reis, um dos cinco filhos de Bolão.

Pelas redes sociais, vários amigos e músicos lamentaram a morte do Mestre. “Muito obrigado por tudo, seu Raymundo, muito obrigado por tudo, meu amigo e professor, Bolão!”, postou o cavaquinhista Warley Henrique, um dos principais talentos da nova geração do choro, que durante anos fez parte da roda do Bar do Bolão, às quintas-feiras.

O violonista Silvio Carlos conheceu Bolão ainda na década de 1980. “O apelido que ele tinha era de infância, porque era grande jogador de futebol. O Bolão sempre foi uma pessoa amável, carinhosa e disponível. Tocava o violão sete cordas sem inverter as cordas uma vez que era canhoto. Tinha uma forma peculiar de tocar violão”, afirma Sílvio.

Ele conta que a roda de choro no Padre Eustáquio nasceu, no início da década de 1990, de um convite de Bolão para que ele e Ausier Vinicius, dono do Pedacinhos do Céu, fizessem uma reunião de chorões no bar recém-inaugurado. Alaíes (pandeiro) Ildeu Vilanova (bandolim), Zito (pandeiro), Seu Mozart (violão), José Carlos (cavaquinho), Jonas Cruz (bandolim), Sampaio (Trombone de vara), entre outros, eram frequentes nas rodas.

“Bolão foi muito importante para o movimento do choro. O bar era um ponto de encontro de várias gerações de chorões, tendo ele como o mais velho. Os jovens que hoje tocam choro pelos bares da cidade iam aprender com a gente lá. Foi no Bolão também que criamos o Clube do Choro de Belo Horizonte. Somos a terceira capital do choro no país, tanto em número, como pela qualidade e importância dos músicos, e sem dúvida o Bolão tem sua contribuição nisso”, garante Sílvio.

“Outro fato marcante era que Bolão presenteou todos os amigos com instrumentos musicais, pandeiros, violões, cavaquinhos, maioria dos músicos ligados a ele receberam presentes musicais”, completa.

Na década de 1970, Bolão conheceu o sambista Cartola, que segundo o próprio mineiro, chegou a frequentar sua casa, na rua Vila Rica. “O Bolão sempre foi amigo dos músicos”, atesta Sílvio Carlos. Em 2008, Bolão recebeu homenagem do projeto Choro Livre, ao lado de outras grandes figuras do gênero, como Paulo Moura, Ausier Vinícius, Seu Mozart, entre outros.

O velório está previsto para às 16 horas, na Funerária Metro Paz (Av. Contorno, 3.000, Pça Floriano Peixoto, Sta Efigênia) até a meia-noite. Depois o corpo sairá direto para Diamantina onde será enterrado às 10 horas de amanhã. 

19 de Dezembro - Quarta-feira - 14:14

O choro de Belo Horizonte amanheceu triste com a partida do violonista de sete cordas, Raimundo José dos Reis, o querido Bolão (96 anos). Além de exímio instrumentista (também tocava saxofone), ele era o dono do Bar do Bolão, que mantém a tradição de oferecer ao público uma roda de choro todas as quintas-feiras, desde 1992.

Nascido em 28 de maio de 1922, na cidade de Diamantina, veio trabalhar em Belo Horizonte a convite de Juscelino Kubistchek, tornou-se uma das referências do choro na capital mineira e tem no currículo ainda o fato de ter acompanhado o poeta Cartola. Bolão faleceu vítima de insuficiência respiratória, por volta das cinco horas da manhã desta quarta-feira (19/12), no bairro Padre Eustáquio, zona oeste da cidade,


“Meu pai teve uma passagem bem tranquila, na casa onde mora, ao lado dos filhos e da família”, disse Haroldo Ilen dos Reis, um dos cinco filhos de Bolão.

Pelas redes sociais, vários amigos e músicos lamentaram a morte do Mestre. “Muito obrigado por tudo, seu Raymundo, muito obrigado por tudo, meu amigo e professor, Bolão!”, postou o cavaquinhista Warley Henrique, um dos principais talentos da nova geração do choro, que durante anos fez parte da roda do Bar do Bolão, às quintas-feiras.

O violonista Silvio Carlos conheceu Bolão ainda na década de 1980. “O apelido que ele tinha era de infância, porque era grande jogador de futebol. O Bolão sempre foi uma pessoa amável, carinhosa e disponível. Tocava o violão sete cordas sem inverter as cordas uma vez que era canhoto. Tinha uma forma peculiar de tocar violão”, afirma Sílvio.

