Morte de bebê por PM provoca ira de moradores e depredações
Criança é baleada em casa invadida por bandido durante perseguição policial

Salvador. Conhecida por ser sede de uma das mais animadas comemorações de São João do Nordeste, Amargosa (BA), de 35 mil habitantes, a 235 quilômetros de Salvador, viveu uma noite de tensão e medo na quarta-feira, 16.
Revoltado com a morte de um bebê de 1 ano durante uma operação policial, um grupo de pessoas depredou e incendiou parte da delegacia da cidade e ateou fogo em 48 veículos parados nas ruas – 30 motos, 16 carros, um caminhão e um ônibus escolar.
Na confusão, os 16 detidos que estavam na carceragem da unidade policial conseguiram escapar, e as armas da delegacia foram roubadas. A delegada do município, Glória Isabel Ramos, um juiz e um promotor que atuam na cidade tiveram de se refugiar em um hotel.
A situação só foi controlada com a chegada de reforços da Polícia Militar de outras cidades da região e de integrantes do Batalhão de Choque. Apenas dois presos haviam sido capturados até o início da noite desta quinta.
Segundo relatos de moradores, o conflito foi iniciado durante uma perseguição policial, na noite desta quinta. Um traficante em fuga teria entrado na casa da vítima, e um tiro teria sido disparado por um dos policiais que participavam da operação. A bala atingiu a cabeça da menina de 1 ano, que estava no colo de um familiar, dando início à revolta.
Assustados com os atos de violência e sem entender o que estava acontecendo, moradores das áreas próximas da delegacia deixaram suas casas às pressas – ou ficaram trancados dentro dos imóveis, com as luzes apagadas, para evitar chamar a atenção.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou, por meio de nota, que o secretário Maurício Barbosa, o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin), delegado Moisés Damasceno, e a corregedora-chefe da Corregedoria da Polícia Civil (Correpol), delegada Heloísa Campos de Brito, foram à cidade para auxiliar nas apurações das ocorrências.
Ainda de acordo com o texto, a arma do policial civil que participava da operação e da qual teria sido feito o disparo que atingiu o bebê foi apreendida e passará por perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT).
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