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Após cortes, BRs em más condições dobram no país

Dnit divulga estado das rodovias após redução do orçamento

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Em Minas, trechos ‘ruins’ ou ‘péssimos’ saltam de 9% para 21% em um ano
PUBLICADO EM 11/10/18 - 03h00

A queda sistemática nos investimentos em infraestrutura viária por parte do governo federal impactou diretamente as condições das estradas federais, como mostra levantamento divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão ligado à pasta. Dos 57,2 mil km de rodovias sob administração do Dnit, 12% foram considerados em condições ruins ou péssimas em 2017, percentual que quase dobrou na pesquisa deste ano: 23%. Na edição anterior, 67,5% das BRs foram classificadas em bom estado; neste ano, foram 59%.

Em Minas Gerais, que tem cerca de 4.000 km de rodovias sob a responsabilidade do órgão federal, a piora foi ainda mais substancial. Os trechos ruins ou péssimos saltaram de 9% em outubro de 2017 para 21% em outubro deste ano, um crescimento de 133%. Na outra ponta, as rodovias em boas condições em Minas, que eram 72%do total na pesquisa anterior, somaram 59% na atual edição do levantamento.

Em nova oficial, o ministério reconhece a queda na qualidade das rodovias sob sua responsabilidade e informa que a pasta teve uma perda de 28% em seu orçamento nos últimos quatro anos.

“A queda coincide com a diminuição dos recursos destinados à infraestrutura rodoviária. Nos últimos quatro anos, a média do orçamento do Ministério dos Transportes para o setor rodoviário caiu 28%, passando de R$ 9,66 bilhões, entre 2011 e 2014, para R$ 6,97 bilhões, de 2015 a 2018”, informou o ministério.

Na nota, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Valter Casimiro, diz que, apesar do contingenciamento, todos os esforços têm sido direcionados para garantir os recursos para manutenção e conservação. Segundo ele, a saída tem sido redirecionar o dinheiro que existe no orçamento para a área. “Enquanto há oito anos o ministério investia 42,7% de seu orçamento em manutenção e conservação, neste ano está investindo 58,5% para o mesmo fim”, informou.

Metodologia

Os técnicos do Ministério dos Transportes calcularam o Índice de Condição da Manutenção (ICM), obtido a partir da soma do índice do pavimento com o índice da conservação. O primeiro índice tem peso de 70% na nota final.

Os critérios para avaliação do pavimento consideram a ocorrência e a frequência de defeitos, enquanto os critérios para avaliação da conservação analisam a roçada (altura da vegetação), a drenagem (dispositivos superficiais) e a sinalização (elementos verticais e horizontais).

Uma pista em boas condições não tem buracos, com poucas ocorrências de remendos e/ou trincas; tem canteiros centrais e áreas vegetais laterais podadas; e sinalização visível. Por outro lado, uma pista com vários remendos, panelas (cavidades), de sinalização precária e mato alto pode ser considerada ruim ou mesmo péssima.

Para fazer o levantamento, uma equipe técnica do DNIT percorre cada rodovia da malha federal pavimentada, quilômetro por quilômetro, fazendo um georreferenciamento das estradas por satélite.

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