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Idoso cuidava do próprio dinheiro, diz irmã de mulher presa

Familiar elatou que Paulo Roberto Braga não tinha filhos e não era casado

Por Agências
Publicado em 18 de abril de 2024 | 20:05
 
 
 
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A irmã de Erika Vieira Nunes, 43, disse em depoimento à polícia realizado na tarde de quarta (18) que Paulo Roberto Braga, 68, tinha o controle do próprio dinheiro. 

Erika foi presa em flagrante na terça (16) por suspeita de levar o idoso já morto para sacar R$ 17 mil em uma agência bancária em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. 

Funcionários do banco desconfiaram que Paulo estava morto, e equipes do Samu constataram o óbito. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) diz que não é possível determinar se o idoso morreu antes ou depois de entrar na agência.

A advogada da mulher, Ana Carla Corrêa, afirma que confia na inocência da cliente e que Paulo chegou com vida ao banco. Nesta quinta (19), a Justiça do Rio de Janeiro converteu a prisão em flagrante de Erika em preventiva (sem prazo para terminar). Ela está detida por suspeita de vilipêndio de cadáver e furto mediante fraude.

Embora Erika e a irmã digam que são sobrinhas de Paulo, a polícia afirma que oficialmente elas são primas dele. À polícia, a irmã disse que Paulo não tinha filhos e não era casado. Afirmou também que apesar de estar sob os cuidados de Erika, o idoso tinha controle de suas contas bancárias e de seus cartões. 

Erika e a irmã moram em locais próximos. Ela disse à polícia que Paulo era ativo até ser internado em uma unidade de saúde no dia 8 de abril, e que não chegou a vê-lo depois disso.
Segundo ela, só quem ia visitá-lo durante a internação era Erika.
O idoso recebeu alta da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na segunda (15).

O laudo feito pelo IML aponta que Paulo estava "taquicárdico, com frequência cardíaca de 97 batimentos por minuto, saturação de oxigênio no sangue periférico de 95%, disártrico e com dificuldade para deglutir" ao receber alta.

Erika disse que após ser liberado pela UPA, Paulo avisou que tinha contratado o empréstimo de R$ 17 mil no dia 25 de março e que queria usar o dinheiro para comprar uma televisão e reformar a casa.

Para ter acesso ao dinheiro, porém, o idoso precisava ir pessoalmente até uma agência para retirar a quantia ou solicitar a transferência para uma conta nominal.

Assim, Erika o levou duas vezes a um banco na própria segunda.
No dia seguinte, ela o levou a outra agência, onde a gerente, após desconfiar da situação, acionou o Samu, que confirmou que o idoso estava morto.

(YURI EIRAS E BRUNA FANTTI / FOLHAPRESS)

 

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