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Quatro em cada dez vão trabalhar após a aposentadoria

Mais da metade quer se aposentar antes dos 65 anos

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Renda extra. Maria José Araújo aposentou-se aos 60; mas hoje, aos 67, nunca parou de trabalhar
PUBLICADO EM 13/06/18 - 03h00

A supervisora de vendas Poliane Francisca da Silva tem 31 anos e sonha em se aposentar antes dos 65. A dona de casa Maria José Araújo, 67, já realizou esse sonho, mas, para pagar as contas, ainda trabalha. “Eu me aposentei aos 60, por tempo de contribuição, mas continuo trabalhando como manicure, passo roupa e faço qualquer coisa honesta. Se não fosse assim, não conseguiria pagar meu plano de saúde”, conta Maria José. As duas fazem parte das estatísticas de uma pesquisa feita pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). O estudo mostra que 51% dos brasileiros pretende se aposentar antes dos 65 anos, mas 43% ainda terá que continuar trabalhando para manter o sustento, realidade de quatro a cada dez aposentados.

De acordo com o estudo, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é a principal fonte de renda para a aposentadoria de 76% da população, sendo que 48% dos entrevistados revelaram total dependência em relação a esses recursos. Apenas 18% disseram que contarão com outra fonte complementar para essa fase da vida, o que inclui poupança e previdência privada.

Para Poliane, o ideal seria ter um plano de previdência complementar, mas, segundo ela, nem todo mundo tem condições de pagar por essa alternativa. “Meu plano é montar um negócio próprio para trabalhar depois que eu me aposentar. Além de não ficar parada, vou ter uma outra fonte de renda”, afirma a supervisora de vendas. Mas ela tem medo de não conseguir se aposentar antes dos 65 anos por causa das incertezas. “A gente não sabe o que virá com a reforma (da Previdência)”, afirma. 

Na avaliação dela, se o governo federal gastasse os recursos públicos com mais eficiência, não haveria motivos para se preocupar com o futuro. “O Brasil está a ponto de explodir. O governo precisa mudar a forma de trabalhar”, afirma.

Do outro lado dessa estatística, 51% dos brasileiros entrevistados acreditam que o sistema previdenciário público é sustentável e 43% defendem a necessidade de uma reforma. “O índice demonstra que os indivíduos não compreenderam que o sistema já gasta mais do que arrecada e que está em desequilíbrio”, avalia o presidente da FenaPrevi, Edson Franco. 

Durante o IX Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, realizado nesta terça-feira (12) em São Paulo, Franco anunciou que a FenaPrevi pretende apresentar a todos os candidatos à Presidência uma proposta de previdência pública e universal para os novos entrantes. Segundo ele, quem ainda não está no mercado de trabalho terá mais facilidade de aceitar a reforma.

Universo

Perfil. A pesquisa foi realizada entre 1 e 15 de abril de 2018, com 1.200 entrevistados em 72 municípios do Brasil, sendo 53% homens e 47% mulheres. A margem de erro é de 3%.

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