Ele conta que a roda de choro no Padre Eustáquio nasceu, no início da década de 1990, de um convite de Bolão para que ele e Ausier Vinicius, dono do Pedacinhos do Céu, fizessem uma reunião de chorões no bar recém-inaugurado. Alaíes (pandeiro) Ildeu Vilanova (bandolim), Zito (pandeiro), Seu Mozart (violão), José Carlos (cavaquinho), Jonas Cruz (bandolim), Sampaio (Trombone de vara), entre outros, eram frequentes nas rodas.

“Bolão foi muito importante para o movimento do choro. O bar era um ponto de encontro de várias gerações de chorões, tendo ele como o mais velho. Os jovens que hoje tocam choro pelos bares da cidade iam aprender com a gente lá. Foi no Bolão também que criamos o Clube do Choro de Belo Horizonte. Somos a terceira capital do choro no país, tanto em número, como pela qualidade e importância dos músicos, e sem dúvida o Bolão tem sua contribuição nisso”, garante Sílvio.

“Outro fato marcante era que Bolão presenteou todos os amigos com instrumentos musicais, pandeiros, violões, cavaquinhos, maioria dos músicos ligados a ele receberam presentes musicais”, completa.

Na década de 1970, Bolão conheceu o sambista Cartola, que segundo o próprio mineiro, chegou a frequentar sua casa, na rua Vila Rica. “O Bolão sempre foi amigo dos músicos”, atesta Sílvio Carlos. Em 2008, Bolão recebeu homenagem do projeto Choro Livre, ao lado de outras grandes figuras do gênero, como Paulo Moura, Ausier Vinícius, Seu Mozart, entre outros.

O velório está previsto para às 16 horas, na Funerária Metro Paz (Av. Contorno, 3.000, Pça Floriano Peixoto, Sta Efigênia) até a meia-noite. Depois o corpo sairá direto para Diamantina onde será enterrado às 10 horas de amanhã. 

12 de Dezembro - Quarta-feira - 15:51

A cantora Giselle Couto recebe nesta quinta-feira (13/12) uma série de artistas para engrossar a roda de samba no Contemporâeno e ajudar a bater a meta da campanha de financiamento do novo CD. Segundo a artista, já estão confirmados vários nomes: Thiago Delegado, Manu Dias, Kelly Kellinda, Marina Gomes, Andinho Santo, Alexis Martins, Fábio Martins, Ana Proença, Gabi Luconi, Maurinho Cruz, Gugu de Souza, Felipe (Magnatas do Samba), Alexandre Rezende, entre outros.

Até o momento, a cantora já arrecadou cerca de R$ 17 mil, mas a meta é chegar a R$ 27 mil até o dia 15 de dezembro, próximo sábado. Então, a sua participação é fundamental para viabiliar o sonho desse talento da nova geração do samba de Minas Gerais!  Se você tem interesse de participar da campanha é só clicar aqui

 

GISELLE COUTO

Quando? Quinta-feira (13/12), a partir das 19 horas 

Onde? Contemporâneo Gastrô Bar - Rua Rio Grande do Norte, 138, Santa Efigênia, BH (região hospitalar)

Quanto? R$ 12

Como pagar? Dinheiro, cartões de débito e crédito.

Informações? (31) 3327-8937

 

 

 

 

02 de Dezembro - Domingo - 22:19

No Dia Nacional do Samba, Belo Horizonte elegeu neste domingo (2/12), em evento oficial da Belotur no Mercado da Lagoinha, região Noroeste da capital,  a Corte Momesca do Carnaval 2019. O trio é formado por Rafael Eduardo José Geraldo (Rei Momo), Nathália Moreno (Rainha) e Raquel Elaine Dutra (Princesa). A premiação neste ano foi de R$ 12 mil para rei e rainha e de R$ 9 mil para a princesa.

"Estamos muito felizes com o resultado desse evento, realizado em uma região que é o reduto do samba e do Carnaval da cidade", disse o assessor da Diretoria de Eventos da Belotur, Márcio Tata.

Além da escolha da nova realeza do Carnaval de Belo Horizonte, o evento contou com a final da 4º Mostra Lagoinha de Composições Inéditas, vencida pelo compositor Ronaldo Coisa Nossa, e show da bateria da escola de samba Canto da Alvorada, campeã do Carnaval de 2018.

