Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Fundo Monetário Internacional

Guido Mantega descarta vulnerabilidade da economia brasileira

Ministro da Fazenda afirma que diversos indicadores econômicos do primeiro semestre mostram que os investidores estrangeiros continuam interessados no país

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Ministro Mantega anunciou as medidas
Mantega descarta vulnerabilidade da economia brasileira
PUBLICADO EM 29/07/14 - 20h55

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu nesta terça-feira (29) relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que inclui o Brasil entre as economias emergentes mais vulneráveis a crises externas. Segundo ele, diversos indicadores econômicos do primeiro semestre mostram que os investidores estrangeiros continuam interessados no país, mesmo com a retirada gradual dos estímulos monetários pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano.

O ministro lembrou que os investimentos estrangeiros diretos, que geram empregos no país, continuam acima de US$ 60 bilhões em 12 meses pelo quarto ano seguido. Além disso, ressaltou Mantega, o real valorizou-se 9,4% nos primeiros seis meses do ano, e a Bolsa de Valores de São Paulo subiu 21,25% no mesmo período.

De acordo com o ministro, o relatório foi elaborado por escalões inferiores do FMI e repete os erros de documentos anteriores divulgados por instituições financeiras e organismos internacionais que apontaram uma “tempestade perfeita” para a economia brasileira neste ano e incluíram o Brasil entre os cinco países emergentes mais frágeis. “A tempestade não veio e o cenário apontado por esses relatórios não se concretizou”, disse.

O ministro destacou que o país tem o quinto maior volume de reservas internacionais do mundo, em torno de US$ 380 bilhões. O montante é superior ao da dívida externa pública e privada, de US$ 330 bilhões, e suficiente para financiar o país por longo tempo em caso de escassez de capital externo.

“Da dívida externa total, somente 7,6% vencem no curto prazo, o menor nível entre os países emergentes. No caso de uma interrupção do fluxo de capitais, daria para o Brasil se financiar por longo tempo”, ressaltou.

Tradicionalmente, o maior indicador de vulnerabilidade externa de uma economia é o déficit em transações correntes – soma dos saldos da balança comercial (diferença entre exportações e importações) e das contas de serviços, de renda e das transferências unilaterais (doações de emigrantes e de organizações estrangeiras). Caso um país registre resultado negativo nessa conta, fica dependente do capital especulativo internacional, dos empréstimos externos e dos investimentos estrangeiros diretos para fechar o balanço de pagamentos.

De acordo com o Banco Central, o déficit em transações correntes do Brasil acumulou em torno de US$ 86 bilhões, 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), nos 12 meses terminados em junho. Apesar de o resultado ser o pior desde 2001, o ministro diz que o problema é temporário e que o déficit deve diminuir nos próximos meses.

“No ano passado, o déficit em transações correntes subiu por causa da conta petróleo [importações de petróleo maiores que as exportações], que retirou US$ 17 bilhões do saldo da balança comercial. Com o aumento da produção da Petrobras, previsto para 8% neste ano, o quadro está se revertendo. Os analistas já tinham percebido isso”, declarou. O ministro, no entanto, não estipulou uma previsão de déficit em transações correntes para 2014.

Agência Brasil

O que achou deste artigo?
Fechar

Fundo Monetário Internacional

Guido Mantega descarta vulnerabilidade da economia brasileira
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter