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Agricultura familiar

Mercado de Origem unirá produtor e consumidores finais

Unidade tem investimento de R$ 60 milhões e abrirá em 2019; dono do shopping Uai prevê 15 centrais de distribuição sem atravessador

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Mercado de Origem
Mercado de Origem, lançado nessa quinta-feira (6), abre as portas para o público em outubro
PUBLICADO EM 07/12/18 - 03h00

Belo Horizonte vai ganhar, em outubro de 2019, uma central de distribuição com 300 associações, cooperativas e produtores ligados à agricultura familiar de todo o país. O Mercado de Origem, que funcionará no bairro Olhos D’Água, na região do Barreiro, terá um investimento de R$ 60 milhões e é uma parceria entre a Fundação Doimo, que administra negócios como a rede de shoppings populares Uai, e a Emater-MG.

“A fundação, em seus estudos sobre mercados populares, identificou a agricultura familiar, que coloca na mesa dos brasileiros 70% dos alimentos consumidos. Nosso objetivo é retirar a figura do atravessador e ligar o produtor direto ao consumidor final, no atacado e no varejo”, diz o presidente da Fundação Doimo, Elias Tergilene.

O empreendimento do Olhos D’Água foi lançado nessa quinta-feira (6), em solenidade no local onde irá funcionar, e será o primeiro a receber clientes, mas outras 14 unidades serão construídas no país, segundo Tergilene. A região metropolitana da capital mineira terá mais duas unidades, em Venda Nova e Ribeirão das Neves. “O projeto é uma rede de centros de distribuição que irão trocar produtos. Teremos mercados em São Paulo, Manaus e Feira de Santana, por exemplo”, conta.

A logística, a armazenagem dos alimentos e a distribuição ficarão a cargo da Fundação Doimo. Seleção dos produtores, certificação e controle de qualidade serão responsabilidade da Emater-MG. “Temos propostas de parceria de mais de cem associações, cooperativas e empreendimentos de produtores. São pessoas do Triângulo Mineiro, Vale do Jequitinhonha, Norte de Minas e Zona da Mata que produzem, café, queijos, cachaças, grãos, hortaliças, cervejas artesanais, vinhos mineiros, azeites mineiros”, afirma o presidente da Emater-MG, Glenio Martins.

O produtor do café Campos Altos, José Maria de Oliveira, o Marimbondo, afirma que a parceria com o Mercado de Origem poderá expandir sua participação no mercado interno. Hoje, 80% de sua produção anual, cerca de 15 mil sacas de 60 kg, é exportada para países como Estados Unidos e Alemanha. “A proposta é levar produtos de qualidade, como cafés especiais, direto para o consumidor. E essa expansão será nacional, já que o compromisso é com toda a rede do mercado, que é nacional”, afirma.

Tergilene afirma que, além do varejo, o mercado de origem investirá em exportação. “Já estamos em contato com o mercado chinês e esses negócios já estão acontecendo”, diz. “Podemos nos tornar uma referência em exportação de alimentos”, afirma o presidente da Cooperativa dos Empresários Rurais do Triângulo Mineiro (Certrim), Luis Henrique Fernandes. A entidade reúne 5.000 produtores.

Espaço terá fazenda orgânica e cursos de gastronomia

A primeira unidade do Mercado de Origem, que será em Belo Horizonte, trará serviços, além do comércio de produtos oriundos da agricultura familiar. A previsão é que o empreendimento tenha cinco pavimentos, 14 mil m² na primeira fase e mais 26 mil m² na segunda. “O projeto adota o conceito de mercado-escola. Todas as atividades do empreendimento serão voltadas para ampliar o saber das pessoas sobre a agricultura, e ainda possui função social pautada pela inclusão do produtor rural”, afirma o presidente da Fundação Doimo e idealizador do projeto, Elias Tergilene.

Uma fazendinha urbana, com horta orgânica e animais para crianças, faz parte do projeto, que será aberto a animais de estimação. Também haverá infraestrutura para cursos gastronômicos, cozinha- show e ilhas gourmet.

Produção de mel deve crescer 80%

Com o surgimento de novos canais de venda, como o Mercado de Origem, a Cooperativa de Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas (Coopemapi) pretende aumentar sua produção em 80% em 2019. “Nossa produção anual é de 450 tambores de mel. Agora, como estamos fazendo o envasamento também, além da produção, podemos aumentar o faturamento em 400%”, afirma o presidente da Coopemapi, Luciano Fernandes de Sousa.

O produtor de grãos, carne e leite de Uberaba José Ferreira também está otimista com 2019. “Neste ano repassei 2.000 cabeças de gado, e quero dobrar essa quantidade no próximo ano. Para isso estou fazendo novos investimentos na produção”, diz.

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