Outros destaques foram as apresentações do grupo Conversamba, idealizado pelo Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira que resgata a importância da Lagoinha para a cultura local, e dos Baluartes do Samba, projeto criado recentemente para valorizar o samba mineiro. O grupo reúne os sambistas Fabinho do Terreiro, Nonato, Geraldo Magnata, Bira Favela, Jussara Preta, Gilmar do Cavaco, Lulu do Império, Eduardo Gatão, Simão de Deus, Raimundo do Pandeiro, Paizinho do Cavaco e João de Aquino.

29 de Novembro - Quinta-feira - 18:15

No próximo domingo, 2 de dezembro, vários estados comemoram o Dia Nacional do Samba. Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, onde o movimento tem se fortalecido, não poderia ficar de fora. São mais de 20 atrações de samba e pagode programadas para o último dia do fim de semana. Na Lagoinha, berço do samba de Belo Horizonte, haverá a escolha da Corte Momesca do Carnaval 2019, a finalíssima da Mostra de Composições Inéditas e show com os Baluartes do Samba, formado por Fabinho do Terreiro, Geraldo Magnata, Gilmar do Cavaco, entre outros, com o objetivo de valorizar o sambista mineiro.

No bairro São Paulo, o Curral do Samba, reduto de artistas desde a década de 1980, recebe Serginho Beagá, Lado Raízes, Domingos do Cavaco, Viviane Santos, entre outros, para celebrar o dia mais importante do samba. A cantora Aline Calixto também faz show.

No Buritis, Gustavo Maguá comanda a roda de samba com participações de Aline Calixto e Marquinhos Cruz, na abertura da programação especial do projeto Ô Sorte, em comemoração ao Dia Nacional do Samba.

Outro evento programado é a homenagem ao radialista Acyr Antão, com as apresentações dos grupos Tradição, Pagode do Rei, Oi de Gato, Purarmonia e os convidados Mará do Pandeiro e Felipe Magnatas. No bairro Concórdia, a cantora Cinara Ribeiro é a atração principal do Quintal da Jabu, com um show incrível.

Mas a programação não se restringe ao domingo. No dia anterior, sábado, também há vários eventos. Mestre Conga e a escola de samba Acadêmicos de Venda Nova fazem apresentação gratuita no Parque Lagoa do Nado.  Na Savassi, Heleno Augusto e Dé Lucas recebem convidados em mais uma edição do Samba no Banquinho.

Já na sexta-feira, abrindo os trabalhos, o coletivo Balaio de Bambas, formado por Pirulito da Vila, Bruno Cupertino e os grupos Oi de Gato e Magnatas do Samba, se apresenta e recebe convidados  no encerramento do primeiro dia do Festival Descontorno Cultural 2018, no Mercado da Lagoinha, em clima de gafieira. No centro,  o carioca Diogo Nogueira apresenta no Palácio das Artes o show de 10 anos de carreira.

 

Dia do Samba
A origem do Dia Nacional do Samba tem uma relação com Minas Gerais. A data foi instituto em 1963, pelo vereador baiano Luis Monteiro da Costa, em homenagem ao compositor mineiro Ary Barroso, que era natural de Ubá. Barroso Ary já tinha composto seu sucesso "Na Baixa do Sapateiro", mas nunca havia posto os pés em Salvador (BA). Sua primeira ida à Bahia foi em um 2 de dezembro, passando o Dia Nacional do Samba a ser comemorado sempre nesta data.

Outra versão da origem do Dia do Samba vem do Rio de Janeiro. A data seria fruto do Primeiro Congresso Nacional do Samba, realizado entre os dias 28 de novembro e 2 de dezembro de 1962 no Palácio Pedro Ernesto. Patrocinado pela Confederação Brasileira das Escolas de Samba (CBES), pela Associação Brasileira das Escolas de Samba (ABES), pela Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, pelo Conselho Nacional de Cultura e pela Ordem dos Músicos do Brasil, o encontro produziu a Carta do Samba, em que instituía o Dia Nacional do Samba. O decreto sofreu veto do então governador Carlos Lacerda, mas posteriormente foi aprovado pelo Plenário da Assembleia Legislativa, em 1964.

Confira a programação completa do fim de semana no Agendão do Almanaque do Samba. Clique aqui
 

26 de Novembro - Segunda-feira - 18:03

Por Almanaque do Samba

A convite do Oi Futuro, o samba vestiu seu melhor traje para visitar pela primeira vez o LabSonica, o laboratório de inovação e criatividade do instituto cultural.

O homenageado era o mineiro Geraldo Pereira, sambista símbolo da “malandragem carioca”, representado por um time formado pelos conterrâneos Toninho Geraes, Lucas Fainblat e Marcelle Motta, reforçado pelos talentos de Marina Íris e Nego Alvaro.

