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Economia

Mapeamento digital pode ser o caminho para o futuro da Nokia 

Unidade existe há 29 anos e é avaliada em mais de US$ 6 bilhões

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MAPPING SCOTT BSPR 1
Em campo. Mark Williams, engenheiro de sistemas da Nokia, limpa câmera do serviço de mapas Here na Inglaterra
PUBLICADO EM 10/05/14 - 03h00

Berlim, Alemanha. Pela primeira vez em mais de três décadas, a Nokia enfrenta o futuro sem participar do mercado global de celulares. Em 25 de abril, a empresa concluiu a venda de sua divisão de celulares para a Microsoft, por US$ 7,5 bilhões.

A transação coloca em destaque o que resta da Nokia, que inclui sua divisão de rede móvel e uma unidade de pesquisa e propriedade intelectual. Mas são as iniciativas de mapear o mundo todo digitalmente que podem revelar o tesouro oculto da empresa finlandesa – ou pelo menos emergir como uma meta atraente e multibilionária de aquisição.

O objetivo da Nokia com seu sistema de mapeamento, conhecido como Here e desenvolvido em Berlim, é simples mas ambicioso: construir os mapas digitais mais detalhados e atualizados do mundo.

Em smartphones, o Here é superado pelo Google Maps, que possui 1 bilhão de usuários móveis e vem instalado nos celulares usando o sistema operacional Android, do Google. O Here, que é o aplicativo padrão de mapas em celulares Windows, possui apenas cerca de 100 milhões de usuários em smartphones.

Carros. No mapeamento automotivo, porém, o Here domina, com mais de 80% do mercado global para sistemas de navegação em automóveis – um campo no qual Google e Apple ainda lutam para crescer. A Nokia afirma que seus produtos de mapeamento são mais precisos do que as ofertas rivais, e que sua capacidade de personalizar seus mapas para diferentes clientes a coloca em destaque. O Google, por sua vez, garante que realiza dezenas de milhares de alterações em seus mapas diariamente, e usa algoritmos complexos e informações externas (como da agência norte-americana do censo) para construir mapas para 198 países.

Embora rivais como a Apple tenham tentado entrar no mercado global de mapeamento, elas não têm tido muito sucesso, deixando o sistema Here (já com 29 anos) como a única opção para empresas e consumidores que buscam uma alternativa ao Google.

“Mapeamento é um negócio caro”, declarou Annette Zimmermann, analista da firma de pesquisa Gartner em Munique. “Se você ainda não possui o que esses caras construíram, não faz sentido começar agora”.

Já existem rumores de que a Nokia pode decidir vender ou desmembrar a unidade, para que a empresa possa focar em sua divisão principal de rede móvel. A unidade de rede, que fabrica torres de celulares e outros equipamentos de telecomunicações para operadoras, irá gerar quase 90% da receita anual após a conclusão da venda. Isso significa que o Here poderá ser mais valioso para outra empresa do que para a Nokia.

“Existem apenas algumas operações de mapeamento no mundo”, afirmou Ehud Gelblum, analista do Citigroup. “Trata-se de um ativo de valor”. Analistas dizem que a divisão de mapas da Nokia pode ultrapassar US$ 6 bilhões.



Flash

Tempo real. A Nokia afirma que seus produtos de mapeamento são atualizados 2,7 milhões de vezes por dia. Apesar da posição forte, a unidade de mapas gerou apenas 7% da receita da Nokia em 2013.

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