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Política

Deputados preveem entraves à proposta de venda da Cemig

Parlamentares pedem cautela na discussão sobre a mudança do controle da companhia

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Cemig
Constituição do Estado prevê a realização de um referendo sobre eventual venda da Cemig
PUBLICADO EM 11/01/19 - 03h00

O governo estadual terá que se esforçar muito para aprovar a venda da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Apesar de alguns parlamentares se mostrarem abertos ao diálogo, outros afirmam que são contrários à venda da estatal e duvidam da capacidade do governo de conseguir fazê-la. A discussão veio à tona depois de o governador Romeu Zema (Novo) mudar seu discurso de campanha e afirmar, em entrevista à RecordTV Minas, que pretende privatizar a companhia. No entanto, para que essa negociação seja concluída, é necessário, de acordo com a Constituição do Estado, a realização de um referendo.

O deputado estadual eleito Guilherme da Cunha (Novo) disse que, apesar de os parlamentares não terem conversado ainda sobre essa pauta, esse é um assunto de muita relevância para Minas Gerais. Segundo ele, o tema é apontado como essencial para a recuperação fiscal do Estado e para a eficiência do serviço prestado para os mineiros. Na opinião do futuro deputado, por esse motivo, a Casa estará aberta ao diálogo.

“Acredito que teremos um campo fértil na ALMG para essa discussão. Não creio que esse tema será tratado como um tabu. Sobretudo porque, como é preciso um referendo da população para a aprovação da pauta, vai ser um debate mais tranquilo, livre de receios dos parlamentares, uma vez que a decisão poderá estar em sintonia com a escolha dos mineiros”, explicou.

Para Gustavo Valadares (PSDB), porém, o governo do Estado precisa ter cautela em relação à venda da estatal. O tucano ainda ressaltou que é preciso elencar prioridades. “Acho que a reforma administrativa é um primeiro ponto. A minha preocupação é que o governo está indo com muita pressa para resolver questões que são delicadas, em especial esse caso da Cemig. É melhor agir com calma, abrir a conversa com o governo federal, que obviamente é necessário para resolver o problema do Estado”, disse.

Já Alencar da Silveira Júnior (PDT) foi taxativo ao declarar sua opinião sobre a privatização a companhia. “A minha posição é uma só: contrária”, declarou. Para o deputado do PDT é preciso ter criatividade para administrar o Estado. “Não é vendendo as coisas que se resolve o problema. Fica muito mais fácil se o governador for vender tudo que tem hoje em vez de administrar o Estado. E na hora que acabar tudo que tem para vender? A Cemig bem administrada dá lucro. O que ela não pode é virar um cabide de emprego como foi no passado”, afirmou, dizendo que acha difícil que a venda avance.

O deputado estadual Cristiano Silveira (PT) também não concorda com a desestatização e acredita que não será fácil a aprovação da pauta na Casa. Ele explicou que qualquer operação que o Estado venha a fazer nesse sentido pode gerar a capitalização de curto prazo, mas ponderou que no longo prazo isso pode representar prejuízo, o que para ele é realmente preocupante. “Sou contra e vou fazer essa discussão, porque eu acho que a Cemig é uma empresa que tem bons resultados. A estatal investiu mais de R$ 5 bilhões na ligação de 50 mil pontos de luz do Programa Luz para Todos, teve uma eficiência de economia de gestão de R$ 400 milhões nesse último exercício e teve o lucro de quase R$ 1 bilhão”, afirmou.

Rejeição. A pesquisa Minas no Brasil 2018, um projeto de O TEMPO, mostrou, em junho do ano passado, que só 32,9% dos mineiros aprovavam a venda da Cemig.

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