Em meio a um ambiente futurista, morada da música contemporânea brasileira, o público foi convidado a fazer uma viagem ao Brasil das décadas de 1940 e 1950, por meio da vida e da obra de um dos mais geniais compositores da MPB. Mas o samba de Geraldo Pereira vai mais além, atual, nos transporta para a realidade do presente.

Sob a direção musical do cavaquinhista Alessandro Cardoso, o “Regional do Almanaque” também entrou em cena com Leandro Saramago (violão), Rogério Siri (flauta e gaita), Netinho Albuquerque (pandeiro) e Marco Basílio (surdo).

 

“O Labsonica é aberto a todos os sons e todos os gêneros e hoje temos o prazer de receber o samba, no mês da Consciência Negra, com uma homenagem aos 100 anos do Geraldo Pereira, recebendo esse projeto incrível que é o Almanaque do Samba”, disse o gestor de Cultura do Oi Futuro, Roberto Guimarães, ao dar boas-vindas ao público presente no edifício do instituto, na rua Dois de Dezembro, no Flamengo, no Rio de Janeiro, na noite da última sexta-feira (23/11).

De fato, foi uma experiência única mesmo. Tanto para os artistas e músicos que se apresentavam de dentro do estúdio, quanto para mim, que fazia a apresentação do pocket show.

O ambiente intimista de estúdio, a iluminação em tons “quentes” e a acústica perfeita proporcionaram as condições ideais para que histórias fossem contadas e músicas apresentadas com qualidade, despertando o interesse do público manifesto em meio a vultos, conversas e aplausos.

O resultado foi sensacional. Uma hora e meia de muita prosa, bem ao estilo mineiro, dança e música de qualidade. Um dia histórico para o samba, que cada vez mais se institucionaliza, se desenvolve e se fortalece, resistindo ao tempo.

Um belo gol do Almanaque do Samba - A Casa do Samba de Minas Gerais, sob a produção de Jacqueline Martins (#colacomigoquetusamba), fotografia de Bete Freitas e apoio de Dercília Souza.

Quem perdeu a transmissão ao vivo da edição especial do Almanaque do Samba no Rio de Janeiro pode conferir na página do Oi Futuro no Facebook. Clique aqui.

 

 

07 de Novembro - Quarta-feira - 13:21

Por Almanaque do Samba

                                                                                                                                         Foto: Luis Evo/Primata Films

 

Uma das principais artistas da nova geração do samba, Giselle Couto lançou nesta semana uma campanha de financiamento coletivo de seu primeiro CD.

"Hoje começa uma nova empreitada. Um passo muito importante para minha carreira. Está no ar a campanha de financiamento coletivo para gravação do meu Cd. Em 2016, gravei um EP com 5 faixas autorais, que me deu muitas alegrias e depois de dois anos trabalhando esse disco, chega a hora de um projeto novo. E você, vai ser peça importante para que esse projeto aconteça", afirmou ela nesta segunda-feira (5/11), em postagem no Facebook.

A pessoa interessada em participar da campanha terá várias recompensas. A meta é arrecadar R$ 27 mil até 15 de dezembro.

Até o fim da campanha, Giselle Couto planeja várias ações para a divulgar a ação, incluindo participações em rodas de samba e choro pela cidade.

Acesse a plataforma www.catarse.me/gisellecouto e saiba tudo sobre a campanha.

 

 

 

05 de Novembro - Segunda-feira - 12:41

Por Almanaque do Samba

Templo do samba do Rio de Janeiro, a quadra do Cacique de Ramos recebeu, no primeiro dia de novembro, fãs, amigos e parentes do mineiro mais carioca das rodas de samba: Toninho Geraes.

Autor de clássicos da música popular brasileira (um exemplo é Mulheres, gravada por Martinho da Vila) e compositor de hits ou hinos do samba (Seu balancê, Se a fila andar, Alma boêmia e Preceito), o artista fez show de gravação de seu primeiro DVD, intitulado Tudo que sou.

O registro resume mais de 35 anos de atividade do sambista, que vive um dos seus melhores momentos na carreira.

Sob a direção musical de Alessandro Cardoso, e com time de músicos reforçado pelos mineiros Fernando Bento e Robson Batata), Toninho Geraes comandou o público por mais de três horas, fazendo o que mais gosta: cantar. Foram 20 músicas selecionadas.

Descontado o desgaste com as inúmeras paradas em função da parte técnica do trabalho audiovisual, o público respondeu à altura o chamado e contribuiu ao dar aquele clima descontraído a roda, bem ao estilo do autor de Uma prova de amor .

