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Santa Maria

Punições brandas revoltam famílias de vítimas de incêndio

Ontem, investigação militar indiciou oito bombeiros por tragédia que deixou 242 mortos

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Inquérito policial militar indiciou oito bombeiros pelo incêndio na boate Kiss
Inquérito policial militar indiciou oito bombeiros pelo incêndio na boate Kiss
PUBLICADO EM 13/06/13 - 03h00

O indiciamento de oito integrantes do Corpo de Bombeiros pelo inquérito policial militar que investigou, durante quatro meses, o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), provocou, ontem, mais uma vez, a revolta da Associação dos Familiares das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia na boate Kiss (AVTSM).

O incêndio ocorrido no dia 27 de janeiro deste ano provocou 242 mortes. Os donos da Kiss, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão e Marcelo Jesus dos Santos, foram libertados no fim de maio após cumprirem prisão preventiva por quatro meses.

“Não estamos satisfeitos com o artigo penal pelos quais eles foram indiciados, porque eles não foram acusados diretamente pela tragédia, e são penas muito leves”, disse Leo Becker – pai da Érika Sarturi, que morreu no incêndio aos 22 anos –, um dos dez representantes da associação que acompanharam a entrega do inquérito.

Um dos pontos polêmicos analisados no inquérito militar foi a liberação da casa noturna por bombeiros que fiscalizaram o local. O licenciamento da boate havia vencido em agosto de 2012, e o estabelecimento estava na fila para ser vistoriado.

A investigação apontou que não houve falha na inspeção de itens como portas de emergência. De acordo com um dos integrantes da investigação, o major Emílio Barbosa, o bombeiro que não libera um local que cumpre normas técnicas está sujeito a ser punido por abuso de autoridade.

Segundo o presidente da AVTSM, Adherbal Alves Ferreira, o sentimento é de angústia. “O que aconteceu representa, considerando todos os envolvidos, um universo de 12 mil pessoas. Cada vez que falo sobre isso, eu me sinto meio engasgado. Ver uma tragédia dessa proporção ser tratada dessa maneira, como crime culposo... É uma sensação de impunidade que nos faz querer lutar cada vez mais pela justiça”, diz.

Ferreira conta que ainda não consegue retomar a sua rotina. “Minha vida mudou 100%. Não consigo mais fazer as minhas atividades normais e sei que raros são os pais que conseguem”, afirma ele, que perdeu a filha Jennefer Ferreira, 22, na tragédia. (Com Agências)

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