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Ex-Rota vai presidir CPI que investiga ligação de advogados com PCC

Operação identificou 54 pessoas, entre membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) que já estavam cumprindo pena e advogados que atuavam em colaboração com o PCC, que atuavam no sistema prisional do estado.

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Coronel Telhada
É a primeira CPI que Telhada vai presidir na Assembleia de São Paulo
PUBLICADO EM 07/11/17 - 16h29

O deputado estadual Coronel Telhada (PSDB) foi escolhido nesta terça-feira (7) presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que vai investigar a Operação Ethos. A reunião para escolha do presidente da CPI foi realizada no início da tarde de hoje. É a primeira vez que Telhada vai presidir uma CPI. “É a primeira presidência, recruta, tô começando. É novidade”, disse Telhada.

A Operação Ethos foi deflagrada no dia 22 de novembro do ano passado e identificou 54 pessoas, entre membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) que já estavam cumprindo pena e advogados que atuavam em colaboração com o PCC, que atuavam no sistema prisional do estado.

Um dos presos na operação foi o ex-vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) Luiz Carlos dos Santos. Entre as pessoas identificadas na operação, 14 eram integrantes do PCC que já estavam presos. Santos é acusado de receber uma mesada, no valor de cerca de R$ 5 mil, para “plantar” denúncias de violação de direitos humanos com o intuito de gerar desestabilização na segurança do estado de São Paulo. Segundo a investigação, ele teria recebido cerca de R$ 130 mil.

Além de Telhada, o deputado Doutor Ulysses (PV) foi escolhido para ser o vice-presidente da CPI. O nome do relator ainda não foi votado. A próxima reunião da CPI foi agendada para daqui 15 dias. As reuniões deverão ocorrer sempre às quartas-feiras, por volta das 11h.

A CPI da Operação Ethos/Condepe é composta também pelos deputados Coronel Camilo (PSD), Beth Sahão (PT), Cezinha de Madureira (DEM), Junior Aprillanti (PSB), Milton Vieira (PSD), Fernando Cury (PPS) e Clélia Gomes (PHS).

Segundo Telhada, a CPI surgiu para investigar o Condepe. “Meses atrás houve um problema muito sério envolvendo o Condepe, onde o vice-presidente do órgão, Luiz Carlos dos Santos, foi acusado e se encontra preso até este momento por participar do crime organizado. Isso é uma coisa muito séria”, disse.

“É inadmissível que o vice-presidente do Condepe, que ganha do Estado e da população para cuidar do Estado, esteja envolvida com o crime organizado. Também há a informação de que eram fornecidos endereços de policiais militares, policiais civis e agentes penitenciários e dados pessoais de agentes da segurança pública [para o crime organizado]. Isso é praticamente uma sentença de morte”, disse o deputado, que era policial militar.

“Direitos humanos é para defender a pessoa, não para defender bandido. Nós mudamos isso aí. Se alguma pessoa achava que direitos humanos era para defender bandido, nós não achamos isso e vamos trabalhar fortemente contra isso”, ressaltou.

Telhada disse a jornalistas que, entre os possíveis convocados e convidados para falar na CPI, podem estar o próprio Luiz Carlos dos Santos, como também integrantes do Condepe, advogados e o delegado que presidiu a operação. “Estamos analisando o processo. Possivelmente, quem estamos pensando em pedir a presença aqui é do delegado responsável pela Operação Ethos para que explique o que está acontecendo, onde se chegou; e do presidente do Condepe para que explique como ele pôs como vice-presidente um criminoso”, disse.

Para Telhada, apesar de muitos já estarem presos, a CPI ainda pode contribuir com a operação. "A CPI pode somar porque politicamente ela mostra para a população que a Assembleia Legislativa está concluindo o caso e pode até trazer novas evidências à situação por meio da experiência dos deputados e do interesse político.”

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