O show contou com as participações especiais de Xande de Pilares, Marcelle Mota e Ana Clara. A abertura do espetáculo foi feita pelo mestre Bira Presidente, que não poupou elogios à cria da Casa. Outro que também se destacou foi o coreógrafo Carlinhos de Jesus, esquentando a roda com seus passos de dança de salão.

Depois de um início de semana conturbado devido à polêmica com Anderson do grupo Molejo por conta das eleições presidenciais, Toninho Geraes abre os trabalhos para os festejos de fim de ano, com energia renovada, graças ao carinho de quem o admira, à proteção da Tamarineira e às bênçãos de São Jorge.

Tudo certo, Geraes.

23 de Outubro - Terça-feira - 12:38

Olá, amigos e amigas do portal! Depois de um longo período de ausência, estamos aqui de volta com a missão de retomar os assuntos e temas referentes ao samba. O assunto do momento é o segundo turno das eleições e a polarização entre as preferências eleitorais está cada vez mais acirrada. Como é de praxe, nesses momentos artistas e personalidades se posicionam a favor ou contra certa candidatura. 

Nesta quinta-feira, vai rolar um movimento nacional de sambistas em prol da democracia. Aqui em Belo Horizonte, a roda vai ser na Praça Sete, a partir das 15 horas, com a presença de vários nomes do samba montanhês: Marina Gomes, Fernando Bento, Dé Lucas, Nanda Bento, Lico, Tico Percussão, Alexandre Rezende, Rafael Soares, Bobô da Cuíca, Lucas Fainblat, Sérgio Pererê, Zanarth, Fran Januário, Heleno Augusto, Dudu Nicácio, Ramis, Pakinha, Manu Dias, Betinho Moreno, Cabral, Kellynda, Willian, Carlos do Tambor, Carlos Felipe, entre outros que ainda devem confirmar presença.

O samba sempre foi e sempre será um ato de resistência. Em um cenário nebuloso, com riscos reais à democracia e à perda dos direitos humanos, a união dos sambistas é uma forma de resistir a desmandos e alertar a população sobre a ameaça de governos autoritários. 

 

 

 

 

 

 




 

05 de Dezembro - Terça-feira - 14:00

Samba da Criação é um dos principais projetos do gênero em curso na capital mineira. Além de contar com um time de peso (Gabriel Goulart, Alexandre Rezende, Fernando Bento, Giselle Couto, Rodrigo Martins, Pedro Lopes, Marina Gomes e Tiago Ramos), o projeto permite ao autor (a) apresentar ao público suas composições, muitas inéditas, em uma roda de samba bem intimista.

É um foco de resistência em meio ao turbilhão de clichês que cercam o movimento. Ali não há lugar para a mesmice, o mais do mesmo, que a maioria das rodas da cidade oferece.

Para fechar o ano, o Samba da Criação recebe o coletivo de sambistas Reduto de Compositores Vários Dons para uma apresentação no Espaço Cultural Casa d@ Jornalista, nesta quarta-feira (6/12), a partir das 20h. A casa abre às 19h e o ingresso custa R$ 15.

“Este é o 13º show do projeto Samba da Criação, cujo objetivo é fortalecer as batucadas e os poetas mineiros. Sem deixar de reverenciar os mestres da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e de outras partes do Brasil, Samba da Criação afirma que em Minas se faz bom samba e quer fazer jorrar a fonte mineira. Nesse projeto, só se toca samba de Minas Gerais”, diz o release de apresentação do projeto.

Coletivo - Formado em 2017, o Reduto de Compositores Vários Dons segue uma estrutura que vem se tornando tendência na cena autoral do samba mineiro: os coletivos. Ele reúne as mais diversas características e pluralidades, desde as naturalidades de seus integrantes – há compositores de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo – até a formação do próprio nome, inspirado na canção “Vários Dons”, de Evandro Mello, um dos fundadores do grupo.

Em seus periódicos encontros, Reduto prima pela manutenção da melhor linhagem do samba. Seus integrantes são: Betinho Moreno, Bruno Cupertino, Evandro Mello, Ítalo Batista, Junho de Sousa, Nelson Peão, Rafa di Souza, Tito Amorim e Vinícius Mineiro.

 


Samba da Criação com o Reduto de Compositores Vários Dons

Dia: 6/12/2017

Horário: 20h (abertura da casa: 19h)

Local: Espaço Cultural Casa d@ Jornalista (Avenida Álvares Cabral, 400, Centro)

Entrada: R$ 15

Informações e reservas: (31) 9-9619-0213