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Economia

Pão de queijo ganha o mundo 

Fábrica fechou parceria com rede de cinemas dos Estados Unidos e Starbucks do Peru

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Forno de Minas/ Divulgação
Meta. Exportação já é 5% do faturamento da Forno de Minas, que pretende triplicar a participação no mercado externo até 2020
PUBLICADO EM 02/01/16 - 04h00

A primeira fornada para o exterior saiu para os Estados Unidos há 17 anos, quando a Forno de Minas começou a exportar. Desde então, o tradicional pão de queijo mineiro vem caindo no gosto dos estrangeiros e finalmente está ganhando o mundo. Além dos “States”, Canadá, Uruguai, Peru, Chile, Portugal, Inglaterra e Emirados Árabes já consomem a marca que, em breve, não será a única a fazer o gostinho de Minas Gerais ultrapassar fronteiras. A Pif Paf também está negociando com distribuidores da Europa e da Ásia para exportar a iguaria.

Por enquanto, a Forno de Minas reina absoluta lá fora. A gerente de comércio exterior da companhia Gabriela Cioba afirma que, em 2015, as exportações de pão de queijo têm um crescimento estimado de 50% e, em 2016, o aumento será de 60%. Hoje, a exportação responde por entre 5% e 6% do faturamento da empresa mineira. “Nossa meta é chegar a 2020 exportando 15% do total”, calcula Gabriela.

Para isso, o trabalho tem sido intenso. A partir de janeiro, a receita da dona Dalva, matriarca da família Mendonça, fundadora da Forno de Minas, vai alcançar as prateleiras de mais de 184 supermercados norte-americanos e estará presente em mais de cem complexos da rede Cinemark nos Estados Unidos, da qual a marca já é parceira desde o meio deste ano.

“Estamos presentes em 30 complexos de cinemas nos Estados Unidos. Deu tão certo que já fechamos novas parcerias, para expandir para cerca de outros 80 complexos”, afirma a gerente de comércio exterior.

Portas abertas. Atualmente, os Estados Unidos consomem 60% de todo o pão de queijo exportado pela Forno de Minas. “Quando começamos, vendíamos mais para distribuidores que trabalham com produtos étnicos, ou seja, para um público brasileiro mesmo. Agora estamos apostando na conquista do consumidor norte-americano e estamos em negociações avançadas com grandes redes de supermercados de Chicago e Nova Jersey”, adianta Gabriela.

Segundo ela, o objetivo é consolidar o público que já conhece e ganhar novos consumidores pelo mundo todo. Na América Latina, a presença também tem ficado cada vez mais forte.

“Fechamos com a Starbucks no Peru, para vender nosso pão de queijo lá, o que deve começar a partir de janeiro de 2016. É uma porta para conseguirmos entrar em outras Starbucks no mundo”, destaca a gerente de comércio exterior.

 

Apesar da crise, setor de alimentos cresce



No geral, a indústria deve fechar o ano com retração de 7,6%, segundo projeções da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O setor de alimentos vai na contramão e é um dos únicos com crescimento. Segundo medição que considera os oito primeiros meses do ano, teve expansão de 1,8%, ao lado da extrativa (1%).

Se depender da demanda pelo pão de queijo, o ramo vai continuar muito bem, obrigado. Em 2015, a produção da Forno de Minas subiu 9,56%, atingindo 19,82 mil toneladas. 

Para o faturamento, a empresa estima um crescimento de 18% em relação a 2014, alcançando R$ 270 milhões. O mercado interno responde por 95% do consumo, mas, as exportações também vão dando a parcela de contribuição para fazer essa massa crescer. “O dólar forte ajuda a ganhar mercado. Neste ano, nossas exportações cresceram 50%”, afirma a gerente de comércio exterior da Forno de Minas, Gabriela Cioba. 

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