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Brasil começa a testar em setembro ideias para cidade inteligente

Internet das coisas poderá adicionar R$ 188 bilhões à economia

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Modelo. Panasonic inaugurou em 2016 sua cidade inteligente em Fujisawa, no Japão, e está desenvolvendo outra perto de Denver, nos Estados Unidos
PUBLICADO EM 10/07/18 - 03h00

Rio de Janeiro. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do governo federal, começa a testar em setembro, no campus do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), em Xerém (Duque de Caxias), 33 ideias escolhidas entre 150 projetos enviados ao programa de tecnologia para cidades inteligentes. A proposta é montar uma minicidade onde serão implementadas iniciativas como instalação de sensores em postes, para detectar situações de violência, e em bueiros, para evitar alagamentos. 

Serão testados ainda planos de iluminação e transporte de lixo “inteligentes”. “Nosso foco são os gestores municipais. Queremos que eles tenham acesso aos projetos que forem aprovados e que recebam o selo do Inmetro”, disse o presidente da ABDI, Guto Ferreira. 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) também anunciaram, no mês passado, planos de financiamento para a chamada internet das coisas (objetos conectados à rede que se comunicam mutuamente).

Valor das coisas. Em estudo encomendado pelas instituições federais, a consultoria McKinsey calculou a “cadeia de valor” da internet das coisas, levando em conta novos negócios, geração de emprego e economia de gastos públicos, entre outros itens. A conclusão é que o setor, até 2025, poderia adicionar pelo menos US$ 50 bilhões (R$ 188 bilhões) à economia brasileira. O valor equivale a 11% do PIB atual do país. 

Pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF), André Luis Azevedo Guedes acredita que o Brasil precisa avançar, primeiramente, na geração, e, em seguida, na digitalização de dados a serem monitorados nas mais diferentes áreas, de saúde à educação, passando por mobilidade urbana e segurança. A terceira camada dessa pirâmide é integrar os dados ao planejamento das cidades.

O estudioso cita, como experiências bem-sucedidas, o Centro de Operações Rio de Janeiro, que reúne informações da cidade sobre trânsito, clima e ocorrências da Defesa Civil, e o sistema de monitoramento de contratos do governo fluminense criado pelo Ministério Público estadual do Rio. “O Brasil não consegue chegar à camada da digitalização dos dados. Cada troca de governo altera a continuidade dos serviços. A dificuldade é a integração”, revela.

Flash

Degustação. Depois de instaladas as primeiras soluções, prefeitos de cidades brasileiras serão convidados a ir até a cidade inteligente do Inmetro para conhecer as iniciativas em uma espécie de showroom.

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