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Golpe com dados de clientes pode vir de dentro da empresa

Professora suspeita que funcionário de telefonia que sabia de visita de técnico tentou enganá-la

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Todo cuidado é pouco. Idec pede cautela para consumidor ao passar informações pessoais, bancárias e do cartão pelo telefone
PUBLICADO EM 11/02/19 - 03h00

Depois de contratar pessoalmente um plano de telefonia e internet, a professora de português Fernanda Dusse, 32, foi informada, ainda na loja, que receberia em três dias um telefonema para confirmar a visita do técnico que instalaria o modem. Os três dias se passaram, e a ligação aconteceu. Mas Fernanda desconfiou quando a atendente pediu para que ela confirmasse os dados do cartão de crédito para o pagamento de uma taxa de instalação de R$ 25.

“Falei que não ia passar meus dados por telefone, porque nada disso tinha sido acordado e que preferiria pagar o técnico pessoalmente”, conta ela. Depois de seguidas negativas de Fernanda, a atendente desligou o telefone. Passadas algumas horas, Fernanda recebeu outra ligação para marcar, de fato, a visita do técnico – e não havia nenhuma cobrança extra.

“Contei o que aconteceu para a nova atendente, ela me falou que eu não era a primeira, que tinha vários casos desses, e preencheu um protocolo de reclamação”, lembra a docente, que comentou a mesma coisa com o técnico que foi instalar a internet e recebeu a mesma resposta – ela não era a única que havia sofrido a tentativa de golpe.

“A partir disso, tive certeza de que foi alguém de dentro da empresa que vazou meus dados, alguém que sabia que eu iria receber uma ligação em três dias”, afirma Fernanda, que se safou do golpe.

Responsabilidade

Mas e se, num descuido, Fernanda tivesse os dados do cartão de crédito utilizados por outra pessoa? Segundo a presidente do Instituto de Defesa Coletiva, Lillian Salgado, a empresa poderia ser responsabilizada, já que tudo indica que os dados da cliente foram utilizados indevidamente pelos próprios funcionários.“Segundo o Código de Defesa do Consumidor, toda vez que uma empresa presta qualquer tipo de serviço, ela tem que trazer segurança para o cliente”, explica a advogada. Uma vez que os dados do consumidor são vazados para terceiros, a empresa tem que ser responsabilizada se houver prova desse vazamento, acrescenta.

Se o golpe teve sucesso, o caminho é procurar os órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e o Ministério Público para fazer a denúncia e, a partir disso, tentar um acordo com a empresa. “Se não houver, a pessoa pode entrar com uma ação na Justiça pedindo o dano moral e material em decorrência desse vazamento”, afirma Lillian.

O ideal é sempre desconfiar: “Nunca informar esses dados por telefone e, se houver dúvidas, procurar sempre os canais oficiais de atendimento do serviço”, avisa a presidente da entidade.

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