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Mesmo com demanda baixa, governo amplia programa

Até 15 de outubro, foram 300 voos e 647 passageiros, média de 2,1 pessoas por viagem

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Ampliação. Os aviões Cessna Grand Caravan 208 B, em breve, farão também transporte de carga entre Belo Horizonte e o interior
PUBLICADO EM 29/10/16 - 03h00

Há menos de três meses, o governo do Estado lançou um programa de aviação para integrar cidades do interior mineiro com a capital, com voos subsidiados pela Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais (Codemig). A ideia era criar um sistema sustentável, pelo qual as viagens seriam financiadas pelos próprios passageiros, por meio da compra dos bilhetes, que custam em média R$ 300. A demanda ainda não deslanchou o suficiente para bancar o projeto, mas a Codemig já anunciou a expansão do programa, que começou com 12 destinos e, a partir de novembro, atenderá mais cinco cidades.

Da inauguração até 15 de outubro, foram 300 voos, entre pousos e decolagens no aeroporto da Pampulha, sempre de segunda-feira a sexta-feira, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O número corresponde a menos de um terço das expectativas da Codemig. Quando o Programa de Integração Regional Modal Aéreo (Pirma) foi lançado, em 17 de agosto, a meta era de 24 voos por dia, entre partidas e chegadas. Portanto, para os primeiros 43 dias eram esperados 1.032 voos.

Ainda de acordo com dados da Infraero, nesse período foram transportados 647 passageiros, uma média de 2,1 por voo. Como cada avião comporta 9 passageiros, a taxa de ocupação tem sido de 23%. Segundo especialistas do setor aéreo, para que uma operação seja rentável, essa ocupação deve ser em torno de 60%.

Questionada pela sobre a baixa procura, a Codemig respondeu, por meio da assessoria de imprensa, que “acredita em um aumento crescente da demanda e considera que o Pirma se trata de um projeto de fomento que requer tempo para sua devida consolidação”. A Codemig destacou ainda que o programa é uma ação é importante para fomentar os negócios locais, desenvolver o turismo, integrar as diversas regiões do Estado e facilitar o deslocamento de moradores do interior para Belo Horizonte.

A reportagem procurou a companhia para explicar a expansão do programa, apesar da demanda estar abaixo das metas. Entretanto, devido ao feriado do dia do servidor público, não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Atualmente, os voos são para Curvelo, Diamantina, Divinópolis, Juiz de Fora, Muriaé, Patos de Minas, Ponte Nova, São João del-Rei, Teófilo Otoni, Ubá, Varginha e Viçosa. A partir do dia 2 de novembro, passarão a atender Araxá, Lavras, Manhuaçu, Passos e Pouso Alegre. As aeronaves, modelo Cessna Grand Caravan 208 B, em breve, farão também transporte de carga.

Entenda como funciona a iniciativa:

Contrato: a Codemig tem um contrato mensal de no mínimo 300 horas de voo com a Two Táxi Aéreo, que venceu a licitação.

Custo: São R$ 870 mil por mês e R$ 10,44 milhões por ano. Se não for vendido nenhum voucher, em vez de R$ 2.900 por voo, a companhia paga fixo de R$ 1.595.

Passagens: de R$ 100 a R$ 550. Antes eram vendidas apenas pelo site voeminasgerais.gov.br. Agora, o passageiro poderá adquirir até 40 minutos antes do voo. Outra novidade é a possibilidade de venda de vouchers no balcão de atendimento dos aeroportos. Agências também poderão realizar reserva de bilhete.

Escalas: Antes, os voos eram só diretos para BH. Agora, alguns terão escalas.


Concessões

Lance mínimo em leilões será reduzido

Brasília. O governo federal reduziu drasticamente os valores mínimos dos lances para os leilões dos aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza, que devem ser oferecidos à iniciativa privada em 2017.

A soma das outorgas mínimas para as quatro concessões, que anteriormente chegava a R$ 4,108 bilhões, caiu para R$ 2,908 bilhões. Outros custos, porém, foram incluídos nas propostas e terão impacto direto nas operações, como a exigência de pagamento do plano de demissão voluntária (PDV) da Infraero. As novas regras serão debatidas em audiência pública até 7 de novembro.

FOTO: João Godinho
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Pampulha opera hoje com menos da metade da capacidade anual


Pampulha

Nova lanchonete sinaliza expansão

No dia 1º de novembro, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) abrirá o edital para instalação de uma nova lanchonete no aeroporto da Pampulha. A licitação pode ser um indício dos esforços para reativar a movimentação do terminal, que tem capacidade para 2,2 milhões de passageiros ao ano, mas tem recebido menos da metade.

Grandes companhias aéreas, como a Gol, já manifestaram interesse em voltar a operar na Pampulha. Entretanto, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), há restrições de infraestrutura que precisam ser sanadas pela Infraero antes de qualquer mudança.

No dia 13 de outubro, a Anac indeferiu um pedido da Gol para operar o boeing 737-700, que comporta 144 passageiros. A Infraero considera que o terminal já está apto.

Licitação. O contrato para exploração da lanchonete terá duração de cinco anos e o preço básico inicial mínimo do pregão é de R$ 60 mil. De acordo com as regras da licitação, o estabelecimento poderá oferecer diversas opções de alimentação, mas 15 itens do cardápio terão o preço registrado em tabela.

“O valor desses produtos foi fixado com base em pesquisa de mercado local, que levou em conta os preços cobrados em lanchonetes de rua e shopping da região. A tabela poderá ser reajustada anualmente, desde que haja nova pesquisa de mercado”, explica o superintendente do aeroporto, Mário Jorge de Oliveira.


 

 

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